17 de setembro de 2010

AS FASES DA DUBLAGEM NO BRASIL



**INTRODUÇÃO**

A história da dublagem no Brasil é muito complexa, devido a enormes lacunas que se apresentam por falta de material fotográfico e, sobretudo, de depoimentos de seus pioneiros e dos inúmeros registros sonoros que foram se deteriorando com o decorrer do tempo, além das redublagens.


Aqui, baseado em tudo aquilo que já pesquisei nesses 22 anos de resgate da dublagem do estúdio AIC, fui remontando um pouco das fases que a dublagem brasileira já atravessou. Sendo assim, traço um painel (ainda que seja puramente a minha observação, através de tudo que já li, pesquisei e conversei com diversos profissionais da área).


1ª FASE (1938 - 1958):
 A FASE ARTESANAL

Wallace Downey, que veio dirigir a gravadora Columbia, se uniu a Adhemar Gonzaga, o proprietário da Cinédia, que estava começando a produzir filmes. Os dois fundaram a Waldow-Cinédia. Mas como Downey não conhecia ninguém no Rio de Janeiro, pois estava mais em São Paulo, e na época, em 1934, Wallace convidou o compositor Braguinha e Alberto Ribeiro, que foi o seu maior parceiro musical, para ajudarem na escolha de elenco para a dublagem dos primeiros desenhos americanos para o Cinema.


**Adhemar Gonzaga**

Em 1938, Downey se separou de Adhemar Gonzaga, e fundou a Sonofilmes ao lado de Alberto Byington Jr., e Braguinha continuou junto a Downey. Foi justamente nesta época que Walt Disney produziu o primeiro desenho animado de longa-metragem sonoro, Branca de Neve e os Sete Anões, uma adaptação da história dos Irmãos Grimm.


Assim, Braguinha que já tinha experiência com Cinema, e naquela época não havia muita gente neste ramo, fez as letras das músicas, orientou toda a dublagem e escolheu todo o elenco. Alguns técnicos americanos ficaram impressionados com o fato de se conseguir fazer isso no Brasil com o equipamento sonoro de que dispúnhamos, pois era tudo muito empírico ainda, até mesmo na gravação de discos. Consta que para fazer eco, tinham que cantar do banheiro. E Branca de Neve... foi um sucesso.


**Braguinha**

Assim, nasce a dublagem brasileira com artistas que trabalhavam no Rádio e cantores de grande sucesso da época, como Carlos Galhardo, Dalva de Oliveira e tantos outros.


Com o desenvolvimento do estúdio de Walt Disney, outros longas foram chegando: Cinderela, A Bela Adormecida, etc, e já na década de 1950, o estúdio era denominado Cinelab, mas que consistia basicamente na dublagem de desenhos para o Cinema, com arranjos musicais apropriados à língua portuguesa. Muitos dubladores ainda não tinham a noção de que estavam fazendo era um grande trabalho artístico: dublagem!!


Dessa fase, já surgem nomes como Magalhães Graça e Joaquim Luiz Motta que, futuramente, iriam para a dublagem de produções para a televisão.


2ª FASE (1958 - 1967): 
A FASE RADIOFÔNICA

A televisão brasileira inicia suas atividades em 18 de setembro de 1950. No início, sua programação era muito restrita a programas ao vivo, suas transmissões começavam por volta das 17h. e ainda muitos brasileiros desconheciam totalmente esse novo veículo, ainda o Rádio reinava plenamente nos lares brasileiros com muitos programas humorísticos, radionovelas, programas de auditório, etc.


Durante a década, a televisão começa a ocupar cada vez mais o espaço e já as emissoras que haviam na época necessitam ampliar a sua grade de programação. Assim, entram mais filmes americanos, mas legendados e para o público infantil: desenhos.


A Maristela Filmes que não conseguira trilhar o caminho da Vera Cruz, abre suas portas para esse novo horizonte que surgia, fundando em 1958 o estúdio Gravasom na cidade de São Paulo, ainda somente dublando alguns desenhos e séries juvenis. Em 1960, o estúdio Herbert Richers, que se dedicava à produção de filmes, também inicia as suas atividades na dublagem. No mesmo ano, surgia o estúdio CineCastro, o qual trouxe uma qualidade excelente às dublagens realizadas na época.



O ano de 1961 talvez seja considerado como o nascimento oficial da dublagem no Brasil, vindo de uma lei, assinada pelo Presidente Jânio Quadros, onde desapareceriam de vez as legendas brancas nos televisores ainda em preto e branco, dando espaço para a dublagem definitivamente.

