20 de junho de 2013

ENTREVISTA COM GLAUCO LAURELLI



*INTRODUÇÃO*

Glauco Mirko Laurelli é um roteirista, escritor e diretor de cinema brasileiro, nascido em São Paulo no dia 03 de junho de 1930.
Com 20 anos, começou a trabalhar como programador de filmes do Museu de Arte de São Paulo (Masp), depois de frequentar um curso de cinema na instituição.
Entre seus filmes, estão O Vendedor de Linguiças (1962), Casinha Pequena (1963), Meu Japão Brasileiro (1965) e A Moreninha (1970).
 
Embora com uma extensa carreira no Cinema Nacional, como editor e diretor, Glauco Laurelli foi o primeiro diretor de dublagem do estúdio Gravasom, ou seja, foi um dos pioneiros da dublagem em São Paulo, apesar de ter ficado apenas cerca de três anos.


Há cerca de um mês, conseguimos localizá-lo , o qual nos respondeu sobre os primeiros anos da dublagem e como tudo iniciou.


1 - Você teve uma vida dedicada ao Cinema, como você chegou a ser o primeiro diretor de dublagem de São Paulo ?

R: Há uma música que diz "Entrei de gaiato no navio" e foi mais ou menos assim. Por volta de 54/55, eu estava empregado na Maristela Filmes, que era de propriedade do Mário Audrá. Lá, eu fazia de tudo um pouco, mas também fui aprendendo muito sobre Cinema.
Entretanto, a Maristela Filmes era considerada até a "prima pobre" da Vera Cruz e as finanças não iam bem, apesar de terem produzidos alguns filmes significativos. Em 57, ficou decidido o encerramento das atividades do estúdio e, ao mesmo tempo, como a nossa televisão começava a ganhar mais espaço, o Audrá teve a idéia de se fazer dublagem no Brasil. Ainda havia umas pendências burocráticas, mas em setembro desse mesmo ano, já estava praticamente montado o estúdio lá no bairro da Lapa.
Mas o que era dublagem ? Ninguém sabia o que era realmente, eu tinha uma idéia vaga. Aí, um dia eu perguntei ao Audrá: Quem iria ensinar dublagem para tv e quem seriam os dubladores ?
Ele me respondeu: "Você será o Diretor Geral do estúdio Gravasom, portanto comece a pesquisar nomes para dubladores".






2 - Você relutou muito em aceitar esta grande tarefa ?

R: Eu levei um baita susto, eu queria seguir minha carreira no Cinema, mas era completamente desconhecido e também eu sabia que a dublagem também estava ligada ao Cinema, de alguma forma. A minha sorte é que havia um amigo americano, que trabalhava na parte de som da Maristela, que já conhecia a dublagem que os americanos faziam de desenhos e alguns filmes europeus e foi me dando uns toques. Também eu tive muita sorte, porque o estúdio ficou pronto em setembro de 57, mas as documentações estavam emperradas e a dublagem mesmo, para valer, só começou lá por março ou abril de 58, então aí eu tive mais tempo para pesquisar. Creio que fui o primeiro contratado do estúdio.



3 - Em 1958, ainda não existia a lei da obrigatoriedade da dublagem na tv. Qual foi a primeira produção dublada e onde você encontrou os dubladores ?

R: Exatamente. Na realidade, o que ocorreu é que ninguém acreditava que isso fosse dar certo para a tv. Todos achavam que a dublagem deveria ficar restrita aos desenhos, como já havia para o Cinema. O Audrá ficou sabendo que uma emissora de São Paulo (não me lembro se a Tupi ou a Record), havia adquirido os direitos de exibição de um programa americano de muito sucesso, "Teatro Ford". Como o programa seria exibido num horário nobre o estúdio se ofereceu para fazer a dublagem. A emissora pagaria somente os cachês dos dubladores. Praticamente fizemos um trabalho de "amostra grátis". Como eu sabia que a dublagem, além da sincronia, necessitava de uma interpretação com a voz, fui convidar os radioatores.



