19 de dezembro de 2013

A DUBLAGEM DO FILME "O MANTO SAGRADO"


Baseado no livro homônimo de Lloyd C. Douglas, "O Manto Sagrado" é
um dos grandes épicos bíblicos do cinema mundial. Realizado pelo cineasta Henry Koster, o filme conta a história do centurião romano que recebeu a ordem de Pôncio Pilatos para executar a crucificação de Jesus Cristo, principalmente no que tange às consequências por ele sofridas após concluída tal missão.

O trabalho apresentado por Koster é consistentemente bom do início ao fim. A produção foi a primeira a ser realizada pela 20th Century Fox pelo processo de Cinemascope. Além dos aspectos de produção e direção, "O Manto Sagrado" brinda o espectador com a excelente trilha sonora de Alfred Newman, com um cenário bem cuidado e com um figurino de alto nível.


**O ENREDO**

 Poucos anos antes da morte de Cristo, o poderoso Império Romano é governado pelo Imperador Tiberius. O herdeiro do trono é seu sobrinho-neto Calígula, um homem ambicioso e cruel. Calígula mantém uma rixa pessoal com Marcellus Gallio, um tribuno romano sempre envolvido com jogos e mulheres.


Certo dia, Marcellus vai ao mercado de escravos a fim de comprar um par de gêmeas da Macedônia. Lá, ele presencia a tentativa de fuga de um grego educado, Demetrius, e ajuda o senhor de escravos a capturá-lo. Enquanto espera o início do leilão, ele é abordado por uma bela jovem, que lhe pergunta se ainda se lembra dela. Vendo que ele não a reconheceu, ela o lembra que a última vez que se viram foi em Capri, doze anos atrás. 
Ela era ainda uma menina, chorava com um dedo cortado e ele a consolou com um beijo e a promessa de se casarem quando ficassem adultos. Recordando-se do episódio, Marcellus finalmente lhe diz: “Diana, como estás linda! Estou sentindo falta de tuas sardas. Eu amava cada uma delas!”

Em seguida, ela lhe conta que, ao ficar órfã, veio para Roma por ordem de Tiberius, que passou a ser seu tutor. Ao ver Calígula se aproximar, Diana sugere que ele vá embora a fim de evitar um vexame. Calígula e eu já competimos antes, responde-lhe Marcellus, que continua a aguardar o início do leilão. Ao tomar conhecimento que o tribuno encontra-se ali para tentar comprar as gêmeas, Calígula convida-o para sentar-se ao seu lado, dá ordens para que o leilão seja iniciado e arremata as gêmeas. No lance seguinte, entretanto, ele recebe o troco quando, representado pelo tribuno Quintus, este leva a pior contra Marcellus, que arremata o gladiador Demetrius por 3.000 moedas de ouro. O herdeiro do trono encara esse fato como uma afronta pessoal e ordena que Marcellus vá servir em Jerusalém, uma verdadeira sentença de morte, pois lá se encontra a escória do exército romano e as doenças fazem milhaes de vítimas.




Antes de partir, Marcellus sabe por sua mãe que Diana esteve em sua casa, preocupada com o ocorrido entre ele e Calígula, enquanto seu pai lhe dá uma série de conselhos visando sua sobrevivência na Palestina. À noite, quando o galeão se prepara para zarpar, Diana procura Marcellus para dizer-lhe que está voltando à Capri para pedir ao Imperador que interceda por ele, pois não pretende perdê-lo depois de tê-lo achado novamente. Emocionado, Marcellus lhe diz: “Faça Tiberius prometer que não a entregará a Calígula até que eu volte”.


Em Jerusalém, o governador da Província, Pôncio Pilatos, ordena que prendam Jesus, um agitador perigoso. Demetrius, ao ter a oportunidade de conhecer o Messias, sente algo estranho como se ele o estivesse chamando a segui-lo. Assim, ao tomar conhecimento da ordem de Pilatos, através de Marcellus, ele corre à procura de Jesus para avisá-lo sobre a ordem do governador, mas é tarde.




