15 de novembro de 2017

DUBLADOR EM FOCO (116): ANTÔNIO CARDOSO

*Foto: Casa da Dublagem*


Antônio Cardoso nasceu em 1942,em São Paulo, capital.
Era filho do autor de radionovelas, radioator, dublador e, posteriormente, ator de telenovelas Osmano Cardoso.

Não há registros de que tenha participado em radionovelas, porém se apaixonou pela arte de interpretar com a voz e, através de Osmano Cardoso, foi iniciado na dublagem e ingressou na AIC em meados de 1967.

Aqui, há um fato curioso: num encontro de fãs da série Perdidos no Espaço, em 1988, houve a exibição do episódio "A Caverna dos Mágicos" e, consequentemente, foi perguntado a Borges de Barros de quem era a voz do alienígena de dentro da caverna.
O saudoso Borges de Barros respondeu: "Aqui foi praticamente o início da dublagem do Antônio Cardoso na AIC, era jovem e aí só surgia a voz. Como ele tinha uma voz bem forte, ficou ideal."


**Episódio "A Caverna dos Mágicos"**

Por incrível que possa parecer, um fato semelhante ocorreu no episódio "O Monstro Incandescente" da série Viagem ao Fundo do Mar, no qual Antônio Cardoso dubla o alienígena que se apresenta em forma de uma labareda de fogo, sem necessidade da sincronia.

**Episódio "O Monstro Incandescente"**

Adquirindo cada vez mais experiência, dubla personagens secundários e, posteriormente, atores convidados nas séries de tv da época: A Feiticeira, Jeannie é um Gênio, Lancer, Terra de Gigantes, entre outras, além de filmes.


Dono de uma voz forte, tanto dublava muito bem herois ou vilões. Na série Daniel Boone dublou o personagem Mingo em vários episódios, substituindo Carlos Alberto Vaccari, o qual ficou afastado por motivo de uma enfermidade por um certo tempo.


**A voz do índio Mingo em diversos episódios**

Com a crise econômica da AIC se acentuando a partir de 1972, Antônio Cardoso, um nome já reconhecido na dublagem, participa mais intensamente dos estúdios Odil Fono Brasil, CineCastro -SP e Álamo.

Surge assim o personagem Lord Brett Sinclair, interpretado por Roger Moore, na série Persuaders, um grande sucesso dublado pelo estúdio Odil Fono Brasil, o qual Antônio Cardoso fez um excelente trabalho de interpretação com a voz.


**A voz de Roger Moore na série "Persuaders"**


Ainda no início da década de 1970, Antônio Cardoso dubla o ator Peter Lupus na 6ª e 7ª temporadas da série Missão Impossível, através do estúdio Álamo, substituindo Antônio Moreno, o qual passou a dublar o ator Peter Graves.



**A voz de Peter Lupus nas últimas temporadas de Missão Impossível**

Ainda na década de 70, foi convidado por Older Cazarré para participar de uma edição das Historinhas Disney ao lado de grandes nomes da dublagem oriundos da AIC.

Fez diversas dublagens de filmes e séries de tv  durante as décadas de 70 e 80 nos estúdios BKS e Álamo.



**ALGUNS TRABALHOS**

*FILMES*



- Roger Moore em Fuga Para Atenas (Primeira Dublagem), e Resgate Suicida/Resgate Fantástico (Primeira Dublagem)
- John Dehner em Jim das Selvas, e Lagoa dos Mortos
- Henry VIII (Charlton Heston) em O Príncipe e o Mendigo (1977)
- Dr. Josef Mengele (Gregory Peck) em Os Meninos do Brasil
- Mariano (Anthony Quinn) em Viagem ao Perigo / Alto Risco
- Drácula (Christopher Lee) em Dráculo, Pai e Filho
- Chefe Vinnie Walker (M. Emmet Walsh) em Levantem o Titanic
- Daniel McDay (Jack Fletcher) em Casei-Me Com Um Modelo
- Jack Woltz (John Marley) em O Poderoso Chefão (Primeira Dublagem)
- Charles Brubaker (James Brolin) em Capricórnio Um
- Hart (Robert Gerringer) em A Sentinela dos Malditos
- Leopoldo De Karnstein (Mel Ferrer) em Rosas de Sangue
- Bob Precht (Robert Paige) em Adeus, Amor
- Rock (Mike Starr) em O Último Dragão
- Gregory Bate (Miguel Fernandes) em Histórias de Fantasmas
- Dr. David Faraday (Glenn Ford) em Feliz Aniversário Para Mim
- Perlmutter (Robert F. Hoy) em A Lenda do Cavaleiro Solitário / A Lenda do Zorro

