18 de outubro de 2014

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (24): A FEITICEIRA / PARTE 2



Há 50 anos encantando fãs por diversos países.

A 3ª temporada de A Feiticeira alcançou o sétimo lugar na audiência americana, com uma média de 23.4 pontos.
 A 4ª temporada (lançada em 07/09/67) e a 5ª temporada (lançada em 26/09/68) alcançaram o décimo primeiro posto, com as médias de 23.5 e 23.3 pontos, respectivamente.

A 3ª temporada trouxe a grande audiência das duas primeiras. Além disso, a tv americana uniformizou, a partir do 2º semestre de 1966, que todas as produções fossem produzidas a cores.
Algumas séries, cujas audiências não estavam bem foram canceladas, uma vez que a tv a cores já havia entrado em operação desde 1959, sendo a série Bonanza totalmente produzida colorida desde essa data.

Com a chegada das cores na 3ª temporada, houve a necessidade de se aprimorarem novos efeitos especiais, assim os roteiros ficaram mais dinâmicos e muito mais feitiçarias puderam ser realizadas.

Segundo os pesquisadores e estudiosos americanos sobre a série,  todos são praticamente unânimes que a 3ª, 4ª e 5ª temporadas foram o auge de A Feiticeira em diversos aspectos:



 "Com as cores e mais efeitos especiais, os roteiristas puderam criar enredos muito criativos e adicionaram mais personagens, mais parentes de Samantha surgindo com diversas bruxarias.
Tanto Elizabeth Montgomery como Dick York fixaram de vez uma química entre seus personagens, além da fantástica presença de Agnes Moorehead.
Há episódios extremamente bem escritos e cativantes com a presença de Tio Arthur, os pais de James, as atrapalhadas de Tia Clara, a presença de Maurice, o surgimento de um médico feitiçeiro (Dr. Bombay) e a participação, cada vez maior da prima Serena (personagem que Elizabeth Montgomery adorava interpretar).
Tábatha se revela uma bruxinha e começa a causar problemas também para os pais.



 Além desta galeria, havia a presença constante de Endora, os problemas com Larry Tate e os vizinhos Gravitz ganham mais espaço dentro dos roteiros"

"É difícil determinar quais episódios foram melhores, pois quase todos seguiram a mesma linha, mas sem dúvida há alguns muito hilários como: "Bruxas e Feiticeiros são o meu fraco", "A Vaca Leiteira", "A Vingança do Feiticeiro", "A Pipoca Encantada", "O Julgamento de uma Feitiçeira", "O Amuleto", enfim seria uma longa lista".

"As duas primeiras temporadas, apesar de terem obtido uma audiência maior, foram como um "grande laboratório" e alavancaram os melhores episódios de A Feiticeira."

OBS> Os títulos dos episódios foram traduzidos de acordo com a dublagem da AIC.
             

Para a elaboração dos novos roteiros, houve uma diversidade de situações, a fim de se evitar a repetição de um mesmo convidado, com exceção de Endora, que era do elenco fixo da série.

Como parte de concepção da série, Samantha teria uma mãe, que simplesmente repudiaria seu casamento com o pobre mortal. Endora foi responsável por diversos feitiços sobre James, deixando-o sempre em situações muito embaraçosas, mas no episódio "A Estranha Doença", fica claramente demonstrado que Endora seria uma sogra muito pior sem os seus feitiços, a ponto de James querer chamar um táxi para que a levasse.


 Os Stephens tinham um casal de vizinhos – Abner e Gladys Kravitz (George Tobias e Sandra Guold).
Abner vivia como um aposentado – ora vendo TV, ora lendo jornal – enquanto que Gladys dedicava boa parte de seu tempo a bisbilhotar a vida dos outros. Gladys Kravitz via a todas as bruxarias, mas era tida como "desequilibrada" por Abner, o que sempre rendia boas gargalhadas.


 Como Samantha vinha de uma família de feiticeiros, há que se registrar também a criação dos personagens que em verdade eram seus parentes.

