15 de julho de 2010

DUBLADOR EM FOCO (92): MARCELO PONCE



Marcelino Ponce nasceu a 3 de março de 1928.
Adotou como nome artístico Marcelo Ponce, a partir da década de 1950, quando iniciou a sua carreira no Rádio, como radioator.

Destacando-se na Rádio Difusora de São Paulo logo foi contratado pela Rádio Bandeirantes, onde ficou vários anos e estabeleceu uma grande amizade com Ronaldo Baptista, radioator também na época. Depois foi para a Rádio São Paulo, o grande palco das radionovelas, de onde surgiram muitos dubladores pioneiros.

Em 1958, com a fundação do 1º estúdio de dublagem de São Paulo, a Gravasom, é indicado por Ronaldo Baptista para a dublagem do personagem Sargento Biff O'Hara, do seriado "As Aventuras de Rin-Tin-Tin".

Marcelo Ponce dublou o personagem durante todas as temporadas,  inclusive, quando o estúdio se transformou em AIC a partir de 1962.

**A voz do Sargento Biff O'Hara"

Na AIC, Marcelo Ponce sempre foi uma voz constante em diversos filmes e dublou diversos convidados em muitas séries de tv da década de 1960, tais como: Cidade Nua, Viagem ao Fundo do Mar, Missão Impossível, Jeannie é um Gênio, Jornada nas Estrelas, Daniel Boone, Lancer, Jim das Selvas, Terra de Gigantes, etc.

Outro personagem fixo que recebeu a sua dublagem foi Abner Kravitz, na série A Feiticeira, tendo sido a 1ª voz durante a 1ª temporada e parte da 2ª.

**A 1ª voz de Abner na série A Feiticeira**

Com a crise econômica da AIC, Marcelo Ponce se afastou da dublagem por volta de 1971, mas ainda participou, esporadicamente, de dublagens pelo estúdio Álamo.
 Aos 58 anos, veio a falecer em 29 de agosto de 1986, em decorrência a problemas cardíacos.


Marcelo Ponce é mais um nome na galeria dos pioneiros da dublagem em São Paulo.



 **VÍDEO 1 : As Aventuras de Rin-Tin-Tin **



**VÍDEO 2: Trecho de A Feiticeira**



**Marco Antônio dos Santos**

11 de julho de 2010

A DUBLAGEM DO FILME "CLEÓPATRA"




Cleópatra permaneceu, por mais de 30 anos, como a produção mais cara e conturbada do Cinema. Atrasos nas filmagens, doença da atriz principal, substituição de elenco, casos amorosos entre protagonistas e, claro, uma produção grandiosa e espetacular que quase levou a 20th Century Fox à falência. Esses e outros problemas enfrentados pelos envolvidos na produção de Cleópatra ajudaram, ao longo dos anos, a criar uma aura de lenda em torno do filme.

Contando a saga da famosa rainha egípcia, acompanhamos Cleópatra (Elizabeth Taylor) desde o momento em que conhece Júlio César em seu palácio em Alexandria, onde pede ajuda ao ditador romano pra voltar ao poder. César a ajuda e os dois iniciam um relacionamento que resultaria em um filho, Cesário. Cleópatra exige que seu filho seja nomeado herdeiro, mas antes que César possa tomar sua decisão, é morto no senado romano. Em seguida, Cleópatra pede ajuda a Marco Antônio, com quem igualmente começa uma relação. A paixão de Antônio por Cleópatra desperta a fúria de Roma e de Otávio, um dos herdeiros de César, que declara guerra ao ex-general e amante da rainha.

Mesmo que boa parte do público que assiste Cleópatra conheça a história da rainha e sua relação com Roma, saber como o filme termina não é empecilho algum para que se possa apreciar essa grande obra em toda sua magnitude. Cleópatra é um espetáculo inigualável, esplendoroso e deslumbrante que, por incrível que pareça, ainda não foi superado. É uma trama épica e grandiosa que mistura intriga, poder, paixão e aventura com habilidade e coerência. E, acima de tudo, é um marco do Cinema, uma obra obrigatória para os cinéfilos e imprescindível para se conhecer a Sétima Arte.