*SÉRIES DE TV*



- Lord Brett Sinclair (Roger Moore) em Persuaders
- Imperador Vespasiano (Timothy West) em Masada
- Meeks (Kaz Garas), Capitão Underwood (Francis X. McCarthy), e Navarro (Jessie Lawrence Ferguson) em Esquadrão Classe A (3ª e 5ª Temporadas)
- Mingo (Ed Ames) (em alguns episódios) em Daniel Boone
- Willy (Peter Lupus) (segunda voz) em Missão Impossível  (6ª e 7ª Temporadas)

**Dublagem do ator Gregory Peck no filme "Os Meninos do Brasil"**

Antônio Cardoso faleceu precocemente, em 1989, aos 47 anos, vítima também de um ataque cardíaco, assim como seu pai Osmano Cardoso.


Um dublador excelente que iniciou a sua carreira na AIC, no "templo da dublagem paulistana", como se refere o dublador Arquimedes Pires ao estúdio que imprimiu uma enorme qualidade às dublagens realizadas.


**VAMOS REVER DUAS EXCELENTES DUBLAGENS DE ANTÔNIO CARDOSO NA AIC**


**VÍDEO 1**
**Dublando o alienígena na série Viagem ao Fundo do Mar**



**VÍDEO 2**
**Dublando o personagem Mingo na série Daniel Boone**



**Fonte de Pesquisa: site Casa da Dublagem e Acervo Pessoal**

**Marco Antônio dos Santos**

17 de outubro de 2017

A DUBLAGEM DO FILME "DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO"




New Orleans, 1937 - Dr. John Cukrowicz realiza uma lobotomia num hospital mal aparelhado para esse tipo de cirurgia.  Ele é um jovem neurocirurgião que vem fazendo seu nome pelo país afora, ao usar essa nova técnica no tratamento de pessoas esquizofrênicas.


Desgostoso com as precárias condições do hospital, ele ameaça ir embora se alguma coisa não for feita.  É quando surge uma rica viúva, a Sra. Violet Venable, propondo uma doação de US$ 1 milhão em troca de uma lobotomia a ser feita em sua jovem sobrinha, Catherine Holly, supostamente acometida de graves problemas neurológicos e mentais, desde que voltou de suas férias na Europa no último verão, quando testemunhou o bárbaro assassinato do primo que a acompanhava.


Dr. Cukrowicz concorda em receber as duas mulheres para uma entrevista preliminar.  A Sra. Venable mostra-se uma pessoa arrogante, inteligente e altamente obcecada pelo filho morto.  Ela só fala sobre o seu brilhante filho, Sebastián, sobre quão arrasada ela se acha desde sua morte e sobre a necessidade de sua sobrinha ser lobotomizada.  Entretanto, ao conversar com a jovem Catherine, que se mostra vulnerável, amargurada, mas confiante, ele conclui que ela tem sérios problemas a serem tratados sem a necessidade de ser submetida à cirurgia.


Quando Catherine é internada em seu hospital, fica mais claro para o Dr. Cukrowicz que a Sra. Venable não está interessada na saúde da sobrinha e, sim, tentando usá-lo para fazer com que a memória da jovem venha a ser afetada, de tal forma que ela não possa revelar as circunstâncias em que o filho foi morto.


Traumatizada com o ocorrido, Catherine bloqueou suas lembranças, mas o Dr. Cukrowicz está determinado a desenterrá-las, mesmo que isso custe sua carreira.  Assim, depois de um longo tratamento, ele consegue devolver a saúde mental da jovem, quando ela lhe fala sobre o terrível incidente ocorrido durante suas últimas férias na Europa.


Num extenso monólogo, ela descreve o bizarro assassinato do primo homossexual quando viajavam pela Espanha.  Segundo ela, Sebastián a usava para atrair os jovens que se tornariam seus parceiros e, numa das ocasiões, eles partiram para cima do primo, assassinando-o e canibalizando seu corpo.


Na cena final, referindo-se a si própria na terceira pessoa, Catherine diz ao Dr. Cukrowicz que ela voltou a um presente menos doloroso:  "Ela está aqui, Doutor.  A srta. Catherine está aqui !"


Baseado numa peça de Tennessee Williams, "De Repente, no Último Verão" é um excelente filme sobre a frustrada tentativa de uma mulher de submeter sua sobrinha a uma lobotomia, com o fim de evitar que ela viesse a revelar alguns segredos sobre o passado do seu filho assassinado.


