22 de maio de 2009

DUBLADOR EM FOCO (52): BRUNO NETTO




Bruno Netto nasceu em 20 de Julho de 1926, na cidade do Rio de Janeiro. Começou a carreira como radioator passando pela Rádio Nacional, na qual trabalhou por alguns anos. Também trabalhou em teatro infantil. Participou de diversos programas humorísticos, ainda ao vivo, no início da década de 1960.


Por volta de 1963,  ingressou na dublagem pelo estúdio Cinecastro, através das orientações de Carla Civelli.
Durante esse período, nesse estúdio, destacam-se as séries
Seven to Seven Sunset Strip, onde fazia um dos protagonistas, e Danger Man, onde dublava o protagonista, o agente John Drake, interpretado por Patrick McGoohan, alem de dirigir a série.




** Em programa de tv ao vivo**

 
No início de 1966 foi para São Paulo e ingressou na AIC, onde dublou por alguns anos. Participou principalmente na dublagem de diversas séries da época: Missão Impossível, Jornada nas Estrelas, Perdidos no Espaço, O Túnel do Tempo, A Feiticeira, Terra de Gigantes, etc.
 Porém, o personagem que deu o prestigio máximo foi O Agente 86, dublando-o durante todas as cinco temporadas da série.


 Mesmo com a redublagem de Agente 86, devido ao desaparecimento da dublagem original das 4 primeiras temporadas, o seu brilho foi tanto que a maioria guarda sua voz e interpretação no personagem de Don Adams, o qual tinha um timbre de voz muito parecido ao do dublador, o que Bruno Netto captou com perfeição.


**ALGUMAS PARTICIPAÇÕES EM OUTRAS SÉRIES**



1 - No episódio da 2ª temporada de Perdidos no Espaço "A Maldição do Primo Smith", onde Bruno Netto juntamente com Borges de Barros dublam os primos trapalhões e ambiciosos. Dublagem felizmente preservada!

**Episódio "A Maldição do Primo Smith" em Perdidos no Espaço**


2 - No episódio da 1ª temporada de Terra de Gigantes "Lavagem Cerebral", onde dubla um cientista nada bonzinho, demonstrando o seu lado não cômico na dublagem. Curiosamente, neste episódio, junto com Bruno Netto está Mário Jorge Montini.

 
3 - Na série O Túnel do Tempo em dois episódios: "Presente de Grego", onde dubla Paris, o raptor de Helena de Tróia e no episódio "Armadilha Fatal", onde dubla Jeremias obcecado em assassinar o presidente Lincoln. Em ambos episódios, também dubla personagens que fogem totalmente da comédia.


**Década de 1960**

No início de 1970, retorna para o Rio de Janeiro e a dublar no estúdio Cinecastro. Curiosamente, a 5ª e última temporada da série Agente 86 foi dublada por esse estúdio, e Bruno Netto concluiu com brilhantismo a dublagem de Don Adams.

**A VOZ PERFEITA PARA MAX (AGENTE 86)**

Em meados da década de 1970, retira-se da dublagem e se transfere para o interior de São Paulo se estabelecendo com outras atividades.

Atualmente, encontra-se aposentado na cidade de Franca, interior de São Paulo.

**Aqui, temos um episódio da série Agente 86 com a dublagem da AIC**


**Aqui, temos um episódio da série Terra de Gigantes, no qual Bruno Netto dubla um cientista, ao lado de seu grande parceiro da série Agente 86, Mário Jorge Montini**


**Fonte de Pesquisa: Conversa com o dublador Bruno Netto.

**Acervo Pessoal**


**Marco Antônio dos Santos**

DUBLADOR EM FOCO (51): GILMARA SANCHES




Gilmara Sanches nasceu em 15 de junho de 1948, em São Paulo. Começou sua vida artística muito jovem e logo ingressou no estúdio Gravasom.


