30 de outubro de 2009

MEMÓRIA AIC (03): OS MONKEES




The Monkees era uma série de TV no formato de uma sitcom criada aproveitando o momento histórico e o sucesso que a banda inglesa “The Beatles”, que estourava nos Estados Unidos e fazia sucesso no mundo inteiro. Em vista disso, alguns produtores resolveram produzir um seriado para a televisão que pudesse ao mesmo tempo dar entretenimento e difundir as músicas de uma banda, ainda a ser formada.

Finalmente, chegaram a quatro perfis diferentes compostos por Mike Nesmith, que além de músico era um ótimo compositor, Peter Tork que conseguia tocar vários instrumentos, Davy Jones que já fazia parte do elenco de atores do estúdio e Micky Dolenz, que possui um bom timbre para vocal, além de já ter sido ator quando criança, estrelando a série “O Menino do Circo” e filho de um famoso ator.



Aos poucos, a série foi ganhando respeito e os resultados começaram a aparecer. Suas músicas começaram a ser aclamadas pelo público, assim como os episódios da série que passaram a agradar a todos, devido a sua ingenuidade, juntamente com as suas maluquices, bem ao estilo dos anos 70, com um humor leve e gostoso. O grupo fazia várias turnês e concertos a cada lançamento de um novo disco, angariando ainda mais o número de fãs.

Com o passar do tempo, Mike e Peter resolveram deixar a banda e seguir seus próprios caminhos e foram substituídos pela dupla Boyce & Hart. Pouco tempo depois Peter retornou, mas Mike seguiu seu caminho solo e obteve um grande sucesso dentro da música country. O espetáculo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela rede NBC, entre 12 de setembro de 1965 a 19 de agosto de 1968, num total de 58 episódios. Oficialmente a banda acabou em 1971.



Os Monkees estreou em São Paulo pela TV Excelsior em março de 1967.
Era exibido às terças feiras, 20h30. Em 1968, já em reprise, passou a fazer parte da programação vespertina da emissora aos domingos.

Depois disso, a série saiu do ar, só voltando em 1971 na TV Globo, que a exibiu durante um ano, até 1972, no período da tarde. A Globo ainda retornou com Os Moonkees por um curto período, em 1975, exibindo a série na hora do almoço, no Globo Cor Especial.

Em 1977, por um curto espaço de tempo, a Bandeirantes chegou a reprisar a série, também no período da tarde.

A série só retornaria em 1990/91 pelo canal a cabo Multishow, porém totalmente legendada.


Os Monkees teve somente as duas primeiras temporadas dubladas pela AIC.



A dublagem de Os Monkees foi realizada pela AIC, e foram escolhidos quatro jovens dubladores:


Davy (Davy Jones): Ézio Ramos.

Micky (Micky Dolenz): Olney Cazarré.

Mike (Michael Nesmith): Osmar Prado (1ª voz) e Marcelo Gastaldi (2ª voz).

Peter (Peter Tork): Orlando Viggiani.

Mesmo sendo jovens dubladores, deram o tom certo de comédia e do estilo dos jovens daquela época. Infelizmente, todos já faleceram, com exceção de Osmar Prado e Orlando Viggiani.


**Vamos rever um trecho de OS MONKEES**
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** Marco Antônio dos Santos **

28 de outubro de 2009

DUBLADOR EM FOCO (71): JOÃO ÂNGELO



João Ângelo foi mais um extraordinário dublador que pisou nos estúdios da AIC.
Infelizmente, há anos procuramos a sua biografia antes de iniciar na dublagem, mas tivemos a oportunidade de entrevistá-lo. Àqueles que se interessarem, a entrevista está postada neste blog.

Pelos registros sonoros, João Ângelo ingressou na AIC por volta de 1967, ano de muitas alterações de dubladores, conforme já comentamos neste blog.

A sua voz e interpretação nos deixam muitas saudades das séries de tv que assistíamos. Ele conseguia ser um terrível mal-feitor, um fora da lei, impiedoso. Em outra séries a comédia era o seu forte como em A Feiticeira(Dr. Bombay) e Jeannie é um Gênio (general Schaefer).