** O Imperador Calígula (Jay Robinson)**


Pilatos chama Marcellus ao seu palácio, a quem informa que ele deve se apresentar ao imperador em Capri e comenta que ele deve ter amigos influentes na Corte. De qualquer forma, adianta Pilatos, antes de partir, ele vai ter a missão de crucificar três condenados: um fanático e dois ladrões.


 Terminada a missão, Marcellus e outros soldados disputam, através de um jogo de dados, próximo à cruz, a posse do manto vermelho usado pelo mártir. O tribuno vence o jogo, mas o manto fica com Demetrius, pois quando Gallio tenta usá-lo, algo terrível e indescritível lhe acontece. O escravo, que a essa altura já tinha se tornado um cristão, tira-lhe o manto e lhe diz que jamais o servirá novamente, pois ele havia crucificado o Messias.

Em Capri, ao se encontrar com Diana e Tiberius, Marcellus se mostra muito atormentado. Ao falar do ocorrido após se cobrir com o manto, o adivinho da Corte conclui que o tal manto se achava enfeitiçado e que o mesmo precisa ser encontrado e destruído. Assim, movido por sua afeição por Diana, Tibério dá a Marcellus uma comissão imperial para encontrar o manto, fazendo com que o tribuno retorne à Palestina.

Uma vez lá, em sua procura pelo manto, Marcellus vai ter à pequena vila de Caná, onde conhece Justus e Miriam, dois exemplos de vida cristã. Embora não acredite em algumas coisas que lhe falam, como a ressurreição de Cristo, o tribuno começa a ter dúvidas sobre suas crenças. Justus lhe diz que conhece sua identidade e lhe informa que todos já o perdoaram, assim como Jesus o perdoou. Logo depois, ao tentar convencer Marcellus do amor de Jesus, Miriam lhe diz que um dos seus discípulos, Simão Pedro, conhecido como “O Grande Pescador”, acaba de chegar em companhia de seu companheiro grego.



Ao pedir o manto para ser queimado, Marcellus ouve de Demetrius que o problema dele não está no manto e sim em sua consciência, em seu coração, por ter crucificado o Messias. Receoso, em princípio, mas encorajado por Demetrius, o tribuno termina abraçando o manto sagrado e se livrando de todas as suas angústias.



Em seguida, Marcellus é levado à presença de Pedro e termina convertendo-se ao Cristianismo, passando a seguir o apóstolo. Tempos de depois, Pedro e seus seguidores chegam à Roma e passam a viver nas catacumbas. Com a morte de Tiberius, Calígula é o novo imperador e inicia uma perseguição implacável aos cristãos.

 Quando Demetrius é preso e torturado, Marcellus decide libertá-lo, o que consegue com a ajuda de um grupo de homens. Entretanto, durante a fuga, eles são perseguidos e, em benefício da liberdade do grupo, Marcellus atrai seus perseguidores, a quem se entrega.



Depois que Marcellus é capturado, Diana o visita em sua cela e lhe implora para que renegue Jesus, a fim de salvar a si próprio, mas ele fala pra ela sobre o povo de Caná, que nunca renegou Jesus, apesar do perigo de ser seu seguidor.




Marcellus é então levado a julgamento por traição, oportunidade em que confessa ser um cristão. Calígula ridiculariza as afirmações do tribuno de que o seu rei é o Rei do Céu, que acredita em amor, compaixão e caridade acima de tudo. Irritado por que Diana ainda prefere Marcellus a ele, Calígula faz com que a assembléia exija a morte do tribuno.



Diana, movida pela crença apaixonada de Marcelo e repugnada pela tirania de Calígula, escolhe morrer com o homem que realmente ama. Enquanto eles caminham juntos, Marcelo é reconhecido por seu pai, arrependido, e Diana entrega o manto a Marcipor, a quem pede para levá-lo até Pedro. Em seguida, continuam a caminhada em direção ao seu destino.





