23 de outubro de 2010

CONVERSANDO SOBRE DUBLAGEM

** FOTO: SITE DA UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO

ESCLARECIMENTO: Tendo sido procurado por um grupo de alunos do 4º ano de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo - Rudge Ramos - São Bernardo do Campo, a fim de que pudessem encerrar o seu Trabalho de Conclusão de Curso, com o tema: Dublagem, elaboraram algumas questões, as quais foram divididas em duas partes: I) como fã de dublagem e II) como estudioso do tema há mais de 30 anos.

Os concluintes do Curso de Jornalismo, que decidiram procurar a mim e elaboraram as questões são: Bruna Nunes, Guilherme Cavalheiro, Guilherme Rodrigues, Igor Reis, Jackson Viapiana, Marília Carneiro, Márcio Silva e Yuri Gianella.

Gostaria de esclarecer que minhas opiniões são, estritamente, como fã e pesquisador do assunto e, em nenhum momento, represento a categoria dos dubladores.

** QUESTÕES**



I- Perguntas como Fã de dublagem.



1 - Quando e como surgiu o seu interesse por dublagem?
M.A: Desde criança, creio que tinha uns 6 anos de idade e ficava admirado ao assistir aos desenhos daquela época e fui procurando comparar as vozes dos personagens. Percebia a mesma voz que dublava Zé Colmeia também dublando o personagem Gênio da turma do Manda-Chuva. O meu interesse foi crescendo cada vez mais e fui comparando diversas vozes e começando a ler revistas da época, algumas entrevistas de dubladores na televisão.
Assim, fui colecionando diversos exemplos sonoros de desenhos, séries de tv e filmes durante a década de 1980, e estudando mais sobre o assunto. O marco inicial surgiu quando participava de um fã clube de séries dos anos 60, no qual era responsável pela identificação das vozes, e aí veio a primeira entrevista com Helena Samara e Borges de Barros.
O fã clube terminou depois de algum tempo, mas continuei sozinho, pois vi a necessidade de resgatar tantos artistas excelentes, desconhecidos e esquecidos pelo público. Pensava em um dia escrever um livro sobre o tema, mas a internet atingiu muito mais rapidamente o meu objetivo, onde pude ampliar um leque de informações com dubladores, familiares e com muitos fãs do primeiro e maior estúdio de dublagem para a televisão: a AIC.


2 - Quais as dublagens de personagens mais marcantes para você (em filmes, desenhos e séries)? E por quê?


M.A: É difícil de responder a esta pergunta, pois sairia uma lista enorme, assim citarei três de cada gênero. Em desenho: Os Flintstones (Wilma Flintstone) dublada por Helena Samara criando uma voz perfeita para a personagem. O personagem Hardy (em Lippy, o leão e Hardy Har-Har, uma dupla onde encontramos um leão otimista e uma hiena totalmente pessimista), extraordinária dublagem de Waldyr Guedes e Dom Pixote, cuja voz criada por Older Cazarré é original e cativante.
Em séries de TV: Dr. Smith da série Perdidos no Espaço, magnífica dublagem de Borges de Barros, Samantha na série A Feiticeira, onde houve um “casamento” extraordinário da personagem com a dubladora Rita Cleós e Columbo, cuja dublagem de Celso Vasconcellos do detetive é, sem dúvida, perfeita, conseguindo captar todas as particularidades do ator Peter Falk, um personagem difícil de ser dublado devido a uma série de características.
Em filmes: todos os filmes nos quais o ator Rex Harrison foi dublado por Aldo César, a dublagem é tão boa que ele dá todos os tons, pausas que o ator faz, parece que a voz em português é de Rex Harrison.
Também cito Darcy Pedrosa dublando Jack Nilcholson pelo mesmo motivo, para mim o título do filme Batman, deveria ser: “Coringa”, pois sem dúvida a sua dublagem foi fantástica. Sua voz era adequada para qualquer personagem interpretado por Jack Nicholson.
E cito Sílvio Navas, que dublou o ator Humphrey Bogart, como em Horas de Desespero, Casablanca, etc, e a sua dublagem de Charles Chaplin no filme O Grande Ditador é impecável.
Para um fã da boa dublagem, teria aqui muito mais a citar!!!


3 - Você já teve contatos com dubladores ao longo dos anos? Se sim, quais e qual a sua relação com eles?


M.A: Sim, vários. Quando comecei a pesquisar sobre a história da dublagem, em 1988, era praticamente como uma pura motivação de ser fã e minha relação com eles foi dessa forma. Mas, com a expansão da internet, conheci outros dubladores que acabaram sendo grandes amigos. Pessoalmente conheci: Borges de Barros, Helena Samara, Maria Inês, Ronaldo Baptista, Gilberto Baroli, Emerson Camargo, Aldo César, Sílvio Navas, Carlos Campanile, Marcelo Gastaldi, Hugo de Aquino Jr. e Amaury Costa.
 Pela internet: Arquimedes Pires, Aliomar de Matos, Sílvio Matos, Francisco José, Celso Vasconcellos, Miguel Rosenberg, Osmar Prado (hoje só ator), Nelson Machado, Joferraz, além do próprio Carlos Campanile. Por telefone conheci Rodney Gomes, Bruno Netto e Zezinho Cútulo.