Assim sendo, desenvolveram os personagens de Tia Clara (Marion Lorne) que agora ganhou muito mais episódios rendendo grandes confusões, a personagem ainda estava um pouco tímida nas duas primeiras temporadas, mas com novos roteiros as confusões ganharam um grande porte. Tia Clara era uma bruxa com muita idade e isso fazia com que suas mágicas não funcionassem a contento.


 Maurice - pai de Samantha (Maurice Evans), era divorciado de Endora e adorava fazer citações teatrais, uma situação avançada para a época (pais separados numa série de tv), mas que com as bruxarias ficava um pouco despercebida e a censura americana acabou não se importando.


 Com o decorrer da série a família de bruxos revelou também ter um médico especialista. Tratava-se do Dr. Bombay, vivido pelo ator Bernard Fox. Foi criado para um episódio da 3ª temporada e acabou ficando até o término da série, sempre suas curas trazendo um efeito colateral pior.


Vale ainda lembrar que o ator Paul Lynde (tio Arthur) já havia participado, como tio de Samantha, num episódio da 2ª temporada, mas foi ganhando mais espaço nos episódios seguintes. Segundo a crítica americana, Paul Lynde teria participado de apenas 11 episódios, mas a sua atuação foi tão marcante que nos parece que esteve em muito mais episódios.


Por fim, Samantha teria uma prima chamada Serena, interpretada pela própria Elizabeth Montgomery. Para interpretar a personagem ela usaria uma peruca com cabelos pretos. O primeiro episódio com Serena pertence a 2ª temporada da série, no qual nos parece que a personagem nunca mais voltaria. Mas foi a partir da 4ª temporada que Serena foi retornando cada vez mais, até o final da série, sempre com seu humor duvidoso, sarcástico e aprontando muita confusão, é lógico, para James.




Do lado da família de James Stephens foram desenvolvidos apenas os personagens de seus pais, vividos por Robert F. Simon e Mabel Albertson. Quando Robert F. Simon não estava disponível, era substituído pelo ator Roy Roberts.



Os roteiristas acabaram se concentrando mais na sogra de Samantha, Phyllis, devido a sua personalidade acabava sempre tendo "enxaquecas", após ver algum fato estranho. Além disso, havia uma certa concorrência com Endora, as quais sempre trocavam farpas entre si e, para piorar a situação, Phyllis tinha ciúmes de Frank com Endora !

**ALGUMAS CURIOSIDADES***

1 - A Feiticeira foi a 1ª série americana a mostrar um quarto com uma cama de casal (algo que era censurado até então). Entretanto a censura americana exigiu que as cenas, na sua grande maioria, fossem conversando, ou sempre se levantando da cama, assim como deveriam ser cenas muito curtas. O curioso é que para os vizinhos Kravitz a cama de casal não foi liberada, uma vez que já eram mais velhos do que o casal Stephens e não ficaria de bom tom esse tipo de cenário.

2 - O ator Bernard Fox (Dr. Bombay) em uma determinada cena, acabou queimando a sua calça, devido a uma explosão que mostrava a sua chegada na casa de Samantha. A fumaça era produzida por um pouco de pólvora, mas houve um equívoco e a quantidade colocada foi maior. O ator não chegou a ficar ferido, mas teve que trocar de figurino.

3 - No episódio "Um Poder Maior", da 5ª temporada, Serena e Tio  Arthur vão trabalhar numa fábrica de bananas carameladas e aprontam a maior confusão e sujeira com bananas e a calda de chocolate. Essa cena foi claramente baseada no episódio "Job Switching/Troca de Tarefas", o primeiro da 2ª temporada de "I Love Lucy" (1951-1957), onde Lucy (Lucille Ball) e Ethel (Vivian Vance) vão trabalhar numa fábrica de bombons e nos divertem com a incontrolável esteira que traz os doces. O diretor de ambos os episódios foi William Asher, um dos pais das duas séries.