Nesse período, já havia também a Ibrasom em São Paulo e a Riosom. Mas quem seriam os dubladores ?
Tanto os estúdios de São Paulo como os do Rio de Janeiro foram buscar os humoristas e radioatores pela experiência na interpretação com a voz.



Duas fontes de onde viriam diversos dubladores: a Rádio São Paulo e a Rádio Nacional no Rio de Janeiro.
Entretanto, devido ao fato das emissoras serem praticamente só de São Paulo, o estúdio Gravasom e a Ibrasom possuíam um volume muito maior de filmes e séries de tv para dublarem.

Assim, Mário Audrá vê a necessidade de um estúdio que operasse em grande produção e com equipamentos e elenco de vozes mais elaborados. Wolner Camargo, que possuía uma longa carreira também no Rádio, como locutor esportivo e radioator, é convidado a ser o Diretor Artístico da nova empresa.


**Mário Audrá**

 Nasce assim a Arte Industrial Cinematográfica São Paulo, em meados de 1962 com 4 estúdios em pleno funcionamento. A idéia de Wolner Camargo era fazer uma dublagem mais artística, porém com o rítmo de uma indústria, pois o volume de produções aumentava dia a dia. São convidados diversos radioatores e artistas de Rádio, sobretudo, da Rádio São Paulo.


A dublagem dos primeiros anos, não só da AIC, mas também a de outros estúdios , é fortemente influenciada pela radionovela, algo natural, pois ninguém sabia exatamente o que era essa nova carreira chamada dublador, assim a interpretação dos primeiros anos nos dão uma qualidade impressionante, porém ainda com muita influência da radionovela.


Por volta de 1967, a televisão brasileira já produzia muitas novelas e foram surgindo outros artistas oriundos dela. A dublagem , nessa época, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro vai ganhando novos talentos e a dublagem segue um novo rumo, deixando a influência radiofônica e produzindo uma dublagem de alta qualidade, na qual o dublador se aproxima muito mais do som original e, muitas vezes, até valorizando mais a interpretação do ator americano.
Cito o ano de 1967, pois é aquele que percebi maiores alterações de elenco dos estúdios e os registros sonoros começam a ser diferentes.


Já nessa data tínhamos em São Paulo a AIC, que já havia adquirido a Ibrasom, e a Odil Fono Brasil. No Rio de Janeiro, além da Herbert Richers, havia a Dublasom Guanabara, Riosom, CineCastro, e a TV Cinesom, porém ainda a AIC predominava sobre todas as demais.


3ª FASE (1967 - 1977):
 O PRIMEIRO APOGEU DA DUBLAGEM

Nesses dez anos, houve grandes modificações. O predomínio da AIC começa a ser abalado por volta de 1971, devido a sua situação financeira vai perdendo espaço, dubladores se transferem para o Rio de Janeiro, outros procuram a tv e a concorrência fica maior com o surgimento do estúdio Álamo em São Paulo, além da Herbert Richers já a partir de 1970 seguir o mesmo caminho que a AIC realizara anos atrás.


Alguns pequenos estúdios já haviam desaparecido (Riosom, Dublasom Guanabara, TV Cinesom) e a Herbert Richers, possuía o privilégio de estar localizada no Rio de Janeiro, cidade para onde o núcleo da televisão brasileira se transferiu com o crescimento da Rede Globo.


Assim, na década de 1970, a dublagem em São Paulo fica cada vez mais restrita, mesmo com o encerramento da AIC, o novo estúdio BKS e a Álamo não conseguiam concorrer com a Herbert Richers e até outros estúdios menores do Rio de Janeiro, mas a dublagem realizada por quaisquer desses estúdios, é considerada de uma qualidade extraordinária, ou seja, as sementes lançadas no final da década de 1960 pela AIC na dublagem deram resultado para todos os estúdios.


E os dubladores ? O ano de 1977 é marcado pela greve da categoria de ambas as cidades. Até hoje, muitos direitos não são sequer mencionados, mas o pagamento da dublagem passa a ser por hora e não mais por "anel" dublado ou "loop" (pequenas cenas cortadas para a dublagem).


4ª FASE (1977 - 2000):
 O SEGUNDO APOGEU DA DUBLAGEM

Mesmo não tendo obtido tudo a que teriam direito, mesmo com algumas perseguições a alguns dubladores após a greve, cada vez mais a dublagem brasileira ganha espaço na televisão. Os estúdios BKS e Álamo iniciam realizações primorosas em filmes e animes durante toda a década de 1980, atraindo para São Paulo novos profissionais e muitos que haviam iniciado na AIC, agora já como grandes diretores de dublagem. Nessa mesma década, surgem outros estúdios como, por exemplo, Maga, S&C Produções Artísticas e Megasom.