Há dois trabalhos realizados pelos quais é muito lembrado: a 2ª voz do Dr. McCoy em Jornada nas Estrelas (2ª e 3ª temporadas) e o co-piloto Dan da série Terra de Gigantes.


Muito curioso, que em todos os seus trabalhos a voz era a mesma, mas parecia outro dublador, tamanha integração com o personagem. Sem dúvida, as saudades são bem grandes pela dublagem que realizou em Jornada nas Estrelas, dando um tratamento diferenciado, irônico, algumas vezes em suas discussões com o sr.Spock. Repitimos aqui, o absurdo imperdoável da perda dessa dublagem.


Depois, com o declínio da AIC, ainda verificamos João Ângelo em programas educativos pela TV Cultura de São Paulo e citam uma novela (embora a revista não cite o título) que teria feito um pequeno personagem na extinta TV Tupi no início da década de 1970.

Relacionamos aqui seus personagens fixos em séries de tv, mas lembrando que também participou de dezenas de filmes.

Personagens fixos em séries de tv:

*Dr. McCoy em Jornada nas Estrelas (2ª e 3ª temporadas)**

*Murdoch Lancer (2ª voz), substituindo Carlos Alberto Vaccari**

*Dr. Bombay na série A Feiticeira*

*General Schaeffar na série Jeannie é um Gênio**

*Co-piloto Dan na série Terra de Gigantes**

Como convidados em séries: Daniel Boone, Viagem ao Fundo do Mar, Perdidos no Espaço, etc

Há um período, década de 1970, da qual não conseguimos apurar nada! Mas João Ângelo retornou para a dublagem com as séries japonesas e animes, já em meados da década de 1980.

Dublou:

*Hennya em Samurai X**

*Dominantes em SpectremanCicrano na "Parada"

Atualmente, segundo consta, participa como diretor de dublagem no estúdio Dublavídeo.


**Um trecho do 1º episódio da série Terra de Gigantes, onde dubla o co-piloto Dan: uma marcante dublagem nesta série**
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**Aqui, João Ângelo dubla o personagem Dr. McCoy de Jornada nas Estrelas**
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João Ângelo, um nome que deveria constar na categoria de excelente artista brasileiro, porém aqueles que conhecem o seu trabalho, reconhecem o mérito.

**Marco Antônio dos Santos**

25 de outubro de 2009

DUBLADOR EM FOCO (70): DRÁUSIO DE OLIVEIRA



Dráusio de Oliveira é mais um nome marcante da AIC e, atualmente, na dublagem.

 
Segundo informações, fornecidas por ele próprio, seu início foi logo que a AIC efetivamente ganhou o mercado da dublagem.

Em nossos arquivos sonoros, encontramos pontas nos desenhos Os Flintstones, Os Jetsons e Jonny Quest. Entre 1962 e 1965, praticamente só dublava muitas pontas nas séries de tv, filmes e desenhos. Entretanto, fez participações muito marcantes como na série Jornada nas Estrelas.

Mas surge a série Jeannie é Gênio e Dráusio ganha o personagem Major Healey. Uma fantástica interpretação para comédia ao lado de um elenco excelente: Líria Marçal, Flávio Galvão, Xandó Batista, etc.


**Major Healey em Jeannie é um Gênio, dublagem primorosa**

Aqui temos uma declaração de Dráusio de Oliveira sobre o personagem Major Healey:

"Olha, foi muito interessante. Era divertido, existia muita afinidade entre eu e o restante do elenco. Dessa forma, a interpretação tinha um ganho - às vezes uma piada que era traduzida ao pé da letra e ficava ruim era adaptada ali na hora. Então, um improvisava a piada e outro a resposta. E tinha que ser desse jeito, pois era uma comédia. Esse trabalho me marcou muito".