4 - Você lembra casos em que o filme ficou melhor após a versão dublada? E exemplos contrários, em que o filme tenha piorado após a dublagem?


M.A.: O filme fica melhor, após a versão dublada, quando há uma equipe de profissionais excelentes, desde o tradutor, diretor de dublagem e a escalação perfeita dos dubladores para cada ator.
São inúmeros exemplos onde isso já ocorreu e seria injusto citar apenas alguns, são muitos.
O contrário também ocorre e, infelizmente, com muita frequência atualmente. Mas as piores dublagens que já assisti, foram as redublagens de clássicos do cinema por profissionais não gabaritados, aqui cito, especificamente, certas dublagens realizadas em Miami para a tv a cabo.




5 - O que você acredita ser fundamental para tornar uma dublagem boa ou ruim?


M.A: Praticamente o que já citei. Há a necessidade de um excelente tradutor, mas que tenha a visão de um dublador (aquele que sabe substituir uma determinada palavra ou frase que se adapte melhor à sincronia labial), um bom diretor de dublagem, com experiência comprovada e , sobretudo, liberdade para que este diretor de dublagem possa escalar os dubladores mais adequados aos personagens. Isso ocorria há 30, 40 anos atrás, hoje há a interferência em todo esse processo, das distribuidoras e de muitos proprietários de estúdios de dublagem.


Parte II- Como estudioso de dublagem.


6 - Em sua opinião, caiu o nível da dublagem no Brasil nos últimos anos? Se sim, por quê?


M.A: Sim. Na minha opinião, nestes dez primeiros anos do século XXI, a dublagem foi gradativamente perdendo o objetivo da qualidade e substituindo pela quantidade, ou seja, quanto mais rápida ela for realizada será melhor. A pergunta é: melhor para quem ?
Os motivos disso são diversos e até complexos. Posso citar alguns, pois creio que todos em conjunto contribuíram para isso:


1 – A falta do cumprimento de uma legislação que defenda os direitos autorais dos dubladores. Não é possível termos um desenho clássico como Os Flintstones, sendo exibido até hoje por emissoras abertas e a cabo, além dos dvds e que o trabalho da dublagem não signifique nada.
Isso leva muitos dubladores que estão iniciando a desistirem da carreira ou levá-la como “bico”, até que surja uma outra oportunidade melhor.


2 – A prepotência de alguns estúdios de dublagem que, ao invés de serem prestadores de serviço de qualidade para as distribuidoras, estão simplesmente cumprindo ordens, devido ao poder econômico destas, para não perderem espaço para os estúdios concorrentes.


3 – A falta de uma melhor formação do profissional da voz. No início da dublagem no Brasil, o Rádio foi a grande fonte de futuros dubladores, hoje há diversos cursos, nos quais só sairão bons dubladores aqueles que possuem talento para a carreira, e não devido ao curso X ou Y.


4 – Para uma maior rapidez na dublagem, hoje o dublador faz todas as suas participações sozinho com o diretor, antes havia a necessidade de estarem todos juntos. A tecnologia é bem-vinda, mas ela deve estar aliada também com a qualidade.


5 – O falecimento de muitos ícones da dublagem, tanto de São Paulo como do Rio de Janeiro e muitos que se aposentaram. O surgimento de outros, com qualidade, não foi na mesma proporção. Atualmente, sente-se uma defasagem, o que contribuiu também na queda da qualidade.


7 - Você considera a dublagem brasileira uma das melhores do mundo? Tem conhecimento da dublagem em outros países?


M.A: Sim, eu ainda considero a melhor do mundo, porque fizemos uma história em dublagem e, apesar de todos os obstáculos, ainda há profissionais com extrema qualidade. A dublagem realizada no México (a qual é distribuída para os outros países de língua espanhola) é muito inferior a nossa, falta emoção e interpretação, que são substituídos por gritos, nos desenhos a dublagem é muito caricata, não há criatividade. Na Europa, poucos países possuem a dublagem como uma carreira artística, muitos preferem as legendas.


8 - Na França, por exemplo, quase todos os filmes são dublados, pois o país preserva a sua cultura. Você acha que no Brasil ainda existe um preconceito com relação à dublagem?
(Ou seja, o brasileiro dá mais valor ao que é importado, a outras culturas, e não valoriza a nossa língua como deveria?)


M.A: Sim. Ainda existe esse preconceito com relação à dublagem. A questão é: como podemos valorizar a nossa própria cultura, a nossa língua, se há um sistema que nos dita sempre o inverso ? Na França, o Cinema tem o seu lugar, aqui já partimos do princípio de que os filmes americanos são melhores sempre do que os nacionais. Somos invadidos diariamente, através da televisão, por filmes americanos de péssima qualidade e ninguém reclama da programação !
Falta uma legislação mais rigorosa para fortalecer a dublagem. Por que certas emissoras de tv a cabo só transmitem com legendas ? Elas estão operando em outro país, deveriam, pelo menos, oferecer as duas opções !
Depois de tanto assistirem a uma programação legendada, acabam não valorizando a dublagem, a nossa língua, etc.
Aqui, retornamos para o poder econômico dessas grandes redes de tv a cabo, pois as legendas tem um custo mais baixo do que a dublagem!!