**A DUBLAGEM DE O MANTO SAGRADO**


A 1ª dublagem do filme O Manto Sagrado , conforme nossas pesquisas, ocorreu entre 1969/70. 
Dráusio de Oliveira foi o diretor de dublagem deste épico, além de dublar o ator Richard Burton. Victor Macture ficou com a voz inesquecível de Carlos Alberto Vaccari.

O filme, assim que começou a ser exibido pelas emissoras de televisão, fez também um enorme sucesso. Isso fez com que fosse exibido durante toda a década de 1970 em diferentes ocasiões e emissoras.

No período da Páscoa ou Natal, sempre alguma emissora se lembrava de exibí-lo.

Na década de 70, as emissoras ainda projetavam o filme, em película, e isso fez com que alguns trechos da dublagem tivessem uma certa distorção, mas naquela época, não havia nenhuma preocupação em manter a dublagem intacta e sempre a mesma cópia era exibida.



**Jean Simmons (Diana) e Richard Burton (Marcellus)**

Na década de 1980, com a chegada do videocassete e das fitas magnéticas, como um novo recurso no tocante à tecnologia para a televisão, os filmes e séries de tv foram, gradativamente, transformados para as fitas magnéticas, evitando assim o imenso trabalho das projeções.

De 1981 até cerca de 1985, as emissoras já estavam exibindo, paulatinamente, sem os antigos projetores.

Provavelmente, as duas dublagens co-existiram por um curto período, conforme a disponibilidade tecnológica de cada emissora.


**Richard Burton e Michael Rennie (Simão Pedro)**

Conforme nos relatou a Fox do Brasil, a dublagem realizada pela AIC enfrentou alguns problemas técnicos.

 Havia certos trechos fundamentais do filme com o áudio distorcido e não havia, na época, tecnologia que conseguisse acertar tudo isso em película e passar para a fita magnética.

Assim, como O Manto Sagrado já estava afastado de nossa televisão por alguns anos, a saída encontrada foi a redublagem já em fita.

A redublagem realizada pelo estúdio BKS, data entre 1982/83 e, novamente, Dráusio de Oliveira foi o diretor de dublagem e dublou o ator Richard Burton.

Já Carlos Alberto Vaccari, devido ao problema de saúde que sofreu há alguns anos antes, apenas narra o título da produção. Para dublar o ator Victor Macture foi escalado Arakén Saldanha que o fez de forma impecável.



**A perfeita dublagem de Arakén Saldanha para Victor Macture**

Esta redublagem contou com alguns profissionais que participaram da dublagem da AIC, muitos até dublando o mesmo personagem, como Aldo César, Waldir de Oliveira, Muíbo César Cury, Neusa Azevedo, Isaura Gomes, Carlos Campanile e outros, além de dubladores que estavam se afirmando no cenário da dublagem como Cecília Lemes e Wendel Bezerra.

O que devemos ressaltar é que esta redublagem de O Manto Sagrado comprova, de forma inequívoca, que as redublagens podem ser realizadas com uma qualidade extraordinária, bem cuidada, com um trabalhoso primoroso, onde até o diretor de dublagem foi o mesmo, as interpretações foram a altura deste grande épico.



**ELENCO / PERSONAGENS / DUBLADORES / REDUBLAGEM BKS**



Richard Burton
(Marcellus Gallio): Dráusio de Oliveira.
Jean Simmons
(Diana): Neusa Azevedo.
Victor Mature
(Demetrius): Arakén Saldanha.
Michael Rennie
(Simão Pedro): Waldir de Oliveira.
Jay Robinson
(Calígula): Aldo César.
Torin Thatcher
(Sen. Gallio): Mário Jorge Montini.
Dean Jagger
(Justus): Muíbo César Cury.
Richard Boone
(Pôncio Pilatos): Luís Carlos de Moraes.
Jeff Morrow
(Paulus): Carlos Campanile.
Betta St. John
(Miriam): Isaura Gomes.
Michael Ansara
(Judas): Eudes Carvalho.
Thomas Browne Henry 
(Marius): Hélio Vacari.
Ernest Thesiger
(Imperador Tiberius): Eleu Salvador
Pamela Robinson               
(Lucia): Neide Pavani.
David Leonard
(Macipor): Jorge Pires.
Cameron Mitchell
(Voz de Jesus): Hélio Vacari.
Leon Askin
(Abidor): Borges de Barros.
Rosalind Ivan
(Julia): Cecília Lemes.
Sally Corner
(Cornelia): Gessy Fonseca.







