17 de dezembro de 2008

DUBLADOR EM FOCO (45): DANTE RUY



Nascido em 1926, o ator Dante Ruy atuou no cinema e na TV.

Principais trabalhos na TV:


"Sangue do meu Sangue" (1996)
"Meu Bem, Meu Mal" (1990)
"Rabo de Saia" (1984) (minissérie) "

Meus Filhos, Minha Vida" (1984) "
Acorrentada" (1983) 
 "Paiol Velho" (1982) 

"As Cinco Panelas de Ouro" (1982)
Teleteatro"Partidas Dobradas" (1981) 
"Vento do Mar Aberto" (1981)

"Os Imigrantes" (1981)
 "O Meu Pé de Laranja Lima" (1980)
 "O Direito de Nascer" (1978) 
"O Julgamento" (1976)
 "Xeque-Mate" (1976)
 "Ovelha Negra" (1975)
 "A Grande Mentira" (1969)
 "Marcados pelo Amor" (1964)


Principais trabalhos no cinema:

Made In Brazil (1985)
Mulher... Sexo... Veneno (1984)
 O Escândalo na Sociedade (1983)
 Pecado Horizontal (1982) 
As Aventuras de Mário Fofoca (1982) 
Os Rapazes da Difícil Vida Fácil (1980)
 A Noite dos Duros (1978) 
Jecão... Um Fofoqueiro no Céu (1977)

Entre seus papéis mais marcantes estão o Agenor na primeira versão da novela “A Viagem”, na TV Tupi, e Caetano, de “Meu Pé de Laranja Lima”, na década de 1980 , na Bandeirantes. Seu último trabalho na TV foi na minissérie “Rabo de Saia”, na Globo, em 1984.

Dante Ruy atuou em novelas como “Meus Filhos, Minha Vida”, “O Direito de Nascer”, “Acorrentada” e “Os Imigrantes”.
No cinema, esteve em diversas produções. Entre elas, “As Aventuras de Mário Fofoca” e “Mulher…Sexo…Veneno”.

Foi um dos pioneiros na dublagem participando desde o estúdio Gravasom, devido a sua experiência no Rádio, como radioator durante a década de 1950.

Na AIC, esteve muito presente dublando personagens truculentos, militares,  vilões, traidores, etc. Sua voz e sua interpretação funcionavam muito bem para dublar esses personagens.
 Assim, participou de diversas séries na época: Missão Impossível, Perdidos no Espaço, O Túnel do Tempo, Terra de Gigantes, Lancer, Daniel Boone, etc.

Para aqueles que queiram reconhecer a voz de Dante Ruy, assistam ao episódio da série O Túnel do Tempo, onde ele dubla o ator Torin Tacher, o cientista inglês muito teimoso, no episódio "O Dia do Juízo Final", ou o episódio de Perdidos no Espaço da 2ª temporada "O Circo do Espaço", onde faz o proprietário do circo.


Dante Ruy faleceu no dia 21 de fevereiro de 2008, aos 82 anos, de infecção pulmonar. O ator deixou três filhos.

 
** Dublando o ator R.G. Amstrong num episódio da série Lancer**
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** Dublando um oficial alemão, ao lado de Helena Samara, na 1ª temporada da série Missão Impossível**
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**Marco Antônio dos Santos**

12 de dezembro de 2008

DUBLADOR EM FOCO (44): FLÁVIO GALVÃO



Flávio Galvão nasceu na capital paulista, no dia 30 de julho de 1949.