9 - A que você atribui o crescimento do interesse por filmes dublados no cinema e na TV fechada, por exemplo?


M.A: Eu vou citar uma frase do saudoso dublador Borges de Barros: “ninguém aguenta assistir tudo legendado, porque acaba se perdendo muitos detalhes da produção, da interpretação dos atores, etc”. Creio que essa frase se aplica bem à programação da tv a cabo, já o Cinema possui uma tradição de se ouvir as vozes dos próprios atores. A penetração da tv é muito maior e, por esse motivo, deveria haver a obrigatoriedade da dublagem em todos os canais a cabo.


10 -As pessoas que criticam a dublagem são mais escolarizadas? E por quê?(Segundo o Gilberto Baroli, outro dia saiu uma manchete dizendo que a dublagem “empestei à TV paga”.)


M.A: Esse conceito de mais escolarizadas é bem relativo, pois há aqueles pseudoescolarizados que tem até cursos universitários, mas não conhecem nada da história da nossa cultura artística. São aqueles que se acham “mais elitistas”. Evidentemente, há exceções, como as pessoas que realmente possuem um grande acervo cultural adquirido durante anos e aí, talvez possam preferir criticar a dublagem (principalmente as mais recentes). Quanto à manchete citada, reflete o momento da dublagem no Brasil, pois o dublador somente empresta a voz e daqui a vinte anos, ainda estará a sua voz emprestada, não recebendo nada por isso. É como emprestamos um livro para alguém e a pessoa nos devolve após quase dez anos. Durante esse período o livro pode ter sido lido por dezenas de pessoas, mas apenas emprestamos, não recebemos nada por outras pessoas o terem lido. É o que ocorre com as vozes emprestadas pelos dubladores !!


11 -Em entrevistas já realizadas, apuramos opiniões críticas ao mercado atual. Muitos dizem que o barateamento de preços por alguns estúdios, por exemplo, faz com que a qualidade da dublagem caia. Você concorda com isso? Ou os bons profissionais e bons estúdios ainda prevalecem no mercado?


M.A: Concordo plenamente com as duas afirmativas. Houve um certo crescimento no número de estúdios, os quais tentam ganhar o seu cliente através do barateamento dos seus serviços. Dessa maneira, o estúdio não tem condições financeiras para escalar dubladores mais experientes e acabam, alguns, caindo um pouco na imperícia e, como, o cliente também quer o preço mais baixo, não se incomoda!
Felizmente, há ainda estúdios com uma maior solidez no mercado, principalmente no Rio de Janeiro, que ainda valorizam realizar uma boa qualidade na dublagem, mas a cada dia eles ainda lutam para poder continuar com esse nível de dublagem. São poucos, mas ainda conseguem realizar um trabalho muito bom, só não chega a ser ótimo, devido a interferência das distribuidoras.


12 -Você acha que existe uma diferença entre o mercado de dublagem do Rio e o de São Paulo? Se sim, qual?


M.A: Atualmente eu não vejo diferença entre Rio e São Paulo. O mercado de dublagem praticamente possui os mesmos problemas. No passado havia, devido às emissoras que mantinham mais ibope. Houve um período áureo em São Paulo e também no Rio de Janeiro. Com o desaparecimento de muitos estúdios tradicionais, o mercado se comporta da mesma maneira. A única diferença que vejo, na minha opinião, é que parece que os profissionais da voz, no Rio de Janeiro, estão mais mobilizados para defender os seus direitos trabalhistas, ou seja, eles tentam brigar mais com os estúdios para que cumpram a legislação mínima existente. Se não o conseguem, aí é uma outra história muito comprida.....


13 -Para finalizar, selecionamos mais uma opinião de um dublador já entrevistado. Após ler, você pode dizer se concorda ou não com ele.


... "Aí ele prefere assistir ao filme legendado, porque a dublagem está muito ruim. Agora, nós queremos que se denuncie essa dublagem ruim, não que simplesmente mude para a legenda, porque nós achamos que todos os filmes têm que ser legendados e dublados. E o telespectador é que deve escolher qual que quer. Mas tem que ser bem dublado. Existem também legendas mal feitas. A boa dublagem começa com uma boa tradução. A partir do momento que você coloca na boca do ator aquilo que ele está dizendo em inglês, você tem uma boa dublagem. A pessoa só não vai gostar do filme se os atores forem ruins ou se o filme não valer nada. Às vezes não é a dublagem que é ruim, mas o filme que não presta. Hoje em dia xingar a dublagem é uma norma, xinga-se por qualquer motivo.
A partir do momento que o público entender que, o tempo que ele leva pra ler a legenda ele perde a metade da cena, ele vai preferir dublado. Mas essa dublagem deve ser fiel e boa para que ele não se arrependa de não ter assistido legendado.
Quer dizer, é preciso haver uma união, mas uma união séria, verdadeira, de coração, não uma união em que cada um vai ficar só pensando nos lucros que vai ter. Se a gente conseguir essa união, e juntar a isso o cidadão brasileiro reclamando da má dublagem e ajudando a gente a fazer uma dublagem boa, a gente pode ter no futuro um grande mercado de dublagem. Mas nós também podemos chegar a uma favela de dublagem..."