Na mesma época, trabalhou na TV Record em “A Turma do Sete”, “Fiorela” e ”Mandraque”. Cresceu fazendo novelas na Rádio São Paulo e dublando, já agora na AIC, onde as adolescentes, as mocinhas eram sempre entregues a ela.


Uma de suas personagens mais famosas foi Betty Harrington, interpretada pela atriz Barbara Parkins na série A Caldeira do Diabo (Peyton Place), além de Nanny na série "Nanny e o Professor". Também dublou atrizes convidadas na série Jornada nas Estrelas.


Na época que as séries japonesas surgiram na nossa televisão ela era jovem e adorava o “Nacional Kid”. Anos depois seu talento como dubladora foi reconhecido pela sua atuação em outro sucesso japonês, o anime “Cavaleiros do Zodíaco”.


Vieram outros seriados e ela acabou se especializando nesse segmento e, hoje, além de atuar nas dublagens também dirige esses trabalhos.


Entre 1965 e 1975 fez novelas em São Paulo: "Turbilhão", “Os Diabólicos”, “Sangue do Meu Sangue”, “A Menina do Veleiro Azul” e “Meu Rico Português”. 
No cinema esteve na paródia de Mazzaropi “Betão Ronca Ferro”.
 É irmã da atriz Elaine Cristina, além de ter sido casada com o dublador Ézio Ramos (já falecido).


Um grande talento da dublagem que deu os seus primeiros passos na Gravasom, aprendeu e desenvolveu a arte de dublar na AIC, e hoje é um nome reconhecido e respeitada pela sua capacidade.
 Atualmente é diretora de dublagem no estúdio Centauro, na cidade de São Paulo.


**Aqui, encontramos uma raridade: Gilmara Sanches dublando ao lado de Ézio Ramos (seu futuro esposo), ainda no estúdio Gravasom, em 1961, no episódio "O Espelho" da série Além da Imaginação**
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**Curiosamente, em A Caldeira do Diabo, encontramos Gilmara Sanches dublando ao lado de seu marido, Ézio Ramos, e também Isaura Gomes**
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***Marco Antônio dos Santos***

19 de maio de 2009

DUBLADOR EM FOCO (50): IBRAHIM BARCHINI


"O QUE ACONTECERÁ COM OS NOSSOS COLONIZADORES DO ESPAÇO ?


NÃO DEIXEM DE VER, NA PRÓXIMA SEMANA, MAIS UM EPISÓDIO DA SÉRIE PERDIDOS NO ESPAÇO!!"



A 1ª e 2ª temporadas de Perdidos do Espaço foram estruturadas como um seriado de cinema, onde sempre terminava o episódio com a parada de cena, com algum perigo, levando-nos a querer assistir ao próximo episódio.


No episódio seguinte tínhamos: "NA SEMANA PASSADA COMO BEM RECORDAM, DEIXAMOS O MAJOR WEST E JUDDY, SEM SABER QUE UM TERRÍVEL TERREMOTO ESTARIA CHEGANDO".


Essa voz que levou a emoção a tantas crianças e adolescentes da época era de Ibrahim Barchini, o narrador oficial da AIC na época.


Segundo nosso banco de dados, os estúdios de dublagem não mencionavam onde era dublado o filme, desenho ou série. Com o crescimento dos estúdios, a AIC decidiu trazer a sua marca registrada.



No início: "Versão Brasileira da Arte Industrial Cinematográfica São Paulo" e, posteriormente AIC/SP.



Consta que a primeira série a ganhar um narrador foi Os 3 Patetas, em meados de 1964. Ibrahim Barchini já havia passado como locutor por algumas rádios e é convidado para integrar o elenco da AIC. Assim, ele também era a voz de manchetes de jornal em filmes, placas e locutor de rádio quando a série exigisse.



Dono de uma voz clara e potente, foi o narrador de Os 3 Patetas, A Feiticeira (1ª e 2ª temporadas), O Túnel do Tempo, Big Valley, Viagem ao Fundo do Mar (1ª e 2ª temporadas) e, principalmente, Perdidos no Espaço pela característica do seriado.