4 - Você se lembra quais nomes você convidou ?

R: Bom, eu era muito amigo do saudoso Ronaldo Baptista, que era radioator, também radialista da Rádio Bandeirantes e fui me socorrer com ele. O Teatro Ford, que acabamos dando o título de Joias da Tela, as histórias eram isoladas, então vieram alguns radioatores e eu fui ensinando o que era a sincronia junto com a interpretação. No início, eles tiveram alguma dificuldade com a sincronia, mas repetíamos tantas vezes que foram aprendendo.




**JOIAS DA TELA  (Teatro Ford)**


5 - Você se lembra de radioatores que participaram de Jóias da Tela ?

R: O próprio Ronaldo Baptista, Maria Aparecida Alves, Márcia Cardeal, Ênio Ferreira, Marcelo Ponce, Lucy Guimarães, Waldir de Oliveira,  Mário Jorge Montini, Osmano Cardoso e muitos outros...



6 - E As Aventuras de Rin-Tin-Tin ?

R: A dublagem de Joias na Tela foi muito bem aceita pelo público e aí as emissoras começaram a trazer séries de tv para os adolescentes. Não fizemos nenhuma dublagem de filme, porque os críticos da dublagem diziam que um John Wayne não poderia falar em português e citavam também outros atores americanos. Então, os filmes continuaram legendados (lembrando que as legendas eram brancas e a nossa tv era em preto e branco).

Com o Rin-Tin-Tin , eu já estava com prática e decidi logo quais seriam os dubladores: Ronaldo Baptista, Marcelo Ponce, Waldir de Oliveira (que também era radioator), mas eu tinha o problema do menino. Quem dublaria aquele garoto ? Aí, por uma indicação também do Ronaldo Baptista, surgiu o Zezinho Cútolo (na época era radioator da Rádio Bandeirantes), que foi perfeito.

Eu dirigi muitos episódios dessa série (fez muito sucesso), mas eu já estava querendo voltar para o Cinema e como o personagem do Waldir de Oliveira não surgia muito, eu o escalei para ser meu assistente. Na realidade, eu fui ensinando a direção da dublagem, porque eu tinha a intenção de passar para ele, como ocorreu depois de uns meses.




**As Aventuras de Rin-Tin-Tin**


7 - Quando você saiu da Gravasom ?

R: Eu já estava para sair, acho que no início de 60, mas aí surgiu uma outra série que exigia muito também que foi Papai Sabe Tudo. Novamente fiz o mesmo percurso que tinha realizado no Rin-Tin-Tin e pedi ao Ronaldo Baptista que convidasse mais nomes para dublagem. Vieram da Rádio Bandeirantes, da Rádio Tupi e da Rádio São Paulo.
Mas, eu só consegui sair da Gravasom em 61, quando o então Presidente Jânio Quadros assinou a lei da obrigatoriedade da dublagem na tv. Aí, eu vi que o volume de dublagens iria aumentar muito e que a minha carreira no Cinema sumiria de vez. Felizmente, já havia nomes como Older Cazarré, com uma competência extraordinária para tudo em dublagem e Wolner Camargo, também por indicação de Ronaldo Baptista, ficaria como Diretor no meu lugar. Wolner Camargo tinha também uma extensa carreira no Rádio e era muito inteligente e, cada vez mais, foi trazendo diversos talentos do radioteatro para a dublagem.



**PAPAI SABE TUDO**


8 - O que você acha da dublagem atualmente ?

R: Tecnicamente sei que hoje ninguém dubla um episódio de 25 minutos em 3 horas, como fazíamos, às vezes até mais. Mas, eu vejo que hoje falta um "tempero" a mais. Não gosto muito, com algumas exceções.



9 - Aqui, para facilitar, postamos as fotografias dos principais dubladores que participaram do estúdio Gravasom.


**clique na foto para ampliá-la**


10 - Glauco Laurelli, muito obrigado pela atenção e o que você diria aos fãs dessas dublagens do estúdio Gravasom, depois AIC ?