 Fonte: Henshin

Em 1968/69 surge um outro personagem fixo que fez enorme sucesso, aqui já no gênero ficção científica: capitão Burton da série Terra de Gigantes. Nessa época também já exercia a direção de dublagem em algumas ocasiões.


**Capitão Burton em Terra de Gigantes**

Mas, os seus personagens como convidados especiais em séries de tv sempre foram inesquecíceis, até pelo tom assustador, quando necessário, ou pela interpretação realizada.

Relacionamos:

*alienígena no episódio "Invasores da 5ª dimensão" na 1ª temporada de Perdidos no Espaço.**

*alienígena no episódio "O Homem Sombra" na 3ª temporada de Viagem ao Fundo do Mar.**

*um japonês desequilibrado no episódio "A Morte é um jogo" na série O Túnel do Tempo.**

*participou de dois episódios da 1ª temporada de Jornada nas Estrelas: "As Selvagens", onde dubla o capitão Pike e no episódio "O Senhor de Gothos".

*Participou das séries Super Vicki e The Nanny e, atualmente, é diretor do estúdio Centauro em São Paulo.



*** Na série A Caldeira do Diabo, Peyton Place, Dráusio de Oliveira dublando um promotor de Justiça ao lado de Elaine Cristina:
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**Na série Jeannie é um Gênio, dublando o Major Healey:
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**Na série Terra de Gigantes, dublando o capitão Burton:
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**Marco Antônio dos Santos**

23 de outubro de 2009

DUBLADOR EM FOCO (69): FRANCISCO JOSÉ


Francisco José Correa nasceu em agosto de 1940. Ainda bem jovem a carreira artística estava florecendo e procurou diversos caminhos para ser ator. Sua chance maior para a televisão viria com o seriado Águias de Fogo, uma produção de Ary Fernandes, o mesmo produtor de O Vigilante Rodoviário. Apesar de não obter o mesmo sucesso que o seriado anterior, o jovem ator começava a se dar conta da sua correta escolha para a carreira.


Águias de Fogo necessitava ter um acabamento sonoro na AIC. Ainda precariamente, eram quase impossíveis de realizar externas com o som direto. Assim, os atores eram chamados para dublarem seus próprios personagens. Na época, segundo consta, Garcia Neto era o responsável, como diretor para a dublagem, e ocorre um fato curioso: apesar do empenho de Francisco José, ele foi aconselhado pelo diretor a que nunca tentasse a carreira de dublador, pois ele tinha vontade, mas não conseguiria transpor as suas dificuldades.

O tempo passou e Garcia Neto se afastou por um período da AIC. Nessa mesma época, a AIC estava procurando novas vozes e Francisco José inicia dublando pequenas pontas e depois personagens convidados em séries e em filmes. Há diversas participações nas séries Daniel Boone, Terra de Gigantes, Lancer, etc.

Um dia, houve a necessidade de escolher uma outra voz fixa para o personagem Chefe Sharkey da série Viagem ao Fundo do Mar na 4ª temporada, e Dráusio de Oliveira o escalou para este personagem. Desta feita, Francisco José fora escolhido e teve seu primeiro personagem fixo.
Ao reencontrar Garcia Neto, este se divirtia muito com o fato, pois viu que a persistência do jovem dublador demonstrava que ele teria carreira.



**A 4ª voz do personagem Chefe Sharkey na série Viagem ao Fundo do Mar**


E assim a carreira de Francisco José foi se desenrolando. Uma vez com as atividades encerradas da AIC, dubla e dirige no estúdio Álamo e, no início da década de 1980 se transfere para o Rio de Janeiro.

Dublou e dirigiu dublagem durante muitos anos no estúdio Herbert Richers, passando também pela VTI Rio, onde foi o diretor que escalou os dubladores da série Arquivo X e Os Novos Intocáveis.

No Rio de Janeiro, dublou milhares de convidados em séries, filmes e desenhos. Um de seus personagens mais conhecidos foi Pantro em Thundercats. Mas houve All, a imagem virtual que auxiliava o Dr. Becket na série Contratempos. Já, tendo sido exibida apenas pela tv a cabo, dublou o chefe de polícia da série Lei e Ordem. Um de seus últimos trabalhos foi dublar o mesmo chefe de polícia, cujo personagem foi transferido para a série Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especias.