Realizado pelo veterano cineasta Joseph L. Mankiewicz, o filme trata de temas sérios e difíceis como  doenças mentais, assassinato, canibalismo, homossexualismo.


Além do bom trabalho de Mankiewicz, "De Repente, no Último Verão" conta com uma ótima trilha sonora, com a bela fotografia de Jack Hilgyard, com uma boa direção de arte e com as magníficas interpretações de Elizabeth Taylor e Katharine Hepburn, seguidas pelo bom trabalho desenvolvido por Montgomery Clift.


Indicadas ao Oscar de Melhor Atriz, Elizabeth Taylor e Katharine Hepburn perderam a estatueta para a francesa Simone Signoret, por sua atuação em "Almas em Leilão", de Jack Clayton.


**A DUBLAGEM DA AIC**




Elizabeth Taylor(Catherine Holly):   
Sandra Campos.

Katharine Hepburn(Sra. Violet Venable):
 Judy Teixeira.

Montgomery Clift(Dr. John Cukrowicz): 
Dráusio de Oliveira.

Albert Dekker(Dr. Lawrence Hockstader): 
Eleu Salvador.

Mercedes McCambridge(Sra. Grace Holly):
 Gessy Fonseca.

Gary Raymond(George Holly): Ézio Ramos.

Mavis Villiers(Srta. Foxhill):
 Helena Samara.


Joan Young(Irmã Felicity):
 Noely Mendes.






Sem dúvida alguma uma das melhores dublagens de filmes da AIC. Há indícios de que o diretor de dublagem foi o próprio Dráusio de Oliveira, uma vez que sempre fez uma grande parceria com Sandra Campos, desde que que foi escalada, por ele, para a série Terra de Gigantes.

Seja como for, esta dublagem realizada já em meados de 1971, traz uma qualidade extraordinária.
Há o retorno de Gessy Fonseca para São Paulo, após a falência da TV Cinesom/RJ.
Ézio Ramos ainda uma voz recente na dublagem, mas com qualidade interpretativa.
O diretor de dublagem ainda se valeu de experientes dubladores que ainda participavam da AIC, como Judy Teixeira, Helena Samara e Eleu Salvador.

A dublagem de Judy Teixeira, uma profissional que nem sempre dublou personagens principais, demonstrou o seu maravilhoso trabalho ao dublar a atriz Kattarine Hepburn, uma aristocrata, insensível e egoísta. Judy Teixeira demonstrou toda a arrogância com a interpretação pausada, fria que a personagem exigia. Uma dublagem exemplar !

Dráusio de Oliveira interpreta um médico repleto de incertezas, demonstrando com a voz a insegurança, distante de personagens fortes e decididos como o próprio capitão Burton de Terra de Gigantes ou Marcelus do filme "O Manto Sagrado". No transcorrer da ação vai, paulatinamente, ocorrendo uma transformação, a fim de curar a sua paciente. 



Mesmo com todas essas dublagens primorosas, a dublagem da personagem da atriz Elizabeth Taylor é, simplesmente, algo excepcional. Sandra Campos domina totalmente a interpretação demonstrando a bipolaridade da personagem.

Tranquila, agitada, nervosa ou com medo, Sandra Campos a dubla com uma categoria ímpar.
Na realidade, apesar de Cleópatra ser um de seus trabalhos mais famosos, é com esta dublagem que verificamos o seu quilate profissional.

O roteiro do filme nos prende a atenção, mas à medida em que surge a dublagem de uma personagem difícil, mergulhamos na interpretação da dubladora para Elizabeth Taylor.
Provavelmente, talvez, a melhor dubladora da grande atriz!

Felizmente, a dublagem foi preservada e até saiu em DVD.

Vale a pena assistir a este grandioso trabalho da AIC !!!!


**VAMOS REVER 2 TRECHOS DA DUBLAGEM DESTE FILME**


**VÍDEO 1: Judy Teixeira com Dráusio de Oliveira.


**VÍDEO 2: A dublagem de Sandra Campos.

**Fonte de pesquisa: site 70 anos de Cinema
e Arquivo Pessoal**

**Marco Antônio dos Santos**

4 de outubro de 2017

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (31): ROTA 66

17 de setembro de 2017

DUBLADOR EM FOCO (115): WALDIR WEY


Waldir Wey nasceu em 10 de fevereiro de 1915, no Rio de Janeiro. Ao atingir 18 anos já era grande admirador dos programas de Rádio, mas seu pai exigiu que fizesse um curso superior.