Dirigido por Joseph L. Mankiewicz (um grande diretor que não possui o reconhecimento que merece, já que é o responsável por ótimos filmes como De Repente, No Último Verão e A Condessa Descalça, além da obraprima A Malvada), Cleópatra foi o filme que quase levou um dos maiores estúdios de Hollywood a fechar suas portas, tamanha foi a sua produção. Mas ninguém pode dizer que os 44 milhões de dólares gastos no filme (em 1963 isso era um valor inimaginável) foram mal aproveitados. Os cenários são magníficos, cada locação é inegavelmente espetacular, dando a exata noção do luxo em que a rainha vivia. Além disso, é embasbacante perceber que os cenários, que poucas vezes se repetem, são todos igualmente fantásticos e completamente diferentes uns dos outros.



** CLEÓPATRA E JÚLIO CÉSAR: SANDRA CAMPOS E ALDO CÉSAR


Elizabeth Taylor parece ter nascido para interpretar Cleópatra. A estrela jamais encarnou tão bem um personagem, transformando a rainha em uma mulher linda, inteligente e astuciosa, capaz de fazer o que for preciso para ter seus objetivos alcançados. Enquanto isso, Rex Harrison e Richard Burton (com quem Liz iniciou um relacionamento tumultuado durante as filmagens), interpretando Júlio César e Marco Antônio, respectivamente, estão igualmente ótimos nos papéis, transmitindo com eficiência a dualidade entre ser um general temido e um amante submisso aos desejos da rainha.


**A DUBLAGEM**


Segundo informações do dublador Carlos Campanile, a dublagem deste filme ocorreu no início de 1970 na AIC. Um filme com cerca de 3 horas e 45 minutos de duração, exigiu muitos dubladores e muita dedicação para não se perder nenhum detalhe da gigantesca obra cinematográfica realizada. A título de curiosidade, vejamos uma declaração do dublador Nelson Machado:

"O trabalho era enorme e URGENTE. Tão urgente que foi dublado sem parar, virando noite, com rendição de equipes (incluindo troca de diretores), passando direto por um sábado e um domingo inteiros. O técnico de gravação se chamava NIVALDO e o projecionista, que na época tinha uns 15 ou 16 anos, ERA EU!"



** ELIZABETH TAYLOR: DUBLADA POR SANDRA CAMPOS **

Para o elenco principal, a escolha não poderia ter sido melhor:
Elizabeth Taylor é dublada por Sandra Campos, a qual imprime à personagem toda a sua realeza, também através da exemplar interpretação.
Rex Harrison, como sempre, esplendidamente dublado por Aldo César, o qual parecia dominar perfeitamente a interpretação do ator americano.
Richard Burton é dublado por Dráusio de Oliveira que tem, nesse personagem, um de seus melhores desempenhos dentro da AIC.
Martin Landau, ainda antes da série Missão Impossível, fica com a competência extraordinária de Carlos Campanile.


**CLEÓPATRA E MARCO ANTÔNIO: SANDRA CAMPOS E DRÁUSIO DE OLIVEIRA**

Uma dublagem à altura de um filme épico, que nos deixa orgulhosos de nossos profissionais em dublagem. Conta-se, que durante as dublagens desse filme, muitos companheiros iam assistí-la, especificamente para ver Sandra Campos e Aldo César, na pele de Cleópatra e Júlio César.

Uma das últimas exibições de Cleópatra, pela Rede Globo, foi no início da década de 2000 e ainda apresentou a dublagem da AIC, mas o filme não pôde ser exibido na íntegra, uma vez que alguns trechos haviam se perdido por causas desconhecidas, chegando a quase 20 ou 25 minutos no conjunto.


 Assim, quando foi lançado em DVD, entre 2004 e 2005, houve uma redublagem realizada pelo estúdio Clone. Nesta redublagem, Carlos Campanile dubla o mesmo personagem que fizera em 1970.
A nova dublagem também é boa e conta com excelentes profissionais, porém aquele "glamour" entre os três personagens principais se apaga um pouco.


O filme teve uma produção de alto nível e, a dublagem realizada pela AIC, configurou como uma obraprima cinematográfica !!



** ATORES / PERSONAGENS / DUBLADORES **

Elizabeth Taylor (Cleópatra):
Sandra Campos.

Richard Burton (Marco Antônio):
Dráusio de Oliveira.


Rex Harrison (Júlio César): Aldo César.


Roddy McDowall (Octavio - Cesar Augusto): Sergio Galvão.


Cesare Danova (Apollodorus): Flavio Galvão.


Kenneth Haigh (Brutus): Luiz Pini.

Andrew Keir (Agrippa): João Ângelo
.