Após ler a opinião acima, você acha que o futuro da dublagem está mais para um cenário otimista (com o crescimento do mercado com a redublagem para Blu Ray, interesse maior por filmes dublados) ou preocupante (barateamento dos preços, pouca preocupação na qualidade por parte das dubladoras e emissoras)?


M.A: Concordo plenamente com o texto, o qual possui um senso crítico fiel ao que se passa atualmente com a dublagem brasileira.
O brasileiro necessita ser sempre otimista, caso contrário, com todo o cenário que nos envolve seríamos uma população de desesperados e depressivos.
Especificamente quanto à dublagem, o crescimento do mercado com a redublagem para Blu Ray possui duas alças: essa redublagem traz um maior interesse para o público, por outro lado, simplesmente são descartadas dublagens excelentes já realizadas, as quais poderiam sofrer um processo de restauração e o público decidir como quer assistir ao programa: redublado ou dublagem original restaurada, mas aí nos defrontamos com o que as distribuidoras americanas decidem o quê e como devemos assistir, de acordo com os seus custos e lucros. A restauração de uma dublagem é mais trabalhosa e mais cara do que a redublagem. E no caso, especificamente do Brasil, somos um país isolado devido à língua portuguesa, dentro de uma América Latina onde predomina o espanhol. Eis aí o primeiro ponto contra nós, para não haver interesse em restaurar algo somente para um país.
Assim, vejo um quadro preocupante para o futuro da nossa dublagem. Ela nunca deixará de existir, muito pelo contrário, mas ela deveria ser um processo entre o tradutor, diretor de dublagem e os dubladores, sem o poder econômico interferindo. Infelizmente, percebo que, cada vez mais o poder econômico tenta substituir a qualidade pelo barateamento dos custos, o que compromete o trabalho. Há estúdios que ainda conseguem driblar um pouco tudo isso, mas a pergunta é: até quando resistirão ?


** Muito Obrigado pelo convite – Abraços a todos !!!!



** Marco Antônio dos Santos **

16 de outubro de 2010

CONVERSANDO SOBRE ÁUREA MARIA


ESCLARECIMENTO: Fomos procurados por Claudia Mendes, sobrinha da inesquecível dubladora Áurea Maria, a qual se propôs a nos auxiliar com muito mais informações sobre sua tia. Curiosamente, Áurea Maria era o seu nome artístico, na realidade seu verdadeiro nome era Maria Áurea Mendes, mas o mais incrível é a sua cunhada, mãe de Cláudia, se chamar Áurea Maria Mendes, a qual é casada com o irmão mais velho da dubladora: Oswaldo.
Segundo informações de sua sobrinha, sua avó Noêmia teve 4 filhos sendo:
1) Oswaldo (seu pai).
2) Maria Áurea. (a nossa dubladora).
3) Orlando.
4) Otávio.

"Não sei exatamente quando, mas se não me engano, antes mesmo do caçula (Otávio) nascer, meus avós adotaram uma menina chamada Nice. A Tia Nice, que foi minha madrinha faleceu esse ano, no final de março. Tio Orlando também já é falecido.

A tia Áurea e o meu pai eram muito próximos, por terem uma pequena diferença de idade. Na infância estavam sempre juntos.

Tia Áurea sempre se dedicou muito a mãe e a irmã, essa irmã era a tia Nice. O tio Otávio, que é o caçula também era "cuidado" pela tia Áurea. Meus avós haviam se separado e ela se tornou responsável pela mãe e pelos irmãos menores.

Meus pais já estavam casados nessa época." (Claudia Mendes)

Pela grande amizade que uniu a nossa dubladora a sua cunhada Áurea Mendes (mãe de Claudia), esta nos escreveu um depoimento sobre a nossa inesquecível profissional da voz que tantos personagens dublou na AIC, os quais encantaram gerações e possuem muitos fãs!!

**O TEXTO DE ÁUREA MENDES**

"É sempre um prazer falar da Áurea, eu a conheci exatamente em julho de 1962. A Áurea respirava e transmitia alegria e felicidade, sempre muito linda e sorridente foi assim que conheci. Tínhamos na época 15 anos.

A Áurea nasceu em Guaraçaí, uma cidade do interior de São Paulo, no dia 03 de julho de 1947. Seu nome Maria Áurea foi em homenagem as suas avós. Eram em 04 irmãos, sendo a Áurea a segunda filha.

Áurea começou a trabalhar muito cedo, aos 13 anos participou de uma seleção da Rádio São Paulo, e passou. Começou a trabalhar como radio-atriz. Logo se destacando junto com atores de grandes nomes como: Gilmara Sanches, Elaine Cristina, Ézio Ramos e outros.

Acho que soava melhor Áurea Maria como atriz, por isso a mudança do nome.
Áurea tinha muitos planos para sua vida profissional, foi considerada umas das melhores vozes da época na dublagem.

Trabalhou durante alguns anos na TV Cultura fazendo a moça do tempo, nessa época fazia um programa na Rádio Bandeirantes de São Paulo da 00:00 as 02:00hs! O nome do programa era É NOITE, E TUDO SE SABE.
Aos domingos fazia um programa, não tenho certeza, da rádio se Bandeirantes ou Joven Pan, precisaria pesquisar. Esse programa ia ao ar das 10h às 12h., chamava-se UM HOMEM UMA MULHER E UMA PARADA. Seu parceiro de programa era Antonio Delfior.