Ao mesmo tempo que cursava a faculdade de Direito, já estava frequentando o meio artístico, onde rapidamente conseguiu galgar diversos segmentos dentro da programação do Rádio. Sua extrema competência, aliada a sua sonoridade com a voz, fizeram com que rapidamente se tornasse um nome muito conhecido.


Apesar de ter se formado, não exerceu a carreira de advogado e, em 1945, com apenas 30 anos de idade já era contratado da Rádio Cultura, como radioator e diretor de radionovelas.

Waldir Wey passou a ser um profissional muito disputado entre as emissoras de Rádio na década de 1950, participando de diversos tipos de programa, como Debate sobre Cinema na Rádio Excelsior.

Em 1950, é contratado pela Rádio América como diretor geral de dramaturgia. Era responsável pela escalação de radioatores, supervisionava os textos, dirigia radionovelas e ainda participava como radioator.



*Dublando o ator Victor Buono ao lado de Ronaldo Baptista*


Ronaldo Baptista em seu livro "Na Pele do Lobo", relata como o conheceu em 1951 na Rádio América:




" Eu e HELENA SAMARA tomamos um verdadeiro “chá de cadeira” que durou uma semana. Ao fim da qual, eu acabei desistindo. Era uma sexta-feira quando deixei de comparecer. Desisti. Cansei. No dia seguinte, sábado, desanimado, no apartamento onde vivia com meus pais, no Parque São Jorge, de repente ouvimos a campainha  da porta. Minha mãe atendeu. Um jovem estranho para ela. Mas não para mim. Qual a minha surpresa ao vislumbrar na porta entreaberta, a figura do Valdir Bernardini, meu colega de testes na Radio América. Meu Deus! O que estava acontecendo? Mandei entrar e abracei-o. Ele pegara o meu endereço na Radio, e a pedido do seu xará WALDIR WEY, trouxe-me um recado. Pedia que eu comparecesse naquela emissora na segunda-feira para conversar com ele. Imaginem a minha surpresa e a minha alegria com esse recado. Indescritível alegria compartilhada com meus pais e com o companheiro que fizera a gentileza de me procurar. Mil vezes agradecido, no dia marcado, bem cedo, lá estava eu na sala do Diretor. O WALDIR WEY olhou para mim, e com um sorriso maroto e aquele jeitão carioca me disse: “ADEMIR...VOCÊ VENCEU PELO CANSAÇO...VOU TE CONTRATAR!”
Como eu era muito magro e tinha um queixo proeminente, dolicocéfalo, ele passou a me chamar de ADEMIR, nome do grande e famoso jogador do Vasco da Gama. Minha reação foi de pura felicidade. Se eu fosse mais desinibido, teria dado um pulo e abraçado o dito-cujo. Mas o carioca poderia ter me interpretado mal. Então continuou: “Você vai assinar um contrato de seis meses, experimentalmente, que poderá ser renovado pelo mesmo tempo, dependendo de você. A verba que eu tenho é 1.500 cruzeiros, OK?” 

O WALDIR estava escrevendo para ir ao ar um seriado de um super-herói criado por ele, e que seria a menina dos seus olhos: “O LOBO VERMELHO”. AS AVENTURAS DO LOBO VERMELHO seriam sempre ambientadas no velho oeste americano, tendo o herói, por fiel companheiro, o ÍNDIO CALUNGA, e por exclusiva montaria, o cavalo BLACK. Quer dizer... COVER daquele célebre heroi dos velhos tempos, dos ANOS
40... conhecido e cultuado como “O VINGADOR”. Porém, em virtude deste nome haver sido patenteado pela STANDARD PROPAGANDA e pela COLGATE-PALMOLIVE, o redator apenas substituiu o nome do personagem principal. No resto, tudo igual. Mas... o mais impressionante de tudo isso, por mais inverossímil que possa parecer, e que me deixou perplexo, extasiado, provando mais uma vez que a verdade é mais estranha do que a própria ficção, é que aquele diretor que estava me contratando, era
nada mais, nada menos que o grande ícone dos meus tempos de criança. Em carne e osso, ali estava diante dos meus olhos, o antigo ídolo, mais forte do que nunca: O VINGADOR!  Destino? Coincidência? MAKTUB!  WALDIR WEY – O HERÓI DO MEU SONHO... transformado em REALIDADE.  E que “sonhadora” realidade. O Ídolo inesquecível de todas as crianças do Brasil. Infelizmente já não se encontra mais entre nós. Mas trabalhou como tradutor de filmes até o fim.”