 Em 1971, apareceu na TV TUPI e seu primeiro papel foi em “Hospital”, novela de Benjamim Cattan. Nessa novela trabalhava também Elaine Cristina, com quem namorou e que veio a ser sua esposa. Depois disso fez ainda “O Preço de um Homem”, para a TV TUPI, mas depois passou para a TV Globo, no seriado importante da época: “Vila Sésamo”. Era o ano de 1972.
 A seguir, voltou para a TUPI, que estava numa fase de grandes e variados trabalhos. Essa fase durou toda a década. E o casal foi super valorizado. Flávio Galvão fez: “A Volta de Beto Rocfeller”; “Divinas e Maravilhosas”; “O Machão”; “Meu Rico Português”; “Um Dia, o Amor”; “Éramos Seis”; “Salário Mínimo”; “Dinheiro Vivo”.

Passou então para a TV Bandeirantes, para a TV Cultura, e para o S.B.T. Além disso atuou em filmes, pois Flávio Galvão é um bom ator. Fez os filmes: “Senhora”; “Excitação” ; “Gabriela”; “Além da Paixão”.

Em 1984, Flávio Galvão foi para a TV Globo e conheceu o verdadeiro sucesso. Fez: “Amor com Amor se Paga”; “Corpo a Corpo”; “Cambalacho”; “O Outro”; “Olho por Outro”; “Tieta do Agreste”; “Araponga”; “Escrava Anastácia”; “Grande Pai”, “Sonho Meu”; “Irmãos Coragem”; “Quem é Você”; A Indomada; “Corpo Dourado”; “Força de um Desejo”; “Porto dos Milagres”; “Quintos dos Infernos”.

Flávio Galvão sempre fez papeis de galã. Mas foi diferente na novela: "Dinheiro Vivo", em que ele fez um vilão e gostou. Foi Walter Avancini quem o viu em uma peça de teatro e o chamou para a TV, em 1971.


**Flávio Galvão no final da década de 1960**



Antes de chegar à televisão, Flávio Galvão teve uma enorme participação na AIC. Fez: dublagens de desenhos, vilões, herois, comédias e ganhou personagens fixos:


*Maguila, o gorila*



*Major Nelson - 2ª voz - da 2ª temporada até o final da série Jeannie é um Gênio*



*Maurice (o pai de Samantha) em 2 episódios*



*Buck Cannon na série Chaparral*

*Inúmeras participações em Os 3 Patetas, O Túnel do Tempo, Terra de Gigantes, Missão Impossível, Perdidos no Espaço, etc.*

*Participou ativamente fazendo diversas vozes nas últimas temporadas de Os Flintstones*

*Foi diretor de dublagem*

Um de seus vilões mais fantásticos, foi no episódio da 3ª temporada de Perdidos no Espaço "As Criaturas da Névoa", onde dá um ar sinistro e até fantasmagórico à criatura que se alimenta do medo.

Flávio Galvão, hoje dedicado à televisão, porém seu início na arte de interpretação está bem registrada nas dublagens que realizou na AIC.



** Assistam a esse vídeo do desenho Maguila, o Gorila e observem a ótima dublagem de Flávio Galvão. A narração da abertura é de Antônio Celso.
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** Major ANTHONY NELSON, personagem inesquecível da série Jeannie é um Gênio, a partir da 2ª temporada até o final da série**
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**Aqui, Flávio Galvão dublando o heroi  Scott McCloud em"O Anjo do Espaço"**
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**Marco Antônio dos Santos**

9 de dezembro de 2008

DUBLADOR EM FOCO (43): CARLOS ALBERTO VACCARI




Há poucas informações sobre o início da carreira de Carlos Alberto Vaccari antes de ingressar na AIC. Há dados de que participou da Força Aérea Brasileira e que teria realizado algumas locuções em rádio.
O fato é que Vaccari entrou para a AIC no ano de 1967 e, com sua voz forte e ótima interpretação, foi ganhando espaço na dublagem.

**Carlos Alberto Vaccari na F.A.B.**


De imediato, consegue o personagem Multi-Homem no desenho Os Impossíveis e diversas participações nas séries O Túnel do Tempo, Perdidos no Espaço, A Feiticeira,  Batman, Viagem ao Fundo do Mar, Jornada nas Estrelas, Jeannie é um Gênio, etc.