A familia sempre a apoiou e sentia muito orgulho.
Quanto aos comentários dela sobre seu trabalho na dublagem ou do próprio programa, sempre se dizia feliz.
O seu programa da rádio Bandeirantes terminou no final da década de 1970.
No inicio da década de 1980, ela já estava fora do Rádio, somente fazia dublagem.

A Áurea não se casou e nem teve filhos. Costumava dizer que seus sobrinhos eram seus filhos, aliás que ela os amava muito e eles a ela.
Faleceu no dia 07 de dezembro de 1987. Sua causa: morte por insuficiência respiratória, ela estava resfriada e teve complicações.

Áurea era uma pessoa muito feliz, gostava muito do que fazia, respeitava seus colegas, amava a família e amigos. Era uma verdadeira estrela.
E tenho certeza que continua sendo, porque as estrelas nunca morrem. Se ela estivesse aqui presente, estaria muito feliz no seio da família e rodeada de amigos. Ela sempre gostou de ser o centro das atenções, portanto estava na profissão certa, nasceu para isso."

Agradeço o carinho de todos, pela minha cunhada Áurea Maria !!"
Um abraço
Áurea Mendes.

** AGRADECEMOS A CLAUDIA MENDES E A ÁUREA MENDES PELA EXTRAORDINÁRIA CONTRIBUIÇÃO !!!

**ÁUREA MARIA DUBLANDO REBECA BOONE AO LADO DE SANDRA CAMPOS**


**Aqui, um trecho de um episódio da série Terra de Gigantes, com a dublagem de Áurea Maria**



TODOS OS FÃS AGRADECEM !!


** Marco Antônio dos Santos **

13 de outubro de 2010

DUBLADOR EM FOCO (99): MARALISE TARTARINE



Maralise Tartarine iniciou a sua carreira como dubladora ainda bem jovem, com 19 anos, em meados de 1966 na AIC.
Sua voz aliada a sua interpretação, bem no início, deixaram um vasto campo para a dublagem de crianças e, sobretudo, adolescentes.

De imediato, foi aprovada para fazer a personagem Jemima, filha adolescente de Daniel Boone e ficou apenas na 1ª e 2ª temporadas.

 A partir da temporada seguinte, inexplicavelmente, a personagem desaparece, interpretada pela jovem atriz Veronica Cartwright.


** A VOZ DE JEMIMA BOONE **

Ainda na AIC, Maralise teve sempre oportunidades em diversas séries da década, sempre com as meninas e adolescentes. Suas participações estão nas séries: Perdidos no Espaço, Terra de Gigantes, Jornada nas Estrelas, A Feiticeira, etc... Seu outro personagem fixo viria na série A Noviça Voadora: Irmã Ana.



**A 1ª voz da Irmã Ana na série "A Noviça Voadora"**

Sua grande oportunidade veio ao ganhar a dublagem da atriz Fay Wray, a heroína do filme King Kong, na sua primeira versão produzida em 1933. Realmente, um excelente desempenho de Maralise ao lado de Garcia Neto, Francisco José e outros. Os gritos da heroína nas mãos do gorila gigante ficaram marcantes e ajudaram a dar todo o tom soturno do filme.



** A HEROÍNA DO FILME KING KONG (1933): DUBLAGEM EXCELENTE **

Ainda na AIC, outro grande momento foi a dublagem da atriz Mary Badham, no filme "O Sol é para Todos", onde dubla a filha de Gregory Peck que também narra a história. Uma dublagem exemplar ao lado de Luiz Pini e Zezinho Cútolo.


**Dublagem extraordinária no filme "O Sol é para Todos"**

Com a crise financeira se instalando na AIC, Maralise se transfere para o Rio de Janeiro no início da década de 1970. Participando de alguns estúdios fez diversas dublagens que ficaram na memória de todos, retornando para São Paulo já no início da década de 1990 também efetuou grandes dublagens em desenhos japoneses.


Durante o período em que esteve entre Rio de Janeiro e São Paulo poderíamos citar centenas de atuações importantes, assim aqui relacionamos algumas:


Rota em Carangos e Motocas, Bolha em Tutubarão, Gilda em Capitão Caverna e As Panterinhas e em Os Ho-Ho Olímpicos, além disso substituiu Patricia Scalvi com a personagem Shina de Cobra no desenho Os Cavaleiros do Zodíaco (na dublagem de 1994/ 95, na Gota Mágica, e depois fez a personagem desde o primeiro capítulo na redublagem de 2003, na Álamo), Priscila em Guerreiras Mágicas de Rayearth, Mimmet em Sailor Moon S."


Betty Boop nos episódios dublados na Televox, Princesa Safire nos ultimos episódios dublados na Televox de A Princesa e o Cavaleiro, Pan Velha em Dragon Ball Gt, Princesa Aurora em Grump - o Feiticeiro Trapalhão, a segunda voz da Olívia Palito nos desenhos do Popeye dublados na CineCastro na década de 1960, os mesmos foram redublados na década de 1970 pela Herbert Richers, Betty Rubble em Os Flintstones nos Anos Dourados, Sheeva em Mortal Kombat - Os Defensores do Reino, Bolha em Tutubarão, entre outros.




