9 de outubro de 2008

DUBLADOR EM FOCO (21): GASTÃO RENNÉ



Antônio Fernandes nasceu em São Paulo, Capital. Começou a carreira no Rádio na década de 1950. Entre as emissoras que fez parte, está a Rádio Record, onde atuou principalmente como comediante. Na emissora, entre outros, atuou nos programas humorísticos, Vale Quanto Pesa (1959), de Armando Rosas, ao lado de Maria Amélia, Vicente Leporace, Adoniran Barbosa, Maria Tereza, Alzira de Oliveira, e outros, Só Malandro, Não Estrila (1960), comandado por Simplício, ao lado de Adoniran Barbosa, Valeri Martins, Mariângela, e Pirilo Magalhães.

Em 1961, ganhou seu próprio programa na emissora, chamado BB-9, produzido por Armando Rosas. O programa era direcionado para o publico infanto-juvenil.
Gastão Renê, Catalano, e Anilza Leoni em 1963


Em 1962, sai da Rádio Record, e vai trabalhar na TV Tupi em São Paulo. Na emissora, participa do programa humorístico, Ah... Legria Kolynos (1963), o qual fez muito sucesso. No programa, teve como convidados celebridades da época, como Lima Duarte, Rita Cleós, Catalano, Anilza Leoni, Percy Aires, Marcos Plonka, Goulart de Andrade, e muitos outros. Participou também do programa Mappin-Philco Espetacular (1963), de produção de Ribeiro Filho. Na emissora, também escrevia scripts.
**A VOZ DE BATATINHA**


Um tempo depois, se mudara para o Rio de Janeiro, e vai trabalhar na TV Rio. Uma das emissoras com maior elenco humorístico da TV, Gastão estava no melhor lugar para desenvolver sua carreira. No programa Noites Cariocas (1966), participou por diversas vezes. No programa, fazia o quadro O Enroladinho, o qual ganhou o prêmio de Melhor da Semana em Televisão, pelo programa de Marilena Alves, na mesma emissora. No programa, entre outros, trabalhou ao lado de Jaime Filho, Tutuca, Ronald Golias, Paulo Gracindo, Miguel Rosenberg, Older Cazarré, entre muitos outros. Gastão também escrevia scripts pro programa.


Na emissora também foi produtor, sendo responsável por alguns quadros em programas humorísticos, como em Noites Cariocas.
**A VOZ MARCANTE DO GUARDA BELO**


Em 1966, chegou a fazer um show de humor intitulado Na Hora, na casa de shows Bottle's, ao lado de Álvaro Aguiar, e os cantores Marcos Moran, e Luiza Maura. O show ficou poucas semanas em cartaz.

Também em 1966, foi preso por ser acusado de homicídio por sua namorada, que o acusava de atear fogo em seu vestido. Já ele negava, dizendo que ela havia feito isso por vingança. Posteriormente foi solto.

Em 1966, ingressa no UAI, União dos Artistas Independentes, de Kleber Dable, ao lado de Manuel Vieira, Osmar Frazão, Abel Pêra e Renata Fronzi.
 Esse projeto tratava se criar-se programas independentes para serem vendidos para várias emissoras. Primeiramente isso seria feito na TV Rio, mas posteriormente houve chances de acontecer na TV Continental. 
Jaci Campos na ocasião se interessou em dirigir um desses programas, mas esse projeto acabou não indo em frente.
**A VOZ DO PATINHO DUQUE**


Ainda em 1966, sai da TV Rio e vai para a Rede Globo. Na emissora, entre outros, atuou no programa humorístico, Balança, Mas Não Cai (1971), interpretando o papel de Soquinho.

Por volta de 1969, começa a escrever quadros humorísticos para o programa de Renato Corte Real, Excelsior Country Clube, que era apresentado na TV Excelsior de São Paulo. Junto com Gastão, escreviam quadros para o programas, os redatores Marco Rey, Emanoel Rodrigues, e Aloysio Silva Araújo.

Na dublagem ingressa por volta de 1962, na Aic. Na ocasião, Older Cazarré procurava atores para atuar nos desenhos da Hanna Barbera, e seu foco são os comediantes.
 Gastão Renê, entra ao lado de Waldyr Guedes, David Neto, Roberto Barreiros, Lima Duarte, Rogério Márcico, e tantos outros comediantes da época. Sua versatilidade vocal foi um dos atrativos para Older Cazarré.
**A VOZ DO RATINHO PLOC**

Entre os desenhos mais famosos dublados por Gastão, estão Batatinha e Guarda Belo em Manda-Chuva, Homem-Mola em Os Impossíveis, o rato Ploc em Plic, Ploc e Chuvisco, Patinho Duque no desenho homônimo, o homem das cavernas Ughi em Dino Boy e O Vale Perdido, Pernalonga na primeira dublagem do coelho no Brasil, sendo redublado pela Herbert Richers nos anos de 1970, entre outros.


Gastão Renné faleceu a 7 de Janeiro de 1971, devido a um acidente de carro na Rodovia Rio-Santos, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. 


**A VOZ DO HOMEM-MOLA EM OS IMPOSSÍVEIS**


Ao lado de Older Cazarré, logo no início da década de 1960, foi um dos melhores dubladores para desenhos animados. Aliás, na mesma época estavam juntos Roberto Barreiros, Waldyr Guedes e Lima Duarte. Todos deram a sua enorme contribuição para os desenhos de Hanna Barbera do início daquela década.

****Inúmeras participações como vilão nos desenhos: Wally Gator, Lippy e Hardy, Tartaruga Touché, Pepe Legal e até em Os Jetsons.**

Certa vez, em entrevista a um site, Lima Duarte agradeceu a Gastão Renné por toda a ajuda que lhe deu para dublar Manda-Chuva, pois o personagem fala rápido demais e isso dificultava ao dublador.

Gastão Renné teve pequenas participações em séries, pois a sua veia artística estava voltada para os desenhos, assim como Older Cazarré e Roberto Barreiros.


Para nós fãs das dublagens originais, sobretudo em desenhos, fica aqui registrado o magnífico desempenho de mais um artista brasileiro que ficou no anonimato.


**VAMOS REVER ALGUMAS DUBLAGENS DE GASTÃO RENNÉ**


** NO DESENHO MANDA-CHUVA, A VOZ DO GUARDA BELO E DE BATATINHA:

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**Vejam a dublagem do personagem Patinho Duque**
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**A dublagem do Homem-Mola no desenho Os Impossíveis**
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**FONTE: SITE CASA DA DUBLAGEM**

***Marco Antônio dos Santos***

1 comentários:

Cassio Queiros disse...

Se nem o Marco Antonio conseguiu muitas informações sobre o Gastão Renné, nós, simples mortais, estamos sem sorte mesmo.
Mas, ainda assim é preciso ressaltar o talento de Gastão que, se alguém duvidar,é só comparar a voz original do dublador americano de "Batatinha" com a que Gastão deu na dublagem brasileira, um destes casos em que a original perde e muito para a nossa.
Grande Gastão e grande Marco Antonio que tenta heroicamente resgatar estas figuras talentosas da dublagem brasileira.

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