Ainda Waldir Wey participaria da Rádio Tamoio e Rádio Nacional de São Paulo. 
Com a chegada da televisão no Brasil, Waldir Wey retornou ao Rio de Janeiro, onde foi contratado pela Rádio e TV Tupi, onde atuava ensaiando e dirigindo elenco.
Evidentemente, alguns anos depois também participa da TV Rio, até escrevendo algumas novelas, ainda não diárias.


**A voz do vilão em Império Submarino**

Retorna para São Paulo a convite da TV Paulista, onde fez diversas atividades não só na dramaturgia, chegando a ser apresentador de programas.

**A DUBLAGEM**

Waldir Wey era um exímio tradutor. Com o número cada vez maior de filmes e séries de TV para serem dublados, é convidado por Wolner Camargo para trabalhar na AIC em 1964.

Segundo Ronaldo Baptista, fez inúmeras traduções de filmes, inclusive o filme "Melodia Imortal" com Tyrone Power, dublado por Ronaldo Baptista.
Suas traduções era tão primorosas para a dublagem, que traduziu inúmeros estilos de filmes: westerns, dramas, suspense, etc, e todos com indicação adequada para o dublador, devido à sincronia.

Waldir Wey, a pedido do diretor Amaury Costa, acabou traduzindo o grande lançamento de Hanna-Barbera: "Jonny Quest".



Evidentemente, com sua enorme experiência em radioteatro foi requisitado também para a dublagem, a qual a exerceu com extrema qualidade, porém as traduções o absorviam tanto que participou de poucas dublagens na AIC.

Além de dublar em alguns filmes, eventualmente, participou da dublagem de diversos episódios de Jonny Quest e episódios das duas primeiras temporadas de Viagem ao Fundo do Mar, além dos antigos seriados de cinema que foram exibidos na televisão, como Império Submarino, no qual dubla o vilão.

Em alguns episódios da série Jeannie é um Gênio, narra o prólogo em alguns episódios da 1ª temporada.

Há poucos episódios dublando algum vilão em Os Três Patetas e, com o afastamento de José de Freitas da dublagem de Shemp, Hélio Porto o escalou para o personagem.



Entretanto, dublou pouquíssimo Shemp, uma vez que se afastou da AIC por concordar com Wolner Camargo e Hélio Porto numa polêmica interna da empresa e se retira também em fins de 1967.

Após a sua saída da AIC, continuou traduzindo filmes para o estúdio Odil e retornou para o Rádio, onde teria participado de programas de debates esportivos.

Com o surgimento da Álamo, em 1972, mais uma vez foi um nome requisitado para traduções, algumas dublagens e até direção de dublagem.
Durante a década de 70, esteve ligado também aos projetos da recente TV Cultura de São Paulo, vindo a participar do teleteatro da emissora.
Com o surgimento da BKS, em 1976, também participou de dublagens de diversos filmes.

Apesar de participar da dublagem de muitos filmes, foi em séries, e mais especificamente em uma série japonesa que sua voz se tornou famosa no Brasil. A série japonesa Jiraiya - O Incrível Ninja, onde dublou Tetsuzan Yamaji, interpretado por Masaaki Hatsumi, o mestre de Jiraiya.

**Tetsuzan Yamaji**


Ainda na década de 80, participou da novela Razão de Viver produzida pelo SBT.

Waldir Wey veio a falecer no dia 5 de dezembro de 1996, aos 81 anos de idade, de complicações do surgimento de um Mal de Parkinson.

**Um artista que atuou em diversas áreas com uma competência extraordinária, deixando um grande exemplo a ser seguido**


**VAMOS REVER ALGUMAS DUBLAGENS DE WALDIR WEY**


**VÍDEO 1 / VILÃO NUM EPISÓDIO DE OS 3 PATETAS**


**VÍDEO 2 / DUBLANDO O PERSONAGEM SHEMP**


**VÍDEO 3 / DUBLANDO O ATOR VICTOR BUONO EM VIAGEM AO FUNDO DO MAR**

**Fonte de Pesquisa: Site Casa da Dublagem.

*Livro: "Na Pele do Lobo" de Ronaldo Baptista.
*Arquivo Pessoal*

**Agradecimento especial a Rodolfo Rodrigues Wey (sobrinho-neto)**


**Marco Antônio dos Santos**