**O personagem All, amigo do Dr. Sam Backet na série Contratempos**


Entretanto, atualmente não estamos ouvindo a sua dublagem, visto que por defender os seus direitos como dublador, não somente os seus , mas também os da classe, foi afastado da dublagem e segue com outro tipo de atividade artística.

Francisco José foi mais um dublador que deu os primeiros passos na AIC e fez uma excelente carreira. Infelizmente, a história de um profissional não é mais levada em conta, somente outros interesses mais escusos!



** AQUI, UM VÍDEO COM UM TRECHO DA SÉRIE DANIEL BOONE, NO QUAL FRANCISCO JOSÉ DUBLA O PERSONAGEM QUE É BALEADO POR REBECA BOONE. FRANCISCO JOSÉ AINDA NO INÍCIO DA CARREIRA DE DUBLADOR NA AIC: 
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**NESTE OUTRO VÍDEO, FRANCISCO JOSÉ DUBLA UM ALIENÍGENA NA SÉRIE JORNADA NAS ESTRELAS:
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**Marco Antônio dos Santos**

22 de outubro de 2009

A DUBLAGEM DO FILME "SINDICATO DE LADRÕES"




Premiado com Oscars de melhor filme, roteiro, direção, fotografia, direção de arte, ator (Brando) e atriz coadjuvante (Eva Marie Saint). Foi indicado a música, coadjuvantes (Lee J. Cobb, Karl Malden e Rod Steiger). O dramaturgo Arthur Miller se recusou a continuar participando do roteiro, porque brigou com o diretor Kazan quando este delatou seus ex-colegas de Partido Comunista perante a comissão de Inquérito do Congresso Schulberg.


 O roteirista também foi um dos que delatou os amigos. Por isso, o filme é considerado uma justificativa da delação e, a principio o próprio Brando não quis fazer o papel (e só aceitou porque Kazan foi seu descobridor e já tinham feito duas filmes juntos).

**Lee J. Cobb**

A maior parte dos personagens foi inspirada em pessoas reais: Brando em Anthony Di Vicenzo, Malden no padre John M Corrigan e Lee J. Cobb no gangster Albert Anastasia. Muitos estivadores de verdade trabalharam como figurantes. Foi a estréia de Eva Marie Saint, além de ter sido a primeira trilha musical composta para o cinema do maestro Leonard Bernstein.

Por mais que se admire o diretor Kazan, não há como negar que aqui ele faz uma justificativa ou apologia da delação. Sua inegável importância é mais devido ao fato de que ele teve grande influência no estilo de representar de toda uma geração, influenciada pelo chamado o "Método" de representação do Actor´s Studio. Foi um filme pesquisado, baseado numa série de reportagens e o autor fez um roteiro exemplar, ficando num meio termo entre documentário e romance.
 É um filme de denúncia onde certas cenas são admiráveis, assim como a fotografia de Kauffman , em especial na fuga noturna.

**A DUBLAGEM**

A dublagem realizada pela AIC é extraordinária, todos os dubladores participam no mesmo nível
de interpretação, dando ao filme uma característica mais contundente. Borges de Barros foi perfeito para dublar Lee J. Cobb. Mais uma dublagem digna de méritos, assim como Ézio Ramos.
Merecem destaque também as dublagens exemplares de Francisco José e Lucy Guimarães.


*Marlon Brando e Eva Marie Saint*




**ELENCO / PERSONAGENS / DUBLADORES** 


Marlon Brando (Terry Malloy): Ézio Ramos.  

Lee J. Cobb (Johnny Friendly): Borges de Barros.

Karl Malden (Padre Barry): Waldyr Guedes.

Rod Steiger (Charley Malloy): Francisco José.

Eva Marie Saint (Edie Doyle): Lucy Guimarães.

Leif Erickson (Glover): Francisco Borges.