Surgem três novos personagens fixos: A voz do herói Batfino, desenho que fez grande sucesso na época, no qual Vaccari o dublou se valendo de um excelente falsete.


**A VOZ PERFEITA PARA BATFINO**


 A dublagem de Peter Graves, a partir da 2ª temporada da série Missão Impossível. Este personagem foi dublado por ele apenas na 2ª e 3ª temporadas da série.
Também foi a voz de Hoss, interpretado por Dan Blocker, nas duas temporadas de Bonanza dubladas pela AIC.


*Sr. Phelps (Peter Graves) de Missão Impossível (2ª e 3ª temporadas)**

Mas, o seu grande sucesso foi o personagem Mingo, companheiro de Daniel Boone. Uma dupla que fez uma legião de fãs pelo Brasil até hoje. No mesmo período, Vaccari dubla o personagem Murdoch, o patriarca, na série Lancer, interpretado por Andrew Duggan.

*Mingo, o índio companheiro de Daniel Boone*

Além das séries de tv e desenhos, Vaccari participou também de alguns filmes: fez o Tenente Tom Keefer interpretado por Fred MacMurray em A Nave da Revolta, a voz do Homem Invisível originalmente dublada por Vincent Price em Abbott e Costello As Voltas Com Fantasmas, Buckley interpretado por Jack Warden em A Um Passo da Eternidade, além do ator Anthony Quinn em As 7 Cidades de Ouro, Réquiem Por Um Lutador e Ulysses.

Mas foi como narrador das aberturas de séries de tv e de filmes que Carlos Alberto Vaccari inseriu , definitivamente, a sua marca registrada nas dublagens realizadas pela AIC.

*Murdoch Lancer (1ª voz)*

As narrações de aberturas foram iniciadas na AIC por Ibrahim Barchini, em 1964, mas por motivos pessoais decidiu abandonar a carreira artística e, no início de 1968, Vaccari fica definitivamente como o narrador oficial. Até hoje todos se recordam das aberturas tão empolgadas realizadas em diversas produções.
Assim, Vaccari narrava as aberturas, dublava alguns personagens e também já dirigia muitas dublagens.

Infelizmente, por volta de 1970, sofreu um grande desmaio, dentro da própria AIC, e foi diagnosticado um tumor benigno no cérebro. Após a cirurgia, Vaccari teve algumas sequelas, principalmente com a voz e também o fato de não conseguir acompanhar, com a mesma rapidez, a sincronia para realizar as dublagens.

Assim, durante esse período, em que ficou afastado, foi substituído por Francisco Borges (narrador oficial da série Batman), em diversas aberturas e por Antônio Cardoso, em alguns episódios, para a dublagem de Mingo.

Com o seu retorno, ficou estritamente apenas com as aberturas de séries de tv e filmes. Esta função continuou já no estúdio BKS por muitos anos e também, por algum tempo no extinto estúdio Com-Arte.
No estúdio BKS narrou dezenas de filmes, séries de tv e narrou muitos episódios do desenho Pica-Pau.



**Vaccari com o seu neto**

Em meados da década de 1990 se aposentou definitivamente da dublagem. Infelizmente, faleceu em 22 de novembro de 2008, por complicações do seu estado de saúde.


**VAMOS RELEMBRAR 3 MOMENTOS DE CARLOS ALBERTO VACCARI**


**VÍDEO 1/ A VOZ DE BURT REYNOLDS NA SÉRIE O FALCÃO**
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**VÍDEO 2/ MINGO NA SÉRIE DANIEL BOONE**
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**VÍDEO 3 / ABERTURA DA 3ª TEMPORADA DA SÉRIE BIG VALLEY**
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A sua marca registrada foram as aberturas que realizou. Para nós, seus eternos fãs, sua voz está arquivada como herói ou vilão, mas sabemos sempre que quando assistirmos algo e ouvirmos Vaccari narrando a abertura significa: emoção, qualidade, boa dublagem que iremos ouvir.