Há ainda as participações dos dubladores: Ézio Ramos, Helena Samara, Flávio Dias, Renato Master, Wendel Bezerra e outros.

**VAMOS REVER ALGUNS TRECHOS DESTA REDUBLAGEM DE O MANTO SAGRADO**



**VÍDEO 1: Aldo César, Neusa Azevedo e Dráusio de Oliveira.
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**Vídeo 2: Arakén Saldanha e Dráusio de Oliveira.
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**VÍDEO 3: Isaura Gomes e Dráusio de Oliveira.
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**Fonte de Pesquisa: Livro "Adoro Cinema" de Octávio Caruso.
Distribuidora Fox do Brasil.
Acervo Pessoal.


**Marco Antônio dos Santos**

28 de novembro de 2013

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (19): CHAPARRAL






 Chaparral foi uma série criada por David Dortort, que também desenvolveu uma outra série: Bonanza.  Foi apresentada originalmente nos Estados Unidos, pela rede NBC, entre 10 de setembro de 1967 a 12 de março de 1971, num total de 98 episódios, com 4 temporadas.
  Mesmo com a forte comparação que Chaparral sofreu com suas antecessoras, a série alcançou um grande sucesso em todo mundo. Talvez por ter sido criada pelo próprio David Dortort, que também desenvolveu Bonanza, sabendo de forma brilhante inserir elementos suficientes para diferenciar ambos os programas e manter a qualidade nos dois.


Um dos destaques do seriado eram as belas paisagens, filmadas em locações externas no próprio Arizona, diferente de Bonanza que teve a maior parte de suas imagens gravadas em externas. Outra grande diferença entre as duas séries, é que enquanto Bonanza mostrava uma família em perfeita harmonia, Chaparral ousava ao trazer os Cannon em total descontrole.




A série gira em torno do ex-oficial da Guerra da Secessão John Cannon, mais conhecido como "Big John". Nos idos de 1870, logo após o conflito, o teimoso e determinado John resolve se instalar no Arizona e acaba virando proprietário do rancho Chaparral, localizado nas proximidades de Tucson, onde atualmente fica o deserto de Sonora.

 O lugar era conhecido por ser muito perigoso, com índios reclamando suas terras, além de bandidos e renegados do exército que circulavam por aqueles lados.








Patriarca da família Cannon, Big John tinha a ambição de estabelecer um monopólio na criação de gado naquele território, mas encontrou uma enorme resistência pois o local era infestado por índios. Com ele estavam seu irmão Buck, um beberrão bom de briga e viciado em pôquer; seu filho Billy Blue, que não conseguia agradar ao pai; e sua esposa Annalee, que após um ataque de índios foi vítima de uma flecha Apache e acabou morrendo.


Mesmo com a dolorosa perda, Big John não desiste de continuar com sua família no rancho Chaparral. Após superar a dor de ficar viúvo, mesmo ainda estando apaixonado pela falecida esposa, Big John conhece Victória, filha do rico fazendeiro mexicano, Don Sebastian Montoya, herdeira de grandes rebanhos, com quem acaba se casando.




 Na verdade o casamento faz parte de um acordo entre cavalheiros que acaba unindo as famílias Cannon e Montoya no esforço de conquistar aquele selvagem território. O irmão de Victoria, Manolito, que não se dá bem com o pai, resolve ajudar Big John a administrar o rancho e vai morar com o casal. Manolito é o responsável pela parte cômica da série, com aquele sotaque mexicano e jeitão engraçado.