James Westerfield (Big Mac): Carlos Leão.

Pat Henning (Timothy J ‘Nocaute’ Dugan): Gilberto Baroli.

Tami Mauriello (Tullio): José Soares.


Outras Vozes: Carlos Campanile, João Paulo Ramalho, Isaura Gomes.



**Karl Malden**




**Este filme já está disponível em DVD, porém, infelizmente, não traz a dublagem da AIC.


**Vamos relembrar a dublagam do estúdio AIC para o filme Sindicato de Ladrões**


**VÍDEO 1: Ézio Ramos e Lucy Guimarães
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**Vídeo 2: Waldyr Guedes e Ézio Ramos
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**Vídeo 3: Borges de Barros dublando Lee J. Cobb
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**Marco Antônio dos Santos**

21 de outubro de 2009

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (03): JONNY QUEST




É um tanto comum encontrarmos substituições de dubladores, por diferentes razões: séries ou desenhos com muitas temporadas, dubladores que obtiveram um convite para participar em teatro, tv ou cinema.


Jonny Quest, produção de Hanna Barbera (1964-1965), teve apenas 26 episódios, os quais foram dublados no final do ano de 1965 e início de 1966. A escalação do elenco ficou com Amaury Costa, um diretor que primou com este trabalho.


Na realidade, Jonny Quest revolucionava a televisão na época. Um desenho repleto de aventuras para crianças e pré-adolescentes. Seus produtores se inspiraram nos quadrinhos de gibis. A produção do desenho ficou caríssima, pois cada episódio, todos os desenhos que funcionavam como cenários, necessitavam ser totalmente alterados. Os aviões, carros, pessoas tinham sombras.


 Muito diferente das produções anteriores de Hanna Barbera como Os Flintstones, Os Jetsons e Manda-Chuva, onde o personagem corria e o cenário de fundo era sempre o mesmo. Os mesmos cenários poderiam ser utilizados em diversos episódios.
 Em Jonny Quest isso era impossível e, apesar do enorme sucesso, o custo da produção não permitiu, na época, mais uma temporada.





A dublagem brasileira da AIC foi uma das mais bem cuidadas para um novo estilo de desenho.

Amaury Costa escalou:

*Rafael Cortez Neto para Jonny Quest.
 *Olney Cazarré para Hadji.
 *Dênis Carvalho para Roger Bannon.
 *Dr. Quest ficou com o próprio Amaury Costa.
 *A narração de abertura com Ibrahim Barchini.



   
O mais curioso da dublagem é que ela trouxe praticamente os mesmos dubladores, dublando os convidados, mas houve o cuidado de em um episódio ser o vilão e, em outro, ser um cientista, um policial, etc. O que gerou a impressão de que houve diversos dubladores participando.


Analisando os episódios, relacionamos os dubladores que atuaram nesse desenho, ora do lado do Mal, ora do Bem. São eles: Waldyr Guedes, Antônio de Freitas, Luíz Orioni, Luíz Pini, Older Cazarré, Batista Linardi, Magda Medeiros, Magno Marino, Dráusio de Oliveira e, principalmente, Samuel Lobo.


**SAMUEL LOBO, TRADUTOR E DUBLADOR**


Samuel Lobo era tradutor, porém ficou conhecidíssimo ao dublar Curly em Os 3 Patetas. Aparentemente só teria feito algumas pontas em filmes, mas em Jonny Quest participa de quase todos os episódios, dublando vilões terríveis, serviçais apavorados, chefes de polícia, etc.


Neste desenho, Samuel Lobo demonstra uma capacidade fantástica para a elaboração de diferentes vozes. Este blog já abordou o seu trabalho em "Dublador em Foco (11): Samuel Lobo", no dia 11/09/2008, aqueles que quiserem maiores informações poderão pesquisar.


Assim, Jonny Quest é uma obraprima em animação, pois muitos americanos cartunistas foram influenciados pelo desenho, e também pela dublagem uniforme, comedida, adequada para um desenho de aventuras, um produto totalmente diverso dos demais desenhos, o qual foi esplendidamente dublado pela AIC e, nos registra as diversas facetas que Samuel Lobo produzia.