** A VOZ DE BETY ROUBLE EM OS FLINTSTONES NOS ANOS DOURADOS


Maralise Tartarine dublando filmes foi, sem dúvida alguma, sua área de maior atuação: dublou Linda Nordley interpretada por Grace Kelly em Mogambo, Senhora Stark interpretada por Mary Tyler Moore em Quem Não Cola Não Sai da Escola, Barbara Thomas interpretada por Jacqueline Bisset em Caça Às Bruxas (1999), Effie Perine interpretada por Lee Patrick em O Falcão Maltês, Dona Maria interpretada por Brenda Marshall em O Gavião do Mar, Marian interpretada por Uma Thurman em Robin Hood - O Herói dos Ladrões, Rosalie interpretada por Jami Gertz em A Primeira Transa de Jonathan.


Peg Boggs interpretada por Dianne Wiest em Edwards Mãos de Tesoura, Sara Kinsey interpretada por Veronica Cartwright em Kinsey - Vamos Falar de Sexo, Sindel interpretada por Musetta Vander em Mortal Kombat - Aniquilação, alem das atrizes Diane Keaton em Casamento Em Dose Dupla, Presente de Grego e Tudo em Família (2005), Meg Ryan em Mais Forte Que o Odio e Top Gun - Ases Indomáveis, Karen Allen em Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida e Os Fantasmas Contra Atacam, Mary Steenburgen em A Arca de Noé, A Terra do Sol e Filadélfia Kathleen Turner em A Jóia do Nilo em Tudo Por Uma Esmeralda.


Uma de suas dublagens mais lembradas é a da atriz Farrah Facewt na série "As Panteras" no final da década de 1970.

Juntamente com Sumára Louise e Ângela Bonatti dublaram o primeiro trio de panteras da série.



 Uma extensa carreira, com méritos, cujos primeiros passos se iniciaram na lendária AIC.


Maralise Tartarine faleceu no dia 30 de novembro de 2014, aos 67 anos, em decorrência de complicações de um AVC que sofreu cerca de seis meses antes.




** Relembrando a sua participação na série Daniel Boone, como Jemima, ao lado aqui de Marcelo Gastaldi, Olney Cazarré e Áurea Maria: um grande momento na AIC.




**Maralise Tartarine, neste episódio da série Terra de Gigantes, dubla uma menina tirana que deseja liquidar com os pequeninos.**


** Fonte de Pesquisa:  Arquivo Pessoal **




** Marco Antônio dos Santos **

11 de outubro de 2010

DUBLADOR EM FOCO (98): ORLANDO VIGGIANI


Orlando Viggiani começou a dublar ainda muito jovem, no início da década de 1960 na AIC. Seu grande sucesso, até hoje, é a voz de Elroy Jetson, um trabalho bem realizado pelo então jovem dublador.

** ELROY JETSON: SEU PRIMEIRO GRANDE SUCESSO **


Continuou na AIC por muitos anos e, com o passar do tempo, foi sendo escalado, para dublar adolescentes. Sua voz e interpretação era bem adequadas.
Orlando Viggiani participou de praticamente quase todas as séris clássicas da década: Daniel Boone, Lancer, Terra de Gigantes, A Feiticeira, etc.


Obteve dois personagens fixos nessa época: na série Os Monkeeys, dublou o personagem Mike e em A Família Dó-Ré-Mi o ator David Cassidy. Orlando Viggiani ficou por muito tempo na AIC, praticamente dez anos, chegando ainda a dublar desenhos já da década de 1970.

** A VOZ DE DAVID CASSIDY NA SÉRIE A FAMÍLIA DÓ-RÉ-MI: UM DE SEUS TRABALHOS PREFERIDOS **


Com o encerramento da AIC e sua aptidão para vozes infantis e de adolescentes, encontrou um grande mercado de trabalho em diversos estúdios para desenhos, séries de tv, filmes e animes.


 Assim, esteve na BKS, e passou por todas as principais empresas de dublagem de São Paulo como Mastersound, Álamo, Maga, Megasom, Sc, Sigma, Vox Mundi, entre outras. Orlando Viggiani tambem é diretor de dublagem tendo dirigido em várias casas, atualmente dirige na Vox Mundi, onde tambem dubla eventualmente.


Entre seus trabalhos como dublador, Orlando Viggiani ficou conhecido em: Rufus em Pedra dos Sonhos, Marty Mc Fly em De Volta Para o Futuro - Série Animada, Ryu em Street Fighter II V, Street Fighter II - O Filme e na versão americana de Street Fighter, sem dúvida esse é um de seus personagens mais conhecidos, tambem fez George Jetson nos remakes realizados na décade de 1980 de Os Jetsons e no longa-metragem Os Jetsons e Os Flintstones Se Encontram, Bam Bam no longa-metragem Os Flintstones - I Yabba Dabba Do, Caco em O Natal dos Muppets e a segunda voz em O Show dos Muppets.