**PROBLEMAS  SURGEM NO TRANCORRER DO 
SUCESSO**

1 - Em 05/09/68 a atriz Marion Lorne, que vivia a doce e atrapalhada Tia Clara, faleceu de um ataque cardíaco. O último episódio em que atuou pertence a 4ª temporada, "Gente do Outro Mundo" e foi levado ao ar em 18/04/68. Ao invés de substituírem a atriz por outra no mesmo papel, optaram por contratar Alice Ghostley no papel da também atrapalhada Esmeralda, mas isso só ocorreria a partir da 6ª temporada.

Dessa forma, na 5ª temporada, os roteiristas elaboraram mais episódios com Serena, mas perceberam que a ausência de uma personagem atrapalhada nas feitiçarias deixou uma grande lacuna, por isso, a partir da 6ª temporada entra Esmeralda, uma empregada que sempre errava em seus feitiços. 


2 - O maior problema da série foi a doença de Dick York.

Durante as gravações da 5ª temporada, Dick York começou a ter problemas mais sérios com relação a sua saúde. Em 1959, durante as filmagens do longa “Heróis de Barro”, ele se envolveu num acidente com um daqueles vagões sobre trilhos que serviam para transportar o minério em minas de extração.

Em cena, York ergue o vagão cheio de pessoas; em seguida o diretor encerra a tomada, mas York continua erguendo o vagão. O peso então cai sobre ele, e o ator sofre aí um rompimento dos músculos de todo o lado direito das costas, uma grave lesão que jamais o abandonaria, se transformando para sempre num sério problema de saúde e lhe trazendo dores e mais dores na coluna.

Agora, em 1968, o problema se agravara muito e York passava por fortes dores e dificuldades físicas. Episódios tiveram que ser reescritos sem a sua presença.

A saída encontrada pelos produtores da série para camuflar as ausências de York, foram eventuais viagens que ele fazia a trabalho, para a agência de publicidade McMann & Tate. No total, dos 30 episódios desta temporada, em 7 deles James não estave presente, sempre viajando.


Num dia do mês de dezembro de 1968, York gravava cenas do episódio “Teimoso Como Uma Mula”, um dos últimos da 5ª temporada. Sentindo fortes dores, no horário de almoço o ator foi ao médico e tomou uma injeção para aliviá-las. Ele não havia dormido bem na noite anterior e mal comera naquele dia. Voltando ao estúdio, havia uma cena onde York precisava ser suspenso sobre uma plataforma, ao lado de Maurice Evans. Porém, ao subir da plataforma, ele sente-se tonto e pede para descer. Enquanto a equipe baixava a plataforma, o ator desmaia para o espanto de todos no set, e é levado às pressas para o hospital. 

Depois do ocorrido, numa entrevista, York desabafou: “Aquele foi o pior dia da minha vida, porque pensei que havia falhado com todos. Esta foi a única coisa que comecei e não terminei. Me senti culpado, senti vergonha e deixei todos na mão”.

Ficou claro que o ator não tinha mais condições físicas para continuar na série, e foi decidido então o seu afastamento. A temporada seguinte (6ª), que estreou 5 meses após o fim desta, trouxe um novo ator interpretando James – a escolha foi Dick Sargent, que seguiu com o personagem pelos três próximos anos.

**A DUBLAGEM DA AIC**

 O final da dublagem da 2ª temporada ocorreu no 1º semestre de 1966. A TV Globo não manifestou interesse em continuar com a sua exibição. Sendo assim, a TV Excelsior, praticamente líder de audiência em São Paulo, decidiu exibir a série novamente e adquiriu os direitos da 3ª temporada.

A dublagem da 3ª temporada começou bem no início de 1968 e, enquanto isso, eram exibidos os episódios das duas primeiras.

Devido ao intervalo de tempo, agora se encontra uma outra situação dentro da AIC: Older Cazarré é o novo Diretor Artístico do estúdio e, segundo palavras de Helena Samara, foi ele quem a escalou para dublar Endora definitivamente, uma vez que Gessy Fonseca havia se transferido para o Rio de Janeiro.