No Rio de Janeiro, a Herbert Richers continua com pleno domínio e tendo também um excelente elenco de vozes, muitas ainda da década de 1960 e alguns da antiga AIC.


Essa fase é marcada por uma diversidade de dubladores e com grande qualidade artística. Ainda tínhamos os talentos dos mais experientes e novas descobertas na dublagem.


Aqui, ressaltamos que tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, ainda persistia a qualidade na dublagem e com profissionais excelentes. Assim , houve na década de 1980 um volume estrondoso de dublagens para filmes, séries de tv, animes e desenhos que deixaram saudades para muitos, assim como as dublagens da AIC deixaram.


Por incrível que pareça, mesmo com pouco tempo, já houve perda de algumas dublagens, seja de forma parcial ou total, além do fato de terem desaparecido das versões para dvds, principalmente os filmes.


5ª FASE (2000 em diante...): CAMINHOS INCERTOS DA DUBLAGEM

A partir de meados da década de 1990, a tecnologia chega rapidamente e a dublagem passa a ser mais rápida, apenas um dublador com o diretor ficam no estúdio para a gravação. Se perde totalmente o feedback dos companheiros de bancada. Além desse fato, o poder econômico das distribuidoras se sobrepõe e domina completamente os estúdios, ditando quais dubladores desejam e quais não admitem.


Há o falecimento de diversos profissionais que deixaram um enorme legado, tanto de São Paulo como do Rio de Janeiro e surgem diversos estúdios de dublagem em ambas cidades aumentando a concorrência, onde hipoteticamente o dublador teria mais campo de trabalho, mas fica aprisionado ao poder econômico das distribuidoras e de proprietários de estúdios de dublagem.


Nesses 20 anos, desaparecem estúdios como VTI Rio e as tradicionais Herbert Richers e Álamo. Surgem novos, alguns trazendo embutido cursos para novos dubladores, a fim de uma revitalização de vozes e descobrir talentos.


Entretanto, atualmente, vemos cada vez mais uma dublagem inexpressiva, seca, sem interpretação, prevalecendo a sincronia labial, como se alguns profissionais apenas estivessem lendo a sua fala.


Evidentemente, há exceções de jovens dubladores com excelente qualidade, mas a palavra já diz tudo "EXCEÇÕES", algo que no passado era "REGRA GERAL".


A dublagem brasileira é considerada a melhor do mundo, mas praticamente só concorremos com a dublagem em espanhol, realizada no México para todos os países da mesma língua na América Latina, pois na Europa poucos países utilizam a dublagem da mesma forma que nós.


Assim, resta uma grande inquietação e uma pergunta: qual será o futuro da dublagem no Brasil ?? 




** ESTÚDIOS DE DUBLAGEM EM SÃO PAULO**




Gravasom - Primeiro estúdio de dublagem em São Paulo, inaugurado em 1958, se transformou em AIC em 1962.


IBRASOM - Estúdio de propriedade de americanos, inaugurado em 1959, concorria diretamente com a AIC, a qual o adquiriu em 1966.


AIC (Arte Industrial Cinematográfica) - Oriunda do estúdio Gravasom, foi fundada em 1962, tendo cerca de 80% do mercado da dublagem na década de 1960, devido aos excelentes trabalhos que realizou. A partir de 1971 entrou numa grave crise econômica, falindo em 1976, sendo adquirida pelos proprietários do estúdio BKS.



CineCastro - Sede São Paulo (de 1971 a 1973).


Gota Mágica (Início da década de 1990, até Setembro de 1999).




Marshmellow (de 1990 até hoje).



Mastersound (desde 1990, trabalhou com parceria com a Telecine do Rio, que não utilizava mais seu nome, e sim creditava o nome da Mastersound de São Paulo).


Sigma (desde 1989, dublava para a Cultura, era a principal a dublar para a Disney na época de sua fundação).


Clone (fundada em 1996, em especial dubla para o Discovery Channel, Animal Planet, People And Arts e outros, alem de filmes e séries).


Centauro (a empresa é colombiana, começou em Bogotá em 1985. Abriu uma sede em São Paulo em 1995).


Parisi Vídeo (início dos anos 2000, empresa do José Parisi Jr., encerrou as atividades em 2004).