Martin Landau (Rufio): Carlos Campanile
.

Robert Stephens (Germanicus): Sílvio Navas.


Jacqui Chan (Lotos): Aliomar de Matos.


Richard Sullivan (Farao Ptolomeu XIII): Orlando Viggiani.


Gregoire Aslan (Pothinus): Borges de Barros.


Herbert Berghof (Theodotos): Marcelo Ponce.


John Doucette (Achillas): Mario Jorge Montini.


Jean Marsh (Octavia): Líria Marçal.


Michael Hordern (Cícero): Waldyr Guedes.

John Hoyt (Cassius): Eleu Salvador.


Carroll O'Connor (Casca): João Paulo Ramalho.


Ben Wright (Narrador): Francisco Borges.


Outras vozes: Arquimedes Pires, Francisco José e Garcia Neto.


**Para relembrarmos a dublagem da AIC, temos aqui dois vídeos.
OBS> Os áudios estão um pouco baixo.


**VÍDEO 1: Sandra Campos e Aldo César**

**VÍDEO 2: Sandra Campos e Dráusio de Oliveira**

**Marco Antônio dos Santos**

9 de julho de 2010

ENTREVISTA COM DULCEMAR VIEIRA


Dulcemar Vieira sempre teve uma veia artística muito forte, atuando em diversos segmentos: Rádio, Televisão, Teatro e Dublagem. Uma artista, da sua extraordinária competência, integrou também o elenco da AIC, deixando dublagens impecáveis em diversos filmes e séries de tv da época: A Feiticeira, A Noviça Voadora, Daniel Boone, Jornada nas Estrelas, Lancer, Terra de Gigantes, etc.

Aqui, um pouco da sua carreira, que gentilmente nos concedeu este depoimento valioso.


1 - Você, desde muito jovem, iniciou a sua carreira artística ingressando no rádio. Como foi a experiência de ser radioatriz ?

R: Maravilhosa. Eu era quase menina e tinha uma voz grave e bonita. Foi na Rádio Bandeirantes em 1950.

2 - A televisão como surgiu na sua carreira ? A TV ao vivo foi uma "grande escola" para muitos atores da TV Tupi, e para você o que representou esse período ?

R: Fui chamada para trabalhar na Rádio e Tv Tupi. Sai da Bandeirantes em 1957 e fui para lá. Fiz pouca Tv. Era ao vivo e foi muito bom.

3 - E a dublagem ? Foi uma conseqüência do seu trabalho ? Como você foi parar num estúdio de dublagem ?

R: Fui morar em Santos. Depois de muitos anos de ausência do rádio e tv, voltei para São Paulo. Foi difícil voltar à carreira, então resolvi experimentar a dublagem. E deu certo.

4 - A AIC, até hoje, possui inúmeros fãs da dublagem realizada naquele estúdio. Como foi essa experiência em participar da AIC ?

R: Foi uma escola. A gente aprende a respirar direito se quer sincronizar bem. O segredo da dublagem é: sincronizar e interpretar os personagens.

5 - Quando você iniciou a dublar, quem ou quais dubladores te deram algumas orientações para que você desenvolvesse o teu excelente trabalho ?

R: Foram tantos que será muito difícil lembrar de todos. Mas, teve um em especial, do qual vou falar. Foi o José Soares, que havia sido meu colega de rádio.

6 - Segundo nosso banco de dados, encontramos registro apenas de uma personagem fixa dublada por você: a irmã Sixto da série A Noviça Voadora. Entretanto, há dezenas de dublagens em diferentes filmes e séries de tv da época , as quais são admiradas até hoje pela sua competência. Com a tecnologia existente, na década de 1960, era um trabalho difícil para os dubladores ?

R: Para mim foi fácil. Antes de começar a dublar, eu fiquei uma semana nos estúdios vendo como se fazia. Eu, particularmente, prefiro a dublagem como era feita antigamente, era mais calorosa, com a participação de vários dubladores ao mesmo tempo. Hoje em dia a dublagem é feita de uma maneira mais fria, técnica. Quanto a personagem fixa dublada por mim foi apenas a irmã Sixto. Minha participação maior foi em filmes clássicos de longa metragem.

7 - Na mesma época, você também produzia e apresentava um programa de rádio, algo ainda pouco comum, para uma mulher, na década de 1960. Qual foi a receptividade do programa "Saudade teu nome é mulher" ?