Segunda a dubladora nos confessou, ele disse a ela: "Agora você vai dublar uma sogra daquelas, uma bruxa mesmo, que atormenta o genro, bem distante da Wilminha de Os Flintstones"


Older Cazarré tentou uniformizar os dubladores para os personagens de James e Endora e também para os que estavam surgindo. Como Sérgio Galvão e Gervásio Marques estavam com outros projetos particulares, Older apostou em seu irmão mais novo Olney Cazarré, o qual fez uma dublagem brilhante do personagem.

Olney Cazarré tendo a mesma veia artística de seu irmão, ingressou na AIC em 1964, ainda com 19 anos de idade, dublando pequenos personagens em desenhos e atores convidados. Percebendo a sua extraordinária competência, Older Cazarré tinha como meta que além de dublar James, ele também começaria a dirigir a série e foi com a 3ª temporada o seu aprendizado.

 Já a partir da 4ª temporada, Olney Cazarré era ofialmente o diretor de dublagem de A Feiticeira, além de dublar James e outros personagens em desenhos, filmes e convidados em séries.



Dessa forma, Rita Cleós (que já havia começado em meados da 2ª temporada), Helena Samara e Olney Cazarré nos proporcionaram um trio de extrema qualidade, algo que se destacou muito na série. Conforme Helena Samara afirmou, "eles ficaram totalmente interligados e sempre trocaram ideias para melhorar a dublagem como um todo".
O público, devido às temporadas em preto e branco terem desaparecido durante cerca de 40 anos, se habituou extremamente com essas vozes para os personagens principais.

Older Cazarré também escalou João Ângelo para Maurice, Sílvio Matos para Tio Arthur, Noely Mendes para Tia Clara, Aliomar de Matos para Tábatha e manteve Waldyr Guedes para Larry Tate, embora na 3ª temporada este tenha se afastado por um período, a fim de se dedicar a participação de um filme, mas este personagem sempre o recebeu de volta.

Raymundo Duprat o substituiu por um período até que Waldyr Guedes retornasse.



Além disso, permaneceram a excelente dublagem de Isaura Gomes e Xandó Batista para os vizinhos Gravitz e Judy Teixeira para Louise Tate.

Olney Cazarré , na 4ª temporada, efetuou pequenas alterações, como por exemplo, escalar a própria Isaura Gomes para dublar a mãe de James (Pyllys), com uma voz empostada, ninguém naquela época imaginaria que também dublava a sra. Kravitz, um trabalho magnífico desta excelente dubladora.




Outra inovação de Olney Cazarré foi quanto à voz da prima Serena de Samantha.  Observando que a personagem sempre tinha um tom de superioridade, um tanto arrogante, pediu para que Rita Cléos desse uma empostação arrogante a voz, algo que, definitivamente, marcou a personalidade de Serena em contraponto com a de Samantha.


**CURIOSIDADE SOBRE UMA TRADUÇÃO**

A própria Rita Cleós foi a tradutora do episódio "O Verso e o Reverso", da 5ª temporada. Samantha, enfeitiçada, passa boa parte do episódio falando frases sempre rimadas. Porém, não haveria correspondência do inglês para o português – se a tradução tivesse sido feita ao pé da letra, literalmente, não haveriam as rimas em nossa língua. Rita Cleós então, numa jogada de mestre, criou várias frases rimadas, tendo o cuidado também de acompanhar a sincronia labial da personagem.