Dublavídeo (inicio da década de 1990, empresa do dublador e diretor João Francisco).

Com-Arte (empresa que foi fundada no final da década de 1970 dentro dos estúdios Silvio Santos, durou pouco tempo).


Elenco (empresa que veio depois da Com-Arte também nos estúdios Silvio Santos, permaneceu pouco tempo também).


Maga (iniciada por volta de 1983/84 nos estúdios do Sbt.Por volta de 1988 se transferiu para a Marshmellow, e usava a narração da empresa.Durou até 1995, com a morte de Marcelo Gastaldi, o dono e fundador da empresa).


Voxmundi (Fundada em 2000, dubla principalmente séries para canais como Discovery, NetGeo e etc...)


S&C (S&C Produções Artisticas), estúdio da década de 1980 que faliu por volta de 1989, dublava muitos filmes e outros gêneros para os estúdios Disney. Em 1989 o prédio da empresa foi comprado pela Sigma, onde é até hoje).



Megassom (estúdio que iniciou em meados da década dede 1980, faliu por volta de 1993).



Dpn - Santos (iniciou em Santos em final da década de 1990.Transferiu-se pra São Paulo em meados de 2000.Narra e dubla principalmente para o Discovery Channel, National Geography, Discovery Kids, Animal Planet, Discovery Health, People And Arts e outros).



Álamo (A maior empresa de dublagem de São Paulo, e uma das maiores do país. Fundada em outubro de 1972 pelo técnico de som inglês, Michael Stoll. Dublou muitos filmes, séries de tv, desenhos, animes e séries japonesas, principalmente na década de 1980. Encerrou as suas atividades em maio de 2011).



BKS (um dos estúdios com maior investimento na tecnologia, adquiriu a antiga AIC e sua sede continua sendo no mesmo local desde 1976).



CBS (É um estúdio relativamente novo que está tendo grande notabilidade atualmente. Foi fundado no início dos anos de 2000 com o nome de Dublart.Em 2008 um sócio saiu da empresa, e ela mudou o nome para CBS).



Stúdios Gábia (Fundado em meado dos anos 2000, é um estúdio novo, fundado por Marcos Gábia, e aos poucos está ganhando notabilidade na dublagem).



Windstar (Empresa de Emerson Camargo fundada em 1983, que dublou algumas coisas para a Tv na época, mais logo depois dedicou-se apenas a ideia original, narração de filmes e vídeos didáticos e vídeos empresariais de treinamento.A empresa existe até hoje).



DuBrasil (Fundada em fevereiro de 2000 por Hermes Baroli e sua mãe Zodja Pereira).


** ESTÚDIOS DE DUBLAGEM NO RIO DE JANEIRO **



Herbert Richers (começou em 1950, em 1960 começou com dublagem, foi a maior empresa do país, tendo sido a principal nas décadas de 1970 e 1980, dublando filmes, séries e desenhos clássicos que marcaram a história da tv no páis. Faliu em 2010).


CineCastro (iniciou em 1960, fundada por Aloísio Leite Garcia, em 1973 foi vendida para Paulo Amaral, e em 1974 mudou o nome para Televox, vindo a falir em 1975).


Telecine (fundada em 1976 por Spyros Saliveros e Alberto Elias, mixador e técnico de som da antiga Cinecastro / Televox, foi quase uma continuação da Cinecastro, muito profissionais da empresa foram para lá.Também trabalhou para o Cinema Nacional e para Documentários Para Tv. No início de 1990 trabalhou em parceria com a Mastersound de São Paulo, dublando na empresa e creditado como Mastersound, foi a pioneira em fazer dublagens mistas Rio / São Paulo. Encerrou as suas atividades em 2006).


Audio News (empresa fundada no início da década de 1990 por Ricardo Ribeiro e seu sobrinho Marco Ribeiro. Ficou muito conhecida por ter dublado o anime Yu Yu Hakusho, e a partir disso, teve notabilidade no meio).



VTI (fundada em 1950 por Victor Berbara trabalhando no ambiente publicitário. A partir de 1960 Victor fundou a Network, que foi a distribuidora da Abc Filmes, distribuindo várias séries de sucesso para serem dubladas no Rio. No final da década de 1980, Victor fundou a VTI Rio, só para dublagem. Encerrou as suas atividades em 2008).


Delart (Fundada pelo Técnico de Som do Cinema e Dublagem Brasileira, Carlos De La Riva, na década de 1980. Hoje é uma das maiores empresas do Brasil, e a principal em dublagens de filmes para a tv e o cinema).