R: Fui, modéstia a parte, líder em audiência no horário. O programa era sobre a música da velha guarda. Adorei fazer. Era um programa romântico.

8 - Você se dedicou muito ao teatro infantil, escrevendo e produzindo peças. Você se identificou muito mais com o Universo da Criança ? Por quê ?

R: Sim, até hoje me sinto bem trabalhando; com e para crianças. Aqui em Diadema, já contei muitas histórias infantis, de minha autoria, na biblioteca central da cidade. Também já participei de festival de teatro em Diadema mesmo. Em um deles ganhei em primeiro lugar e no segundo festival ganhei em segundo, apresentando peças infantis de minha autoria. Apresentei também peças adultas de minha autoria, dirigi teatro infantil com atores descobertos por mim.

9 - Você foi uma profissional que atuou de forma bem diversificada: radioatriz, tv ao vivo, dublagem, apresentadora de programa de rádio, atriz de novela, autora e produtora de peças teatrais. Gostaríamos da tua opinião sobre o momento atual :

a) No rádio.
 R: Não se faz mais rádio como antigamente.

b) Na dublagem.
 R: Estou afastada da dublagem atual, mas sei como é feita. Gosto mais da forma antiga.

c) Na televisão.
R: Não existe mais tv ao vivo, tudo é gravado.

d) No teatro.
 R: O teatro continua o mesmo, ao vivo. Viva!!!!!


 
10 - Após tantos anos dedicados à Arte, que mensagem você transmite para os admiradores do teu trabalho, sobretudo na dublagem ?

R: Tente, experimente. Se puder assista algumas dublagens e descubra a magia da arte que é dublar.


** Aqui, Dulcemar Vieira dublando a empregada feiticeira Espleth na série A Feiticeira**



** AGRADECEMOS A DULCEMAR VIEIRA E A SEU FILHO, NELSON MACHADO, QUE PROPICIOU ESTA PEQUENA ENTREVISTA **


** Marco Antônio dos Santos **

7 de julho de 2010

DUBLADOR EM FOCO (91): IONEY SILVA



Ioney Silva nasceu em Uberlândia, Minas Gerais, em 15 de março de 1942. Começou a carreira na Rádio Educadora como radialista e diretor, depois foi para a Radio Bela Vista, na qual ficou até o fechamento da mesma, após isso foi para São Paulo trabalhar em Rádio.

Por volta de 1967/68 entrou para a AIC e surgiram muitas pontas. Uma das séries da qual mais participou dublando pequenos personagens foi Jeannie é um Gênio, principalmente, no final da 4ª e durante a 5ª temporada, além de diversas participações na série Batman.


Mas, o seu período na AIC foi curto, indo para a CineCastro de São Paulo. Ficou alguns anos em São Paulo e no começo da década de 1970 foi convidado para ser diretor da CineCastro do Rio de Janeiro, ficou alguns anos na empresa até o seu encerramento em 1973.


Assim, paralelamente, dublou nos estúdios Pery Filmes, Tecnisom e, principalmente, Herbert Richers.

No estúdio Tecnisom dublou o astronauta Pete, interpretado pelo ator James Naugthon, na série Planeta dos Macacos, um grande sucesso no Brasil em 1976.



**A VOZ DE JAMES NAUGHTON** 


Sua carreira se desenvolveu muito no estúdio Herbert Richers, no qual teve personagens de destaque como Baretta, Tutubarão, Doutor Goodfellow em Buck Rogers no século XXV, e um muito conhecido do público: o Mestre dos Magos no desenho A Caverna do Dragão.

Mas foi sempre uma voz presente em diversos filmes, desenhos e séries de tv como: Carangos e Motocas, She-Ra, He-Man, Os Waltons, Dallas, Magnum, Macgyver, A Gata e o Rato, e uma infinidade de participações nas décadas de 1970/80.


** TUTUBARÃO: SUCESSO DA DÉCADA DE 1970 **


Em 1990, Ioney Silva participa também do extinto estúdio VTI Rio, dublando atores convidados na série Missão Impossível (1988-1990) e na 1ª redublagem de Jornada nas Estrelas.



** MESTRE DOS MAGOS: GRANDE SUCESSO **

Atualmente, estava aposentado da dublagem e morava na cidade de Uberlândia.
Ioney Silva faleceu na cidade de Uberlândia em 22 de julho de 2013, aos 71 anos. A causa da morte não foi revelada pela família.