 Após a 3ª temporada, a série saiu das mãos da Paramount e foi para a distribuidora Warner em co-produção com a Xanadu.
Este fato resultou no desentendimento do ator Mark Slade que preferiu se retirar da série, assim, na 4ª temporada, o personagem Billy Blue está afastado do Rancho Chaparral, devido a ir estudar no leste do país.





**A SÉRIE NO BRASIL**




Chaparral estreou no Brasil em 06 de fevereiro de 1969 pela TV Excelsior de São Paulo, a qual exibia às quintas-feiras às 22h. O sucesso veio praticamente de imediato e a emissora exibiu as duas primeiras temporadas até maio de 1970, alguns meses depois, em setembro, a Tv Excelsior encerrava as suas atividades devido à gravíssima crise financeira em que estava mergulhada.


Em abril de 1971, Chaparral retorna pela TV Record às sextas-feiras, às 22h., estando na grade de programação até julho de 1972.

Com o advento da TV a cores no Brasil, em 1972, a Tv Bandeirantes criou, em 1973, uma sessão de séries do gênero western consideradas clássicas.
 Sendo a 1ª vez que o público reveria essas séries coloridas fez um enorme sucesso por mais de dois anos e Chaparral retornou para a nossa televisão com muita audiência, fazendo com que a emissora além de exibir as três primeiras temporadas dubladas pela AIC, trouxesse também a 4ª temporada, a qual não houve condições da Excelsior e Record dublá-la e exibí-la.
A 4ª temporada, sem o personagem Billy Blue, foi dublada pelo estúdio Herbert Richers.





Em 1976 a Tv Bandeirantes altera a sua grade de programação e Chaparral retornaria em 1979 na Tv Record na sua famosa Sessão Bang Bang, onde ficou até 1982 aproximadamente.

Alguns anos depois, em 1985, a própria Tv Record retorna com Chaparral novamente, mas já nessa época a emissora apresentava debilidades financeiras e limitou-se a exibir somente a 1ª temporada até 1986.

Esta foi a última vez que Chaparral foi exibido em tv aberta e com a sua dublagem original.


Em 1997/98, o extinto canal a cabo Tele Uno exibiu integralmente a série, porém somente dublada em espanhol, uma vez que já havia desaparecido a dublagem brasileira num período de 11 anos.

Em 2007, o canal a cabo TCM traz a exibição da série integralmente, porém foi totalmente redublada.





**A DUBLAGEM DE CHAPARRAL**



 As três primeiras temporadas foram dubladas pela AIC e, certamente, nos deixam saudosos da qualidade com que foram realizadas.
Os dubladores envolvidos não deixaram que os personagens simplesmente falassem, tornando-os sem "sentimentos" como se fossem de um grande filme entre mocinhos, índios e bandoleiros.


Ao contrário, cada dublador mergulhou bem fundo no introspectivo, na personalidade de cada personagem e tivemos brilhantes dublagens.
Podemos frisar que Wilson Ribeiro talvez tenha feito um de seus melhores trabalhos com a dublagem de Manolito, onde em nenhum momento o deixou caricato, com um suave sotaque espanhol e garantindo as cenas cômicas do seriado, algo muito difícil de se conseguir somente com a voz.


**A exemplar dublagem de Manolito**

Marcelo Gastaldi, sempre mais escalado para comédias, esteve com um personagem dramático. Billy Blue é um rapaz problemático, que não consegue compreender as atitudes de seu pai e, frequentemente, entra em conflito pessoal.
Uma dublagem extraordinária demonstrando a sua total habilidade também para o drama.

**Billy Blue: dublagem marcante de Marcelo Gastaldi**

Astrogildo Filho fez um John Cannon extramente embrutecido pelo ambiente, com dificuldades de externar o seu amor ao filho. A partir da 2ªtemporada Francisco Borges seguiu rigidamente a mesma linha e não se percebe praticamente alterações nas dublagens, o que demonstra o respeito ao telespectador.