R: Eu admiro vocês, porque no Brasil se esquece muito fácil tudo com relação à Cultura e, realmente, os pioneiros da dublagem merecem ocupar o lugar que lhes é devido ! Obrigado !


*A carreira de Glauco Laurelli no Cinema Nacional*


 Como diretor, 6 títulos.


**Livro sobre a obra cinematográfica de Glauco Laurelli**



Editor  (32 títulos)
1978 - Doramundo
1970 - A Moreninha
1969 - Nova Gente
1964 - O Lamparina




   **Marco Antônio dos Santos**

2 de junho de 2013

RESSENTINDO O RECINTO



"O título parece um tanto homófono[1], um tanto enigmático, mas faz sentido e é uma experiência de quase ressurreição de um passado distante, que meu “eu” vivencia a pedido e por sugestão do Marco Antônio, meu amigo, criador e editor do blog Universo AIC: universoaicsp.blogspot.com

Verdadeiro guardião da história da dublagem e por uma incontrolável paixão pela sétima arte, Marco Antônio dos Santos acaba se tornando quase um PHD em dublagens da AIC – Arte Industrial Cinematográfica. Se não por admiração e respeito às coisas bem feitas, confessa, porque viveu o tempo em que aquele estúdio de dublagem contava com um cast inigualável e sem imitações, não obstante tentativas e vontades. Na AIC os amigos se somavam e a arte de interpretar e fazer o cinema mundial falar brasileiro era muito mais um objetivo de realização pessoal, independente de quanto se ganhava, pecuniariamente, do que um meio de vida.


**(década de 1960)**


Não havia, portanto, dublagem feita à frente de computadores e o ator ou a atriz só dublava “solo”, caso houvesse um “anel” [2] onde apenas determinado ator ou atriz, tivesse fala. A sincronia entre som e imagem não era digital, mas por meio de um equipamento de extrema eficiência, chamado Moviola, instrumento no qual Sílvio Matos e Dalete Cunha eram mestres inigualáveis.


** SÍLVIO MATOS OPERANDO O APARELHO "MOVIOLA", A FIM DE SE EFETUAREM OS CORTES (ANÉIS) PARA A FUTURA DUBLAGEM **


Para a gravação nesse processo havia uma fita magnética, perfurada, nas mesmas dimensões do filme dublado, o que permitia que os dois, na Moviola, fossem ajustados quadro a quadro, garantindo o resultado técnico final. Nessa fita magnética era gravada toda a trilha sonora que então era transferida, por meio óptico, ao filme virgem onde as imagens eram copiadas. A vantagem era mesmo a qualidade, em relação aos processos modernos. O óptico eliminava, naturalmente, todo o excesso de graves e agudos, deixando o som modulado em um mesmo padrão sonoro e de forma harmônica do começo ao fim da fita.


** MOVIOLA**
A necessidade de criar condições e técnicas capazes de produzir efeitos de alta qualidade obrigava, portanto – no setor de dublagem de filmes - à existência de grandes equipes nos estúdios, reunindo técnicos, tradutores, diretores e um grande elenco de atores e atrizes. Essa circunstância acabava criando condições para o desenvolvimento de grandes amizades e, obviamente, para a produção de dublagens extraordinárias! Não só no aspecto técnico, mas especialmente, no aspecto interpretativo. Raramente alguma cena era dublada sem a presença de todos os atores e atrizes envolvidos, diante do microfone. Isso estimulava a boa interpretação e o resultado era sempre aquele que as dublagens da AIC mostram até hoje: sincronismo perfeito, emoção onde há emoção, riso onde há graça e, claro, qualidade em todos os filmes.





Outro fato decisivo para a obtenção dessa qualidade é que não havia um mercado de trabalho exclusivo para atores e atrizes dubladores. Grandes astros do teatro, da TV e do próprio cinema, estavam presentes nas dublagens das séries e dos filmes de longa metragem que as pessoas podiam assistir em casa, na telinha. Assim, as salas de espera, os corredores internos e os estúdios de dublagem da AIC tinham sempre algum grande astro ou alguma grande estrela, presente, dublando ou aguardando sua vez de dublar.