Um excelente profissional, com uma extensa carreira na dublagem e que também iniciou na "grande escola da dublagem": AIC.

** DUBLAGENS REALIZADAS:


- Tutubarão em Tutubarão.


- Mestre dos Magos em Caverna do Dragão.


- Gus Polinski (John Candy) em Esqueceram de Mim.


- Tuco Benedito Pacifico Juan Maria Ramirez (Eli Wallach) em Três Homens Em Conflito.


- Hideki Gou (Jirou Dan) em O Regresso do Ultraman.


_ Pete (James Naugthon) na série Planeta dos Macacos.


- Det. Tony Baretta (Robert Blake) em Barreta


- Climpjumper em Transformers e Transformers o Filme.


- Dr. Sam em Patrulha Estelar.


- Bombardeiro da Meia-Noite em The Tick.


- Sílvio em Fantasminha Legal.


- Avesso em Carangos e Motocas


- Guzula em Guzula (Primeira Dublagem).


- Tod Devlin em Devlin, O Motoqueiro.


- Risonho em Trapaleão.


- Tinker em Os Ho-Ho-Límpicos.


- Norman Meyer em A Família Addams (Desenho - década de 1990).


- Larry em Os Robobos.


- Duarte em Riquinho Rico.


- Bert Armstrong em Voltes V.


- Sanguessuga (primeira voz) em She-Ra.


- Espantalho / Jonathan Crane em Batman - Série Animada.


- Caniço em Scooby-Doo e os 13 Fantasmas.


- Lloyd Bridges em Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu e Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu 2.


- Capitão Terrell (Paul Winfield) em Star Trek II - A Ira de Khan.


- Roy Hanson (Glynn Turman) em Gremlins.


- Sr. Hoofneedles em A Nossa Turma


- Arizona Pincus (Tige Andrews) em Asas de Águia.


- Philly (Robert DoQui) em A Mesa do Diabo.


- Dr. Goodfellow (Wilfrid Hyde-White) em Buck Rogers no Século XXV.


- Lennie Pike (Jonathan Winters) em Deu a Louca no Mundo.


- Joe Grant (Ralph Bellamy) em Os Profissionais.


- Hal (M. Emmet Walsh) em Conspiração Policial.


- O'Connor Flood (Ben Vereen) em O Show Deve Continuar.


- Vernon Dahlart (Danny DeVito) em Laços de Ternura.


- C.W. Moss (Michael J. Pollard) em Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas.


- Jetro (Eduard Franz) em Os 10 Mandamentos (1956).


- Bowtie Driver (Vito D'Ambrosio) em Os Intocáveis.


- Reggie Hammond (Eddie Murphy) em 48 Horas.


- Tio Henry (Matt Clark) em O Mundo Fantástico de Oz.


- Duas Luas (Eduard Franz) em A Lança Partida.


- Ernest P. Worrell (Jim Varney) em A Trilha do Bravo.


- Winslow Wong (Bruce Lee) em Detetive Marlowe Em Ação.


- Tenente Black (Morgan Freeman) em Testemunha Fatal.


- Josephson (Pat Hingle) em Rota Suicida.


- Dr. Leonard McCoy (DeForest Kelley) em Jornada nas Estrelas 3 - Á Procura de Spock.


- Richard Pryor em Apuros e Trapalhadas de um Herói e O Brinquedo.


- Morgan Hastings (James Gregory) em Os Filhos de Katie Elder.


- Isaias (Pat Morita) em Viajantes do Futuro.


- Owen Owens (Arthur Malet) em A Revolta dos Brinquedos.


- Hector David (Lee Marvin) em A Conspiração do Silêncio.


- Sallah (John Rhys-Davies) em Indiana Jones e a Última Cruzada.


- Subotai (Gerry Lopez) em Conan, o Bárbaro.



**VAMOS REVER A DUBLAGEM DE IONEY SILVA NA SÉRIE "PLANETA DOS MACACOS**




** FONTE DE PESQUISA: SITE DUBLANET / ARQUIVO PESSOAL **



**Marco Antônio dos Santos **

5 de julho de 2010

DUBLADOR EM FOCO (90): AMAURY COSTA


** AMAURY COSTA NA DÉCADA DE 1960 **

Amaury Costa nasceu em 1937 na cidade de São Paulo.