**VAMOS REVER EPISÓDIOS DE JONNY QUEST**


**EPISÓDIO: "AVENTURA NA GELEIRA"**
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**EPISÓDIO: "A ILHA DO TERROR" **
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**EPISÓDIO: "O ABOMINÁVEL HOMEM DA NEVE" **
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**Marco Antônio dos Santos**

19 de outubro de 2009

DUBLADOR EM FOCO (68): DAVID NETO


*David Neto se chamava David Garófalo Neto. Nasceu em 1929*.

Sempre quis ser ator e em 1952 fez o filme: "João Gangorra". Mas queria trabalhar em televisão e apareceu na Televisão TUPI, em 1953. Ali ficou muitos anos. Era diretor de estúdio, função muito importante, quando a televisão era toda feita ao vivo e diretor de estúdio é que tinha o "Script" e a direção na mão. Mas David Neto era também ator.

E fez: "Sangue na Terra"; "As Aventuras de Red Ringo"; "O Falcão Negro"; "Encruzilhada"; "Miguel Strogof"; "O Conde de Monte Cristo". Ao mesmo tempo participou de vários filmes. Atuou em: "O Circo chegou à Cidade"; "O Sobrado"; "Uma História de Ballet". Mas fazia seu trabalho na TV TUPI, como diretor de estúdio e ator.

Fez vários "TVs de Comédia" e "TVs de Vanguarda". Ao mesmo tempo fez os filmes: "Chão Bruto"; "Rei Pelé"; "O Vendedor de Lingüiças".

Bem no início da AIC, David Neto foi o primeiro dublador do personagem Pepe Legal, convidado por Older Cazarré, mas apesar da sua extraordinária caracterização do personagem, David Neto preferiu ir para as novelas que iniciavam com força total por volta de 1965/66 Assim, ele é substituído por Amaury Costa.
Para efeito de curiosidade, encontramos uma dublagem de David Neto na 1ª temporada da série Jeannie é um Gênio, no episódio "Fotogenia", no qual dublou um ator convidado.




Esta informação foi somente revelada nos últimos meses numa entrevista de Roberto Barreiros num programa de rádio, onde afirmou ter dublado Babalu, em diversos episódios do desenho, ao lado de David Neto. Esta informação esclarece categoricamente um equívoco. Em diversos sites, sempre fora atribuída à 1ª voz de Pepe Legal ao ator Lima Duarte, porém nunca concordamos, uma vez que não há nenhum timbre sonoro de sua voz em Pepe Legal.

David Neto fez algumas novelas na TV Excelsior: "A Outra Face de Anita"; "Indomável"; "Ninguém Crê em Mim"; "As Minas de Prata". Nesse tempo fez os filmes: "O Santo Milagroso"; "Cangaceiros de Lampião"; "O Anjo Assassino"; "Vidas Estranhas". Foi então para a TV Record, onde fez: "A Última Testemunha"; "Algemas de Ouro"; "As Pupilas do Senhor Reitor"; "Quarenta Anos Depois"; "Os Deuses estão Mortos"; "O Tempo não Apaga".

Na Tv Tupi em: "O Julgamento"; Um Sol Maior". Aí vieram os filmes: "Noites em Chamas"; "A Noite dos Duros"; "Jeca e seu Filho Preto"; "O Outro Lado do Crime". E, por último: "Dama da Zona." Era o ano de 1979. David Neto, com 50 anos, veio a falecer de repente. Em 10 de outubro de 1979.

Apesar de ter dublado somente este personagem, David Neto encantou milhares de crianças durante muitos anos e, atualmente, os adultos.

O nosso Muito Obrigado !

**Aqui, dois vídeos do desenho Pepe Legal dublado por David Neto e Roberto Barreiros (Babalu):

** VÍDEO 1:
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** VÍDEO 2:
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**Marco Antônio dos Santos**