**A dublagem de Astrogildo Filho e Francisco Borges para "Big John"**

Acostumados a ouvir a dublagem de Flávio Galvão para o Major Nelson na série Jeannie é um Gênio, temos aqui a interpretação de um homem rude, um ex-soldado, que luta contra índios, beberrão, mas que consegue compreender a todos da família, sendo o equilíbrio entre "Big John" e o seu sobrinho. Vários momentos e a versatilidade de Flávio Galvão merece também nossos aplausos.


**A excelente dublagem de Flávio Galvão para Buck Cannon**

Há ainda a presença da doce voz de Áurea Maria, a qual sem dúvida foi perfeita para a personagem Victoria, que ia do amor ao desespero em diversas situações.


**A suave voz de Áurea Maria para Victoria**

Enfim, há todo um elenco de vozes para os atores convidados que demonstram o grande apogeu do estúdio AIC.


**RELAÇÃO / DUBLADORES FIXOS**

*John Cannon: Astrogildo Filho (1ª voz) e Francisco Borges (2ª voz).
*Buck Cannon: Flávio Galvão.
*Victoria: Áurea Maria.
*Billy Blue: Marcelo Gastaldi
*Manolito(Manolo): Wilson Ribeiro.
*Don Sebastian Montoya: Xandó Batista.
*Narração de abertura: Carlos Campanile.


*RELAÇÃO / DUBLADORES / HERBERT RICHERS / 4ª TEMPORADA*


*John Cannon: Jomeri Pozzoli.
*Buck Cannon: Isaac Bardavid.
*Victoria: Ruth Shelske.
*Manolito(Manolo): Pádua Moreira.


**A REDUBLAGEM DE CHAPARRAL**


Em 2007/08, o canal a cabo TCM trouxe Chaparral para os brasileiros novamente e exibiu a série na íntegra, porém como não existia mais as dublagens originais da AIC e Herbert Richers, decidiram pela redublagem do seriado.


Infelizmente, devido à negligência total da distribuidora, a redublagem foi executada pelo estúdio VTI Rio. Em 2008, logo após o término do trabalho, o estúdio encerrou as atividades, retornando somente como uma distribuidora filiada a Viacom.


As críticas que são feitas às redublagens são de origem: primeiro em face a tantos descasos com trabalhos artísticos já realizados e, em segundo pela qualidade questionável de algumas já executadas.


Evidentemente, há redublagens muito boas, mas no caso de Chaparral verifica-se que foi uma das piores já vistas.
A direção de dublagem descaracterizou os personagens, deixando-os como simples imagens (ou bonecos) falando em português.
Todos os personagens ficaram sem a sua identidade particular (que havia na dublagem original). Talvez, o pior tenha ocorrido com o personagem Manolito, que perdeu as suas características engraçadas, sem o mínimo de sotaque espanhol, abrasileirando-o !!!!




Há também uma falta de força interpretativa para os demais personagens da série, o que a deixou como um simples e banal faroeste, sem a mínima preocupação com o telespectador.
Nesta redublagem, se percebe nitidamente que os dubladores fazem o seu trabalho isolado, pois não houve uma mão certa da direção em tentar harmonizar tantas diferenças entre os dubladores no tocante à qualidade.
Aqui, se houvesse a dublagem em conjunto ainda, talvez a qualidade não tivesse chegado a um nível tão ruim, para não dizer péssimo.


A redublagem de Chaparral está no "ranking" como uma das piores já vistas, só não perdendo para as dublagens amadoras feitas em Miami.
Sem dúvida, seria preferível exibir a série com legendas, pois não teríamos o desprazer de assistir a um trabalho tão mal tratado, sem dedicação.
Não culpamos os dubladores, mas sim a distribuidora que escolheu o estúdio e a direção de dublagem, ambos não se importaram com a qualidade do produto final.