Formado em Direito, também atuava na AIC até o início de 1968 ,quando é aprovado num concurso para Oficial de Justiça, abandonando de vez a carreira artística.

 A AIC o substituiu por Carlos Alberto Vaccari que pela sua voz carregada de emoção marcou uma época! Assim, já a abertura da 3ª temporada de Perdidos no Espaço coube a Vaccari.


Ibrahim Barchini faleceu jovem, com apenas 48 anos de idade, no dia 12 de dezembro de 1992, vítima de um acidente de automóvel na cidade de São Paulo.



Aqui, para aqueles que desconhecem a sua voz, ou não se lembram, colocamos duas aberturas narradas por ele.



Uma grande voz da Arte Industrial Cinematográfica!!!!



** A narração da série Perdidos no Espaço (1ª Temporada)**

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** A narração da abertura da série Big Valley (1ª Temporada):


OBS> Agradecemos aos seus familiares pelas informações obtidas***

**Marco Antônio dos Santos**

11 de maio de 2009

DUBLADOR EM FOCO (49): WILSON KISS



Wilson Kiss nasceu no interior do estado de São Paulo a 2 de dezembro de 1919.

Desde adolescente tinha duas grandes paixões: o futebol e os programas de rádio, mas necessitava trabalhar para auxiliar a sua família e, somente com 23 de anos de idade, conseguiu ir a um estúdio de rádio para conhecê-lo.

Era o período da 2ª Guerra Mundial e o jovem Wilson Kiss pôde assistir a um locutor de notícias fazendo o seu trabalho e, logo em seguida, um comentarista falar sobre os poucos acontecimentos esportivos.
Foi a partir daí que Wilson Kiss viu o que realmente gostaria de fazer: trabalhar no Rádio e falar sobre futebol.

Com o período da guerra, sua família se transferiu para a cidade de São Paulo e isto viria a facilitar para a concretização de seu sonho. Assim, por volta de 1948/49, começou a frequentar os auditórios dos programas de Rádio e a partir daí conheceu diversas pessoas.

Um dia, a Rádio Mayrinck Veiga estava selecionando vozes para narrar uma pequena radionovela. Ao fazer o teste, perceberam que sua voz não era a indicada para narrar, mas a necessitariam para ser a de um senhor médico, o qual surgia em apenas três capítulos.

Foi a partir daí que sua carreira se iniciou. Devido a ter uma voz, um pouco "rouca", caía muito bem para os personagens mais idosos e sempre tinha trabalho.
Porém, foi somente em meados da década de 1950, que Wilson Kiss teve a oportunidade de também ser comentarista dos jogos de futebol. Dessa forma, suas possibilidades aumentaram e trabalhava como radioator na Rádio América e comentarista esportivo na Rádio Tupi.
Com o decorrer do tempo, a própria Rádio Tupi também o aproveitava para as suas radionovelas.

Em meados da década de 1960, a radionovela já estava em seu declínio, e através do escritor de radionovelas, ator e também dublador Osmano Cardoso foi levado para conhecer um estúdio de dublagem.
Segundo, nossa pesquisa, é a partir do final de 1965 que Wilson Kiss ingressa na AIC.

Participou do time AIC Futebol Clube, cuja fotografia mostra como um jogador da equipe, já em 1966.





Dentro da dublagem, foi enormemente escalado para diversos personagens em filmes e em quase todas as séries de tv teve participação constante.


Fez inúmeros convidados especiais em séries, sua voz se enquadrava bem para pessoas maduras, bandidos em western, médicos. Sua participação na dublagem das séries de Irwin Allen foi bem ativa: Viagem ao Fundo do Mar, Perdidos no Espaço, O Túnel do Tempo e Terra de Gigantes.

Participou também de outras séries da época: Jornada nas Estrelas, Daniel Boone, Lancer, A Feiticeira, Jeannie é um Gênio, A Noviça Voadora, Agente 86, Missão Impossível, Chaparral, etc.