**ENSAIO NA CASA DE ALIOMAR E SÍLVIO MATOS**

Tudo isso pra dizer da importância da consciência profissional e do esforço de cada um para superar entraves de qualquer ordem enquanto o tempo escorrega, impassível, pelas frinchas do calendário, produzindo causas para todos os tipos de efeitos, trazendo saudade, despertando lembranças, descobrindo rostos que a memória guarda ainda, carinhosamente, assoprando cantos empoeirados da história e nos permitindo ressentir emoções, situações, lugares, pessoas, feitos e efeitos. O que traduz – e justifica - o título deste relato porque, ao fazê-lo, estamos sentindo de novo o astral da AIC – Arte Industrial Cinematográfica, onde se desenrolou a maior parte da história honrosa da dublagem de filmes no Brasil. Se dizemos que estamos “ressentindo o recinto”, é porque ao escrever vamos nos lembrando e sentindo, novamente, o “Templo da Dublagem”.

São lembranças, admiradores e fãs que foram se mantendo ou se perdendo tempo afora. São saudades, são trabalhos de grande importância, realizados, e... são tempos que não voltam mais.

Como em um velho castelo – aqui não de horrores, mas de amores, pendores, valores, atrizes e atores – imagens aparecem de todos os lados, despertando sentimentos adormecidos e alguns até já quase mumificados, tantos são os anos que se foram.


**AIC: FONTE DE DUBLAGENS INESQUECÍVEIS**

O tempo – inexorável – segue o seu curso e na esteira que deixa atrás de si vai arrastando lembranças e uma plêiade de fãs que se eternizam em suas próprias memórias e na de herdeiros que os sucedem – também - no gosto pelo bom gosto e pela sétima arte que em língua brasileira abre espaços para tantos produtores, diretores, técnicos, atores e atrizes de outros rincões do mundo que, assim, com mercado aqui garantido vão garantindo o trabalho, a sobrevivência e o ganho honrado.




Dessa imensa messe que produz cinema e arte, trabalho, emprego, entretenimento, conhecimento e luz, a indústria da dublagem no Brasil mantém a atividade e a vida de profissionais que fazem da capacidade de fazer arte, a arte de seguir vivendo. Porque ficar rico, dublando filmes para a TV, ninguém fica.


**Marcelo Gastaldi na AIC**


Destarte, os profissionais da dublagem, de outrora, quando a AIC abastecia porções significativas do mercado de filmes dublados para a TV, o elenco de astros e estrelas que emprestavam vozes e talentos no mesmo sentido, os fãs que se somavam multiplicando-se ininterruptamente e o tempo que de lá vem, formam um único universo de sonho e saudade que nem mesmo a história seria capaz de dizer que não.


**OLNEY CAZARRÉ DUBLANDO**


O zunzum de lembranças e comentários que emana da saudade faz ressuscitar até mesmo a impressão da presença física de amigos, ídolos e companheiros que já viajaram de volta à Pátria Eterna, mas que ainda estão lá, na telinha, todos os dias e sempre que queremos, como a dizer que não se foram. E ao fazê-lo, mesmo não estando mais onde os ouvimos, seguem encantando memórias e mentes com tão marcantes vozes, verdadeiros cinzéis com que marcaram vidas e construíram a saudade que hoje sentem todos quantos deles admiram a arte que fizeram e que outros tantos inda fazem.

É a magia da arte que anula o tempo e aviva a história. É o encanto do bem feito, que eterniza contos, desperta lembranças e erige sonhos. Quarenta anos e até mais já são passados e tudo se passa como se ainda estivéssemos juntos, tomando café no Bar do Tetéu, comprando o jornal do dia na Banca do Cicilo e o pão com manteiga na padaria da esquina da Tibério com a Clélia.