Ingressou na AIC logo no início, por volta de 1962, a convite do diretor artístico Wolner Camargo. Segundo ele próprio dizia, "ingressei na AIC dublando um cachorro e um cavalo", se referindo à excelente dublagem do personagem Astro no desenho Os Jetsons e substituindo David Neto na dublagem de Pepe Legal.


** ASTRO: NA 1ª VERSÃO DE OS JETSONS **


Desses personagens foi um passo para inúmeras participações em desenhos como Os Flintstones e, principalmente, Dr. Benton Quest, o pai de Jonny Quest. Além de dublá-lo, Amaury Costa escalou o elenco e dirigiu os 26 episódios. O resultado foi mais uma obra-prima realizada pela AIC.


Assim, ao mesmo tempo, Amaury Costa dublava diversos personagens, convidados especiais em séries de tv, filmes e também era diretor de dublagem. A série Nacional Kid também teve a sua direção de dublagem. Um grande sucesso na época.



** DR. BENTON QUEST **


Mas, talvez o personagem, pelo qual ficou mais conhecido foi o Robô B-9 da série Perdidos no Espaço. Amaury Costa o personificou, dando mais características humanas.


Substituiu o dublador Jorgeh Ramos a partir do episódio nº 20 e o dublou até o de nº 73, sendo substituído por Gilberto Baroli.



** ROBÔ B-9: UM GRANDE SUCESSO **


Entre 1962 até fins de 1967, Amaury Costa sempre teve presença marcante nas dublagens da AIC participando de inúmeros trabalhos:



*Astro no desenho Os Jetsons.

*A 2ª voz de Pepe Legal.
*Dino no desenho Os Flintstones.
*Detetive Arkaro na série Cidade Nua.
*Dr. Benton Quest no desenho Jonny Quest.
*Robô B-9 na série Perdidos no Espaço.
*A voz de Martin Landau na 2ª temporada de Missão Impossível.
*O pai de James nas duas primeiras temporadas da série A Feiticeira.
*Orson Wells no filme A Dama de Shangay.
*Diversas participações em desenhos e séries de tv: Os Flintstones,O Túnel do Tempo, Viagem ao Fundo do Mar, A Feiticeira, etc.
*Diversas atuações como diretor de dublagem.


Em fins de 1967, Amaury Costa se transfere para o Rio de Janeiro e participa do estúdio TV Cinesom. Lá, além de diretor de dublagem, foi o narrador na 3ª temporada da série Batman e Robin, além de participar de outras dublagens esporadicamente.


Retornaria à AIC em 1975 para dublar Kolchak na série "Kolchack e os Demônios da Noite", série que teve apenas uma temporada, mas que se tornou "cult" ao inspirar Cris Carter para a criação de Arquivo X. Amaury Costa, mais uma vez, foi brilhante nesse personagem. Esta foi a sua última dublagem no estúdio AIC.



** A VOZ DE KOLCHALK: DUBLAGEM IMPECÁVEL **


No Rio de Janeiro, estabeleceu uma carreira de sucesso,dublando por mais de 20 anos, fazendo os mais diversos personagens, principalmente nos desenhos como o vilão Vangore em Os Cavaleiros da Arábia, Ace McCloud em Centurions, Alvinar em Cavalo de Fogo, Spark-Plug em Transfomers, o General Warhawk no desenho Rambo, o Doutor Duke Nukem em Capitão Planeta, Tiamat em Caverna do Dragão, entre outros.


No estúdio Herbert Richers, Amaury Costa foi presença marcante durante toda a década de 1980, dirigindo e dublando em filmes, séries de tv e desenhos. Há diversos registros de sua dublagem em He-Man, Macgyver, A Gata e o Rato, Tiro Certo, Primo Cruzado, Alf, Super Gatas, A Bela e a Fera, Twin Peacks e muitos outros.


Por volta de 1990 retorna para São Paulo, fazendo alguns personagens em séries e filmes, como a primeira e mais marcante voz do Pinguim Dan em O Mundo de Beakman, participando do extinto estúdio Megasom, além do estúdio Álamo e outros.


Amaury Costa faleceu em 1996 de câncer no intestino, deixando um enorme legado na dublagem, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro.



**A dublagem do Robô B-9 da série Perdidos no Espaço**



**A dublagem do personagem Kolchack**


**Dublando um vilão na série Missão Impossível**



**Fonte de Pesquisa: Entrevista publicada neste blog em 13/10/2008.

 e Arquivo Pessoal**


**Marco Antônio dos Santos**