                 **A 4ª e última voz  do médico do Seaview (Richard Bull)**


 
ALGUMAS PARTICIPAÇÕES

**PAUL FIX (Dr. Brule)**


 Em Terra de Gigantes dubla o médico (Dr. Brule), que auxilia os pequeninos em dois episódios: "Apêndice Inoportuno" e "A Pedra Mortal".

 Em O Túnel do Tempo dubla o pirata no episódio "Os Piratas da Ilha do Morto".



Além dessas participações, dublou também muitos caciques em Daniel Boone, clientes de James em A Feiticeira, bandidos em Lancer e Chaparral, alienígenas em Jornada nas Estrelas e também em Viagem ao Fundo do Mar, antes de assumir a dublagem do médico do Seaview.

Com a crise econômica da AIC, Wilson Kiss se afasta da dublagem no início de 1971, e vai para a recém inaugurada TV Gazeta de São Paulo e também a Rádio Gazeta.

Na nova emissora que surgia, participa de um programa que comentava os fatos esportivos da semana.
Já por volta de 1976, também na mesma emissora, Wilson Kiss  desempenha a função de repórter policial, porém por pouquíssimo tempo.

Wilson Kiss, devido a problemas de saúde, se afasta das atividades artísticas vindo a falecer a 24 de novembro de 1982, de causas desconhecidas.



**Vejamos aqui um trecho do episódio "Os Piratas da Ilha do Morto" da série O Túnel do Tempo, no qual Wilson Kiss dubla o pirata:





***Marco Antônio dos Santos***

10 de maio de 2009

DUBLADOR EM FOCO (48): NEVILLE GEORGE


**NEVILLE GEORGE NA DÉCADA DE 1960**

Um dos dubladores mais atuantes na fase áurea da AIC.

Foi representante comercial e ingressou nas rádios, como locutor de notícias. Sua família sendo de origem estrangeira, falava correntemente a língua inglesa, o que lhe facilitou muito para a carreira.


Na AIC, seu ingresso foi fazendo participações especiais, muitos vilões principalmente. Assim, surge na 1ª temporada de Missão Impossível e, principalmente, na 2ª temporada de Viagem ao Fundo do Mar, onde praticamente participou de quase metade da temporada, sempre com os vilões.


Nessa série, há um fato curioso. No episódio "O Homem Mecânico" ele dubla o ator James Darrew, o qual já estava contrato pela Fox para estrear a série O Túnel do Tempo em 1966.


Mas, quando a série chegou ao Brasil, Wolner Camargo optou por escolher o dublador Carlos Campanile para dublar James Darrew, como o Dr. Tony Newman e a Neville George coube a dublagem de Robert Colbert como o Dr. Douglas Philips. Uma das séries mais bem dubladas da AIC por diversas razões: o entrosamento de todos os dubladores fixos e convidados e uma uniformização na dublagem de uma série com apenas 30 episódios, além de uma direção de dublagem extremamente cuidadosa.




Por ser profundo conhecedor da língua inglesa, conseguia adaptar com rapidez a interpretação e sincronia. Neville George fora também escolhido por Emerson Camargo para dublar o Dr. McCoy e o fez na 1ª temporada da série. Até em Perdidos no Espaço podemos ouví-lo no episódio da 3ª temporada: "O Ataque dos Homens-Relógio". Um de seus últimos personagens foi a 3ª voz de Barney Rouble no desenho Os Flintstones.


**3ª VOZ DE BARNEY ROUBLE**

Na AIC, também foi diretor de dublagem em diversas ocasiões. Um de seus melhores trabalhos em direção de dublagem foi o filme "O Corcunda de Notre Dame", de 1939, onde atuou também como dublador.

Entretanto, por volta de fins de 1967, início de 1968, alguns dubladores se dirigem para o Rio de Janeiro, onde surgia um novo estúdio de dublagem: TV Cinesom/RJ.