 Como se ainda nos prontificássemos a ajudar Seu João Valério a carregar latas de filmes que seriam revelados no Laboratório Rex ou, ouvindo as piadas infames do José Vieira, as potocas do Gilberto Baroli, as histórias pândegas do Osmano Cardoso, as palhaçadas nem sempre muito engraçadas, do Wilson Kiss, a gargalhada “sui generis” do Hugo de Aquino, a impostação de voz do José Guerra, a descontração do Roberto Marquis, que pariu o Guarda Juju nos corredores da AIC, as composições do Marcelo Duran, a voz gutural da Helena Samara, os conselhos do Samuel Lobo, as serestas do Astrogildo Filho, a grandiloquência do Aldo César, as vozes caricatas do Sílvio Matos, a voz exclusiva do Marcelo Ponce, o vozeirão do Mário Jorge Montini, curtindo as caretas do Olney Cazarré, as pernas da Joferraz, o sorriso lindo da Áurea Maria, o talento do Marcelo Gastaldi, o porte de rainha da Líria Marçal, a beatitude da Dona Judy, o desfile de modas da Sandra Campos, a simpatia de Don Júlio, a elegância do Mário Audrá, a timidez da Dalete Cunha, a tranquilidade do Benito, o riso sincopado do Vaccari, a alegria do Ézio Ramos, a empatia da Dulcemar Vieira, a dramaticidade da Neide Pavani, a magistral capacidade interpretativa da Isaura Gomes, a paciência do João Paulo Ramalho, a jovialidade da Aliomar de Matos, a presteza da Zaide Naccarato, o comedimento do Zé Soares, os Karmanguias brancos da Rita Cleós e do Flávio Galvão, o porte atlético do José Parisi, a timidez do Dráusio de Oliveira, os gauchismos do Eleu Salvador, o sorriso tímido do Xandó Batista, a dinheirama do Luiz Pini, os romances do Sílvio Navas, a graça natural do Borges de Barros, o humor do Zé Miziara, a dedicação do Zezinho Cútolo, o penteado do Orlando Viggiani, o equilíbrio otimista do Older Cazarré, a paz interior do Waldir de Oliveira, o companheirismo da Nícia Soares, o sorriso franco da Gilmara Sanches, o fusquinha azul da Lucy Guimarães, a versatilidade do Waldyr Guedes, a gentlemania do Carlos Campanile, a simpática ironia do Rebello Neto, a cabeleira do Jorge Pires, a barba do Francisco José, a jovialidade da Maralise Tartarine, a talentosa interpretação da Maria Inês, a beleza elegante da Elaine Cristina, a diplomacia do Magno Marino, a simplicidade do Rogério Márcico, a voz exclusiva do Marthus Mathias, o vozeirão do Dante Ruy, o humor atávico do Bruno Netto, o......



Tempos e coisas, enfim, que repontam a memória e avivam linhas, palavras e letras de uma história que não morrerá mais!

E no meio desse túnel do tempo me vejo embalado pela lembrança das delícias de dublar Fess Parker na legendária história de... Daniel Boone, rodeado de gente importante, simpática, querida, saudosa e competente; gente que construiu a História da Dublagem no Brasil a partir dos estúdios da AIC... Sâmpaaaulo."


**CARLOS ALBERTO VACCARI: A VOZ SÍMBOLO DA AIC**
   


[1] Que tem o mesmo som ou a mesma articulação; homofônico. [Aulete Digital]


[2] Pedaço de filme, com diálogos de até 5 linhas datilografadas, ao qual era emendada uma ponta de sincronismo, formando um anel, de modo que ficasse rodando continuamente, no projetor do estúdio de dublagem, até que o diretor aprovasse a tomada.
                                                                   
***Agradeço a Arquimedes Pires por sua colaboração. No passado, admirava sua voz e interpretação. Naqueles idos de mais de 45 anos, jamais poderia imaginar que um dos meus ídolos da AIC, assim como tantos, se tornassem meus amigos, inclusive aqueles que já partiram para o "estúdio do Céu".


**Marco Antônio dos Santos**