Louis Tully em Os Caça Fantasmas, Gregory em Dragon Ball Z, Campeão na primeira dublagem de Ursinhos Carinhosos, Franjinha no longa-metragem As Aventuras da Turma da Mônica, Robin no longa-metragem Batman & Mr. Freeze - Subzero, Jonny Quest na versão da década de 1980 de Jonny Quest, Rattrap em Beast Wars, Digimon de Pedra em Digimon Frontier, Zaz em Guerreiras Mágicas de Rayearth, Albion de Cefeus e o Mestre do Shun na segunda dublagem de Os Cavaleiros do Zodíaco, foi a voz do Mickey Mouse nos anos 80 e começo de 90 e no longa-metragem Pateta - O Filme, entre outros.


Em filmes fez Karsh interpretado por Pat Kelly em Twitches - As Bruxinhas Gêmeas e Twitches - As Bruxinhas Gêmeas 2, Paul McAnn interpretado por Andrew Stevens em Dez Minutos Para Morrer, Ritchie Valens interpretado por Lou Diamond Philips em La Bamba, Waldo Aloysius Johnston III interpretado por Blake McIver Ewing na primeira dublagem de Os Batutinhas, L.w. Lo interpretado por Emil Chau em O Grande Desafio, Louis Tully interpretado por Rick Moranis em Os Caça Fantasmas e Os Caça Fantasmas II, Kruger interpretado por Langley Kirkwood em O Mercenário, Parker Lewis interpretado por Corin Nemec em Parker Lewis.

 
Joshua Baskin interpretado por Tom Hanks em Quero Ser Grande, Ryu interpretado por Byron Mann Street Fighter II - A Última Batalha, Luigi Mario interpretado por John Leguizamo em Super Mario Bros - O Filme, além dos atores Keanu Reeves em Drácula de Bram Stoker e na segunda dublagem de Matrix, Matthew Broderick na segunda dublagem de Conte Comigo, Godzilla e Metido Em Encrencas, Robert Downey Jr. em Air America - Loucos Pelo Perigo e a primeira dublagem de Mulher Nota 1000, Michael J. Fox em Aprendiz de Feiticeiro, a primeira dublagem de De Volta Para o Futuro, De Volta Para o Futuro 2 e De Volta Para o Futuro 3, a segunda dublagem de Marte Ataca!, Meu Querido Presidente e a segunda dublagem de O Segredo do Meu Sucesso, entre outros.

** A VOZ DE JONNY QUEST NA VERSÃO DA DÉCADA DE 1980 **


Em séries fez Kid interpretado por Nicholas Celozzi em Esquadrão Classe A, Moses Hernandez interpretado por Juan García em The Shield - Acima da Lei, Edu Malvin interpretado por Eddie Deezen na primeira dublagem de Punky, a Levada da Breca, Keith Douglas Partridge interpretado por David Cassidy em Família Dó-Ré-Mi, Oficial Shinya Takeda / Jupiter interpretado por Yuki Yoshida em Cybercops, Os Policias do Futuro, entre outros.

Atualmente, Orlando Viggiani se dedica mais à direção de dublagem.

Um profissional da voz com muita experiência que até hoje contribui para a qualidade na dublagem brasileira, mais um nome que frequentou a grande "escola" AIC e que soube de maneira exemplar prosseguir a carreira na dublagem.


**Aqui, temos um vídeo do primeiro grande sucesso de Orlando Viggiani na AIC: Elroy Jetson, ao lado de Raymundo Duprat (George) e Isaura Gomes (Jane) e Amaury Costa (Astro)**



** Aqui, um vídeo raro, no qual Orlando Viggiani dubla o ator David Cassidy na série A Família Dó-Ré-Mi**



**Marco Antônio dos Santos**

8 de outubro de 2010

DUBLADOR EM FOCO (97): RODNEY GOMES




Rodney Gomes nasceu na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, em 03 de agosto de 1936. Sempre, desde adolescente, procurou programas de rádio já na cidade de São Paulo, mas acabou se transferindo para o Rio de Janeiro, onde encontrou trabalho na antiga Rádio Tupi.

Nessa época, já com mais de 20 anos de idade, fazia algumas pontas nos antigos teleteatros da TV Tupi do Rio de Janeiro, chegando a contracenar com atores já consagrados do Teatro, que traziam as suas experiências para a televisão, ainda muito artesanal.



** Bonanza: a única voz de Little Joe nos três estúdios **

Bem no início da década de 1960, a extinta TV Tupi, trouxe a série Bonanza, a qual estava líder de audiência nos Estados Unidos. No Brasil, a dublagem ainda engatinhava, mas o aconselharam a fazer um teste no estúdio Peri Filmes. De imediato, Rodney Gomes apresentou uma grande intimidade com o microfone e com a interpretação para a dublagem. A série era dirigida pelo experiente Ribeiro Santos, que também dublava o patriarca da família.


 Assim, Rodney Gomes ficou com o personagem Little Joe, interpretado por Michael Landon. Conforme, nos declarou em conversa por telefone, o estúdio era muito pequeno e abafado, mas todos estavam começando a fazer algo novo para a televisão. Segundo ele, foram dubladas as três primeiras temporadas de Bonanza nesse estúdio, já extinto ainda na mesma década.