Nesse estúdio, Neville George ganhou mais um personagem que o imortalizou, além dos já citados: James West, além de ser o narrador do desenho Corrida Maluca, a abertura dos episódios de 50 minutos de Além da Imaginação, da série Enigma.


A série James West teve uma dublagem curiosa: passou por diversos estúdios, mas Neville George acompanhou o personagem quase até o final da série. Se prestarmos atenção, em sua fase colorida, temos TV Cinesom / RJ, Dublasom Guanabara e depois Herbert Richers que já havia incorporado as demais.


Outro personagem inesquecível foi o comandante Hogan, na série Guerra, Sombra e Água Fresca, onde exercitou o seu lado humorístico. A dublagem desta série foi iniciada na AIC, posteriormente, Neville George dublou o mesmo personagem no estúdio Herbert Richers e Cinecastro onde a série foi dublada a partir da 2ª temporada.



** A VOZ DO COMANDANTE HOGAN EM GUERRA, SOMBRA E ÁGUA FRESCA**

No início da década de 1970, abandona um pouco a dublagem e surge como locutor num jornal diário da TV Tupi de São Paulo, onde fica algum tempo.

Após esse período, Neville George teve uma agência de publicidade por muitos anos.


Reapareceu quando a Rede TV foi inaugurada, sendo o seu locutor oficial, porém veio a falecer no dia 19 de outubro de 2002, vítima de câncer no pâncreas.


**RELEMBRANDO NEVILLE GEORGE:


**VÍDEO 1: Encontramos uma cena do episódio "A Armadilha" de Jornada nas Estrelas, onde  participam: Emerson Camargo, Rebello Neto e Neville George:
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**VÍDEO 2: um de seus personagens mais famosos: Dr. Doug Philips da série O Túnel do Tempo
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**VÍDEO 3: Para relembrarmos o comandante Hogan na série Guerra, Sombra e Água Fresca, dublagem realizada pela AIC para a 1ª temporada:



***Marco Antônio dos Santos***

5 de maio de 2009

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (01): LANCER



Produzida pela Fox, “Lancer” foi mais uma série western produzida para televisão, tendo sido exibida originalmente nos Estados Unidos – via Rede CBS - entre 24 de setembro de 1968 e 19 de maio de 1970. Ao longo de duas temporadas contabilizou 51 episódios. 

O programa era focado na região de San Joaquin Valley, Califórnia, num rancho de propriedade do viúvo Murdock Lancer (Duggan), as voltas com malfeitores que tinham por objetivo posses de terra no local. Cada vez com menos vaqueiros para apoiá-lo, Murdock contrata os detetives da agência Pinkerton para localizarem seus dois filhos – de mães diferentes – que há muito estavam fora de casa.

Ex-Oficial do Exército, Scott Lancer (Maunder) é localizado em Boston, onde fora criado pelo avô após a morte da mãe. Johnny Madrid Lancer (Stacy) é encontrado no México, onde vive como pistoleiro. Ambos regressam a pedido do pai, que lhes promete uma polpuda recompensa, além da divisão de terras no rancho.

Uma vez reunidos, Scott e Johnny tomam conhecimento de que são irmãos e no encontro com o pai, cientes da situação, decidem ficar para combater as ameaças que pairam sobre uma propriedade que agora lhes é de direito.

 “Lancer” foi inspirado em “Bonanza”, que também apresentava um viúvo proprietário de rancho - Ben Cartwright (Lorne Greene) – convivendo com filhos de diferentes mães. A diferença é que em “Bonanza” os filhos inicialmente são três: Adam (Pernell Roberts), Hoss (Dan Blocker) e Little Joe (Michael Landon).
 Em “Lancer” temos dois filhos – Scott e Johnny – e uma moça adotada por Murdock chamada Teresa O’Brien (Elizabeth Bauer), filha de um falecido capataz.