Aqui, reproduzimos uma entrevista com Rita Cleós, realizada em 18 de novembro de 1981, já postada neste blog, onde ela menciona o fato:


**Quando você assumiu a personagem Samantha, a rotina da sua vida mudou muito ?

R: Muito, completamente. Em primeiro lugar eu não tinha mais tempo para traduções, porque além de ter muitas cenas para dublar, eu ainda fazia novelas na Excelsior. De vez em quando outro diretor me escalava para algo, convidado em série, algum desenho (embora eu não gostasse de dublar desenhos) e, infelizmente,  dublei poucos filmes devido a isso tudo. Mas como a série foi muito longa, nós viramos uma família muito querida. Aprendi muito com o Olney, fantástico diretor, dublador e foi ele que me disse: " Rita essa voz da prima Serena não está boa, ela é toda diferente, a voz também deve ser, meio arrogante, um ar de superioridade". Eu nunca fui uma dubladora de fazer muitos falsetes e aí empostei a voz, dei risadas diferentes e ele achou ótimo. Mas todos que participaram estavam com muita dedicação, tenho saudades quando vejo na tv algum episódio.


**Algum fato interessante marcou a dublagem de A Feiticeira ?

R: Sim ! Eu traduzi um episódio da série. E foi um grande desafio. O Olney já havia assistido em inglês, viu o texto e me procurou dizendo: eu acho que só você consegue traduzir isto. Era uma história onde Samantha fica com uma doença e os sintomas são falar rimando. Não havia como fazer quase nada de correspondência entre as línguas. A minha sorte é que no episódio citavam que as rimas eram muito pobres, fracas. Aí, começei a fazer essas frases rimadas e algumas foram muito ruins, mas ficou engraçado. Eu me lembro que utilizei a palavra "tetéia" só para poder rimar com geléia e por aí foi.  Eu mesmo ria das rimas horríveis que criava...

**A dublagem de A Feiticeira é marcada por uma extrema qualidade !!


**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS da 3ª TEMPORADA**

*EPISÓDIO: "Quando as feiticeiras discutem"

**Neste episódio, Sílvio Matos e Helena Samara desempenham um trabalho brilhante, além de Isaura Gomes como a fofoqueira sra. Kravitz**
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*EPISÓDIO: "O Julgamento de uma Feiticeira"

**Neste episódio, temos a excelente dublagem de Noely Mendes para tia Clara, além de Sílvio Matos dublando o Juiz, Isaura Gomes para tia Encantha e Dulcemar Vieira para tia Hagatha.**
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**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS da 4ª TEMPORADA**

**EPISÓDIO: "A VINGANÇA DO FEITICEIRO"

**Neste episódio, Rita Cleós e Olney Cazarré estão perfeitos. A dublagem ainda conta com Bruno Netto dublando o feiticeiro, além de Waldyr Guedes e Carlos Alberto Vaccari proporcionarem um show à parte.**
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**EPISÓDIO: "O AMULETO"

**Neste episódio, James acredita que possui poderes mágicos e o seu comportamento se altera totalmente.
A dupla Olney Cazarré e Sílvio Matos nos dão uma "aula" de uma dublagem inigualável.**

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**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS DA 5ª TEMPORADA**



**EPISÓDIO: UM PODER MAIOR"


**Neste episódio, o ator Dick York não participou, devido aos seus problemas de saúde.
Assim, o roteiro mostra Serena e Tio  Arthur indo trabalhar numa fábrica de bananas carameladas e aprontam a maior confusão e sujeira com bananas e a calda de chocolate. Essa cena foi claramente baseada no episódio "Job Switching/Troca de Tarefas", o primeiro da 2ª temporada de "I Love Lucy" (1951-1957), onde Lucy (Lucille Ball) e Ethel (Vivian Vance) vão trabalhar numa fábrica de bombons e nos divertem com a incontrolável esteira que traz os doces.

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**EPISÓDIO: "TEIMOSO COMO UMA MULA"


**Este é o episódio em que Dick York desmaia e necessita ser socorrido para um hospital. 

A finalização somente ocorreria algum tempo depois.

Destaque para o dublador Sílvio Navas dublando Maurice, o pai de Samantha.**
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**VEJA NA PARTE 3:





**Dick Sargent entra para interpretar James**


**Os problemas com a audiência**


**Algumas curiosidades sobre a série**

**Olney Cazarré e a dublagem de A Feiticeira**
**A série mais longa dublada pela AIC**


**COLABORAÇÃO: Thiago Moraes.

**Marco Antônio dos Santos**

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