Wan Macher (Iniciou em final da década de 1990. Hoje é a principal empresa de dublagem do país, sendo a primeira em dublagem de séries, dubla para a Fox, Tnt, Cartoon Network, Boomerang, Nickelodeon, Wanner e outros. O diretor principal da empresa é Luis Manuel).


Som de Vera Cruz (Começou no Inicío dos anos 2000.Empresa do narrador e dublador Jorgeh Ramos, é responsável por muitos desenhos para o Cartoon Network).


Sérgio Moreno Filmes (estúdio fundado pelo dublador Sérgio Moreno, com sede no Rio e filial em São Paulo).


Double Sound (começou em 1996, dublava no início para os estúdios Disney, hoje dubla também para a Dreamsworks, Paramount, Warner, Fox, Universal, Mgm, e é especializada principalmente em dublar animações).


Audio Corp (fundado por Gil Monteaux, que integrou a área administrativa da Herbert Richers, em 2002).


Cinevídeo (No início da década de 1990, Alberto Elias fundou a Cinevídeo, empresa que hoje é gerenciada pelos seus filhos.Fez muitos trabalhos, principalmente desenhos a partir de 1996 para o Cartoon Network, dublou 80% do que foi para o canal, e se especializou nisso).


Peri Filmes (Criada na década de 1970, foi uma notável empresa, que fechou as portas em meados da década de 1980. Possuía uma sonoplastia incrível para a época).


Dublasom Guanabara (empresa criada no início da década de 1960 por Ribeiro Santos e um amigo. Fechou as portas por volta de 1970).


Riosom (empresa que iniciou por volta de 1960 e durou poucos anos).


Tv Cinesom (empresa iniciou em 1963, dublou até início de 1971, quando encerrou as suas atividades).


Lypsync (Criado pelo ex-coordenador nacional de jornalismo do Sbt, Marcio Moron, o narrador Nano Filho e o dublador paulista Eduardo Camarão em Outubro de 2000).


** Marco Antônio dos Santos **>

5 comentários:

DANTE TV NETWORKING disse...

A MELHOR E MAIS BEM ESCLARECEDORA MATÉRIA SOBRE DUBLAGEM JÀ FEITA OU QUE JÁ LÍ. PENA AS EMISSORAS DE TV ABERTAS NÃO TEREM FEITO ATÉ HOJE UM MATERIAL ASSIM. E HERBERT RICHERS É SEM PALAVRAS O JEITO DE EXPRESSAR O DESAPARECIMENTO DESTE MITO QUE MARCOU NOSSAS VIDAS TAMBÉM. NÃO ENTENDO POR QUE QUASE NADA FOI DITO NA IMPRENSA Á RESPEITO. MAS PELO MENOS QUANDO O JÁ SAUDOSO HERBERT RICHARS FALECEU, A IMPRENSA NOTICIOU.

carlosamorimadv disse...

Parabens Marco Antonio pela materia.
Gostaria de acrescentar que nos anos 70, na TVS (atual SBT), com o fim da greve, foram criadas duas cooperativas: Con-Art em SP, prestando serviços para a TVS e Combate no RJ, trabalhando nos estudios da Telecine.
Com o fim da Con-Art surgiram duas prestadoras na TVS: Elenco (de Felipe Dinardo) e Maga (do Marcelo Gastaldi).
Ambas trabalharam simultaneamente na TVS.
Parabéns e conte comigo neste trabalho maravilhoso.

carlosamorimadv disse...

Comentário 2
Com o devido respeito, venho acrescentar que nos anos 90 a dublagem em SP viveu outro apogeu, comparavel ao apogeu da AIC no final dos anos 70.
Megasom foi equiparada ao ritmo que a AIC tinha, tanto que fz inumeros investimentos, os quais não foram pagos pela alta do dolar que encareceu varios equipamentos.
Muitos dubladores falam desta época como um novo boom.
Parabéns novamente e conte comigo.
Carlos Amorim

Diego DeBritto disse...

Lembrando também que o estúdio DPN Santos, um estúdio de dublagem dos melhores que há no Brasil, não "transferiu-se" propriamente para a cidade de São Paulo: o DPN Santos ainda localiza-se no bairro santista do Gonzaga - no qual foi fundado em março de 1995 -, e uma filial do mesmo estúdio surgiu mais tarde na capital do estado!

HLP. Cinéfilos Colecionador disse...

Parabéns pela pesquisa e pela postagem!!!

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