Daí em diante, sua vida artística se alterou profundamente e a dublagem acabou sendo o seu grande rumo. A cidade de São Paulo, naquela época, era o grande centro das atividades artísticas para a televisão e Rodney Gomes percebeu que a AIC era o estúdio que concentrava o maior volume de trabalho para as dublagens. Estando já em São Paulo, já tendo experiência em dublagem, foi procurar trabalho na AIC, onde estavam fazendo os testes para iniciar a dublagem da série Batman.


 Sua voz, sua característica bem peculiar que deu a Robin, fizeram com que ganhasse o personagem e com criatividade foi colocando o jargão conhecido de Robin: "Santo relógio Batman", combinando sempre a palavra santo com alguma frase.


** Robin: a inesquecível dublagem de Rodney Gomes **


Após a dublagem de Batman, surge novamente a oportunidade de dublar Little Joe, pois a TV Tupi havia adquirido mais duas temporadas de Bonanza e, desta feita, a dublagem foi realizada pela AIC. Como já havia dublado alguns anos antes o personagem, Rodney Gomes ficou escalado de imediato para o dublar. Também dublou o ator Ryan O'Neal, substituindo Osmar Prado, na série A Caldeira do Diabo (Peyton Place).


Voltando ao Rio de Janeiro, Rodney esteve presente em diversos estúdios , também como diretor de dublagem: Peri Filmes (onde novamente dublou  Little Joe, numa temporada dublada por este estúdio), Telecine, Tecnisom e, principalmente Herbert Richers, no qual ficou muito conhecido ao dublar o personagem A Formiga Atômica, um desenho clássico de Hanna Barbera. Retornou, no início da década de 1970 à AIC e participou da série Glen Ford é a Lei, dublando o ator Taylor Lacher (Arlo Pritchard).


Também ficou com a dublagem de Roddy MacDowall em três filmes da saga O Planeta dos Macacos, o que gerou o convite para dublá-lo novamente na série de tv O Planeta dos Macacos, já com o personagem Gallen.


Com uma carreira de mais de 30 anos dedicados à dublagem participou de diversos desenhos, filmes e série de tv, como a primeira e mais marcante voz de Robin em Super Amigos novamente usando aqueles bordões usados com Burt Ward na serie Batman. Dublou muito para as produções Disney e teve um personagem fixo no filme e na série Aladdin: o papagaio abusado e falastrão Iago.



** A Formiga Atômica: uma dublagem perfeita **

Rodney Gomes faleceu no dia 15 de setembro de 2006, vítima de complicações de diabetes, deixando um extenso e profícuo legado na dublagem brasileira.


** Algumas dublagens realizadas:


- Chuck em Shazzan.

- Robin (primeira voz) em Super-Amigos.
- Robin em Batman (Dos Estúdios Filmation).
- Greg em O Vale dos Dinossauros.
- Iago em Aladdin (Longa-Metragem), Aladdin - O Retorno de Jafar (Longa-Metragem), Aladdin e Os 40 Ladrões (Longa-Metragem), Os Vilões da Disney (Longa-Metragem), Aladdin (Série Animada) e O Point do Mickey.
- Yoda em Star Wars - A Vingança dos Sith e Star Wars (Trilogia Nova).
- Rock Brita / Pedregulho em Os Flintstones Nos Anos Dourados.
- CatDog em CatDog.
- Darwin em Os Thornberrys.
- Cameron Frye (Alan Ruck) em Curtindo a Vida Adoidado.
- Abílio em Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus.
- Emil Antonowsky em Robocop - O Policial do Futuro.
- Jack Tripper (segunda voz) em Um é Pouco - Dois é Bom - Três é Demais.
- Bud Elder (Michael Anderson Jr.) em Os Filhos de Katie Elder.
- Pedro e Lucas em A Pequena Sereia (Longa-Metragem).
- Emil Antonowsky (Paul McCrane) em Robocop - O Policial do Futuro.
- Grifo em Hercules - Série Animada.
- Yoda (Frank Oz) em Star Wars - Episódio III - A Vingança Dos Sith.
- Jonathan (Doug McKeon) em A Primeira Transa de Jonathan.
- Fagin em Oliver e Sua Turma.
- Tigre em Um Conto Americano: Fievel Vai Para o Oeste (Longa-Metragem).
- Piloto (Carl Reindel) em Os Pára-Quedistas Estão Chegando.
- Peter Lorre em Casablanca e O Falcão Maltês.
- Freddie (Denis Green) em O Médico e o Monstro.
- Franck Eggelhoffer (Martin Short) - O Pai da Noiva.
- Rodinha em Carangos e Motocas.
- Edward Simmons "Eddie" (Steve Guttenberg) em Quando os Jovens Se Tornam Adultos.
- Rodney (Chris Rock) em Doutor Dolittle.


** Para relembrarmos Rodney Gomes dublando Robin**



**EPISÓDIO: "PINGUIM, O CANDIDATO"



**EPISÓDIO: "PINGUIM, O EX-CANDIDATO"


**Neste vídeo, um episódio da série Bonanza, no qual Rodney Gomes dublou o ator Michael Landon , também nas temporadas dubladas pela AIC**


** Marco Antônio dos Santos *