Sua voz fala por si, não há palavras para expressarmos os nossos sentimentos, que serão de muita alegria ao ouví-lo.


Muito Obrigado Vaccari por ter feito parte da nossa infância e adolescência!




**Marco Antônio dos Santos**

1 de dezembro de 2008

DUBLADOR EM FOCO (42): JOSÉ PARISI




José Parisi nasceu em São Paulo, capital, em 1917, no bairro do Brás. Descendente de italianos, falavam todos um português italianado, com sotaque forte, pois os mais velhos preferiam só falar italiano. José Parisi estudou, trabalhou e descobriu sua vocação artística. Nisso foi influenciado pelo pai, que tinha amor por livros. Assim comprava-os e pedia ao filho que os lesse em voz alta para ele, e para uma pequena platéia familiar. Ele fez com que o menino fosse soltando a voz, aprimorando a dicção.


Além disso José Parisi acompanhava um tio do interior, quando vinha à capital, em passeios por teatros e cinemas. Assim, embora tivesse como profissão ser classificador de grãos, na Bolsa de Cereais, um dia apresentou-se para um teste com Maria Della Costa, grande estrela da época. E ganhou o papel para fazer: “Depois da Queda”, peça que fez muito sucesso. Entre o público, já na estréia, estava Dermival Costalima, diretor geral das Emissoras Associadas, que gostou do rapaz, de sua postura, pois ele era alto, elegante, como de sua voz.


Isso foi em 1946, e Parisi foi contratado para o rádio e anos depois, para a televisão, que chegava. Mas Parisi preferiu ficar no rádio , o que foi bem apreciado por Costalima, porém isso durou pouco. Sua figura, seu porte, o induziam a fazer televisão. E assim ele fez Grandes Teatros, Tvs de Vanguarda e inclusive participou da primeira novela da TV: “Sua Vida me Pertence”, de Walter Forster.Fez papeis maravilhosos, sempre se aprimorando mais.


**JOSÉ PARISI NA DÉCADA DE 1960**


Mas sua grande chance apareceu, quando Péricles Leal lançou o “Falcão Negro”, herói de capa e espada, que transformou o jovem Parisi no herói da garotada. Mas ele levava tão à sério as lutas e as cenas da televisão, que várias vezes, ele e os parceiros, terminaram suas noites no Hospital das Clínicas, onde tinham que ir, para os curativos finais. O “Falcão Negro “era um herói medieval, que defendia os pobres e oprimidos. E o ator não aceitava dublê para nada.
 Era tudo feito por ele mesmo. . Nem o próprio Parisi estava preparado para tanta fama. O seriado “Falcão Negro” ficou mais de 8 anos no ar. José Parisi como profissional tinha como sua principal característica a honestidade , a gratidão e o sentido de união com os colegas. Trabalhou em muitas peças teatrais e no filme: “O Sobrado”, que foi um enorme sucesso.

**JIM DAS SELVAS**

Devido a sua dicção perfeita e voz bem sonora esteve presente na AIC, dublando muitos personagens em filmes e séries de tv, mas até hoje ficou conhecido por ter sido a primeira voz de Jim das Selvas, seriado da década de 1940, que foi exibido pela TV Excelsior de São Paulo. Aliás, José Parisi dublou diversos seriados , que foram produzidos para o cinema, e exibidos por volta de 1967/68 durante as tardes para a garotada da época, como: O Homem Foguete, Império Submarino, Flash Gordon e tantos outros.
 Infelizmente, a dublagem do seriado Jim das Selvas já foi perdida, tendo restado algumas cópias dos filmes com colecionadores.

José Parisi faleceu em São Paulo em 1993.

**Neste vídeo temos a dublagem do personagem Jim das Selvas**
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**Marco Antônio dos Santos**