**JHONNY MADRID: DUBLADO POR SÉRGIO GALVÃO**


**A SÉRIE NO BRASIL**


 No Brasil, foi lançada pela TV Tupi de São Paulo em 30 de Junho de 1969 (segunda-feira - 21h.).

 A década de 1960 foi marcada por grandes sucessos de séries de western, tais como: Bonanza, James West, Big Valley, Batmasterson, O Homem de Virgínia, Chaparral, etc.

Na época, Bonanza ainda possuía muita audiência sendo exibida pela extinta TV Tupi. Sendo assim, como Lancer se assemelha na estrutura dos personagens e até com alguns temas em episódios, a TV Tupi esperava conseguir um bom índice de audiência.

Apesar de roteiros de bons a excelentes, Lancer ficou ofuscado por Bonanza e teve uma recepção razoável. Mesmo assim, a TV Tupi adquiriu os direitos de exibição da 2ª temporada, entretanto, esta temporada já apresentou uma certa decadência em sustentar o gênero western (fruto do que já estava ocorrendo nos Estados Unidos), pois as séries deste estilo estiveram presentes durante toda a década de 1950 e 60 na tv americana. Dessa forma, os anos iniciais da década de 1970 foram os derradeiros do gênero.




A  Tv Tupi exibiu a 2ª temporada, mas logo a cortou da sua programação.
Lancer ainda voltaria à TV, entre 1972 e 75 pela TV Bandeirantes, exibindo as duas temporadas.

Em 1977/78, a TV Record exibiu a série, uma vez que a sua programação se baseava praticamente em filmes e séries de tv, devido às limitações financeiras em que se encontrava.

Somente em 1986 Lancer voltaria às telinhas, novamente pela Tv Record em sua Sessão Bang Bang, estando no ar até 1988, porém a emissora já apresentava sinais de uma crise financeira fortíssima e exibiu apenas a 1ª temporada.

Na mesma época era exibida pela TV Guaíba de Porto Alegre, a qual exibiu as duas temporadas, porém 8 episódios já não foram exibidos,  devido a problemas com o áudio.


**SCOTT LANCER: DUBLADO POR WILSON RIBEIRO**



**A DUBLAGEM DE LANCER**


A série foi dirigida por Sérgio Galvão, o qual também dublou Johnny Madrid. A escalação dos dubladores foi perfeita, assim como das vozes para os atores convidados.

Carlos Alberto Vaccari, que inicialmente dublava Murdoch Lancer, foi obrigado a se afastar do personagem devido a um problema grave de saúde que tivera. Assim, foi substituído por João Ângelo.

A dublagem realizada, em 1969, dos 51 episódios terminou no início de 1970 e é uma das melhores da AIC.

Sérgio Galvão foi extraordinário na direção de dublagem e os dubladores escalados foram ótimos, que enalteceram os personagens convidados.
A série mostra uma galeria variada e de grande qualidade de dubladores da época, tais como: Borges de Barros, Helena Samara, Marcelo Gastaldi, Aldo César, Bruno Netto, Arquimedes Pires, Astrogildo Filho, Aliomar de Matos, Áurea Maria e tantos outros.

**UM GRANDE MOMENTO DA HISTÓRIA DA DUBLAGEM DA AIC !!



**DUBLADORES / ELENCO FIXO**

*Andrew Dugan (Murdoch Lancer):
 Carlos Alberto Vaccari (1ª voz) e João Angelo (2ª voz) /
*James Satacy (Johnny Madrid) : Sérgio Galvão.
 *Wayne Mauder (Scott Lancer): Wilson Ribeiro 
 *Paul Brinegar (Capataz Jelly): Xandó Batista.
*Elizabeth Bauer (Teresa): Beatriz Facker 
e Maria Inês (eventualmente).


**VAMOS REVER 4 EPISÓDIOS DE LANCER**

**VÍDEO 1**



**VÍDEO 2**



**VÍDEO 3**


**VÍDEO 4**
  


**Marco Antônio dos Santos**