 **Paul Winfield em Chaparral**


** Conseguimos o episódio nº 42, "Mar de Inimigos", da 2ª temporada de Chaparral.
Neste episódio, o roteiro é centralizado no personagem Billy Blue e no ator convidado Paul Winfield, havendo diversas cenas com os dubladores Marcelo Gastaldi e Carlos Campanile para o ator convidado.
Neste episódio temos uma verdadeira aula de dublagem de dois grandes mestres que enriqueceram a dublagem brasileira**


**Esta era a dublagem que a AIC realizava**





**Fonte de Pesquisa: Site InfanTV  e Acervo Pessoal.
**Colaboração: Edson Rodrigues e José Alexandre Garcia**


**Marco Antônio dos Santos**

15 de novembro de 2013

DUBLADORES DE DESENHOS E SÉRIES DE TV (11)


**A PRINCESA E O CAVALEIRO**
*Princesa Safiri: Ivete Jayme.
*Ching: Aliomar de Matos.
*Príncipe Franz: Zezinho Cútolo (1ª voz) e Siomara Naggy (2ª voz).
*Rei: José Carlos Guerra.
*Rainha: Sandra Campos.
*Satã: Gilberto Baroli (1ª voz) e Mário Jorge Montini (2ª voz).
*Plástico: ???
*Hekate: Rita Cleós.
*Duque Duralumínio: Waldyr Guedes.
*Lord Nylon: Dráusio de Oliveira.
*Garigori-Vespertino: Marcelo Gastaldi (1ª voz) e Francisco Borges (2ª voz).
*Narração: Francisco Borges.
***OBS>>>Este desenho teve a 2ª temporada dublada pelo estúdio CineCastro.


 **ALÉM DA IMAGINAÇÃO (1ª e 2ª temporadas)

*Rod Serling (Apresentador e narrador):
*Magno Marino (o mais frequente).
*Waldyr Guedes (em alguns episódios).
*Ronaldo Baptista ( em 6 episódios).


**LOOPY LE BEAU**

*Older Cazarré (1ª voz).
*Waldyr Guedes (2ª voz).
*Narração da abertura: Carlos Alberto Vaccari.

***OBS>>>Este desenho foi dublado para o Cinema e, posteriormente, foi exibido pela TV.


 **JAMES WEST (1ª TEMPORADA)**

*James West: Neville George.
*Artemus Gordon: Waldyr Guedes.

***OBS>>>As demais temporadas foram dubladas pelos estúdios: TV Cinesom/RJ (2ª), Dublasom Guanabara (3ª) e Herbert Richers (4ª e última temporada).


 **OLHO VIVO E FARO FINO**

*Olho Vivo: Waldyr Guedes.
*Faro Fino: Wilson Ribeiro.


**O SÓTÃO**

*Peter Deuel (David Willis): Ézio Ramos.
*Judy Carne (Julie Willis): Ivete Jayme.
*Rich Little (Stan Parker): Ioney Silva.
*Barbara Bostock (Carol Parker): Lucy Guimarães.
*Narração da abertura: Francisco Borges.


 **COELHO RICOCHETE E BLAU-BLAU**

*Coelho Ricochete: Olney Cazarré.
*Blau-Blau: Older Cazarré (1ª voz) e Ary de Toledo (2ª voz).
*Narração da abertura: Antônio Celso.


**IMPACTO (THRILLER)**

*Boris Karloff (apresentador e narrador): Turíbio Ruiz.


**BACAMARTE E CHUMBINHO**

*Bacamarte: Ary de Toledo.
*Chumbinho: Older Cazarré.


 **NANNY E O PROFESSOR**

*Juliet Mills (Nanny): Gilmara Sanches.
*Richard Long (Prof. Harold Everett): Wilson Ribeiro.
*David Doremius (Hal Everett): Orlando Viggiani.
*Kim Richards (Prudence Everett): Maria Inês.
*Trent Lehman (Butch Everett): Aliomar de Matos.
*Narração da abertura: Carlos Alberto Vaccari.

**Marco Antônio dos Santos**