25 de março de 2015

MEMÓRIA AIC (24): HONG KONG


Hong Kong (1960-1961)

Rod Taylor protagonizou Glenn Evans, um "correspondente norte-americano de dois punhos", baseado em Hong Kong e designado para cobrir o Oriente.

Evans foi igualmente hábil em crime de problemas, socos e romance. O jornalista suave frustrado chantagistas, traficantes, sequestradores e assassinos. Mas ele também conseguiu passar muito tempo em um smoking branco, entretendo senhoras encantadoras na boate Golden Dragon.

Na verdade, sobre a série, Taylor mencionou: "A coisa mais maravilhosa sobre como fazer a série" Hong Kong ",  ele disse em uma entrevista de 1961, "foi que eles usaram um protagonista diferente a cada semana."
  A série criou um forte senso de lugar e aventura, como Evans fechando  seu conversível branco, com Hong Kong como cenário. Também ajudando a definir o humor era partitura musical extraordinária do show, por Lionel Newman.



O resto do elenco de apoio incluído Lloyd Bochner como muito bom o inspetor-chefe Neil Campbell e Jack Kruschen como Tully, o proprietário do Bar do Tully.
Os relatórios dizem que Taylor recusou mais de uma dúzia de série antes de assinar o acordo para "Hong Kong", que fez dele o ator mais bem pago de uma série de uma hora feita. O conceito e o personagem intrigou, como ele disse a um entrevistador, enquanto trabalhava no série:
 
"Eu senti o caráter de Glenn Evans poderia muito bem ser Rod Taylor. Eu não estou criando uma personalidade tela separada para isso. Se eu tenho lá em cima na tela e "fingiu" para 39 semanas, alguém iria ver através dele, ou então ficar muito doente dele. Ou o público me compra, ou estamos fora de sorte.
Agora, não confunda "personalidade tela" com "caráter". Este personagem de Glenn Evans, por exemplo, o correspondente americano itinerante, é um cara que pode ser encantador em uma situação de Cary Grant e ser tão suave - em seguida, tirar o casaco e se atracam, como Cary Grant não iria. Ele pode ser um cavalheiro e ainda ser difícil."
- TV Radio Espelho, janeiro 1961

**Lloyd Bochner como o inspetor Neil Campbell**

ABC e 20-Century Fox TV pensaram "Hong Kong" pode ser um blockbuster, mas ela não poderia competir contra "Caravana" na NBC. Além disso, o sofisticado espetáculo adulto aventura, teve um intervalo de tempo inadequado - a partir das 19h30 às quartas-feiras - e foi um pouco forte para a garotada. 
 Taylor observou sarcasticamente, "que somente 13,5 milhões estão nos assistindo", enquanto "Caravana" acumulou pontos de cerca de 34,5 a cada semana, Hong Kong pontuava de 10,6 a 12,7. Após o seu cancelamento, Rod disse a um entrevistador:
 
"Tentamos não fazer este apenas mais um "Hawaiian Eye", mas para realmente fazer um trabalho com um pouco de personalidade e realidade para ele. E o que acontece? Os serviços de notação dizem que ninguém nos observa. Ninguém ?! E sobre os milhares e milhares de cartas que despejam aqui porque estamos saindo do ar. [Após o cancelamento, o estúdio contados 10.000 cartas de protesto.]"
- Canais de TV, 23 de julho de 1961

No entanto, foi uma experiência de crescimento para o jovem ator. Além de obter o seu nome e rosto mais conhecido, Taylor disse: "Eu aprendi muito profissionalmente. Aprendi a trabalhar em diferentes áreas, para relaxar, onde eu estava tenso. E eu aprendi a dar mais de mim mesmo na peça, para canalizar mais de Rod Taylor e menos de Glenn Evans para o show. "

**Mai Tai Sing como Ching Mei**



A série foi encerrada com apenas uma temporada de  26 capítulos, mais o piloto. O estúdio ainda tentou lançar novamente a série Hong Kong com um novo título "DATELINE", com Glenn Evans na cidade de São Francisco, mas nunca a série nunca passou do programa piloto.  



Apesar do fracasso nos Estados Unidos, esta série fez muito sucesso no Brasil, onde foi apresentada pela extinta TV Tupi na década de 1960, com considerável nível de audiência.





**Rod Taylor nasceu em 11 de janeiro de 1930 e faleceu em 8 de janeiro de 2015, aos 84 anos, vítima de uma parada cardíaca**

**A DUBLAGEM DA AIC DE HONG KONG**


A série chegou ao Brasil já por volta de 1964 e foi uma das primeiras, juntamente com as séries Os Defensores e Os 3 Patetas, na qual surgia a narração de Ibrahim Barchini: "Versão Brasileira da Arte Industrial Cinematográfica São Paulo"

Neste período, a AIC realizava dublagens altamente impecáveis, devido ainda à forte influência do radioteatro. A direção de dublagem foi de Wolner Camargo, o qual também dublou o ator Rod Taylor.

Garcia Neto foi o dublador do ator Lloyd Bochner, interpretanto o inspetor Campbel.

Apesar da influência do radioteatro é uma dublagem de grande quilate, demonstrando a grande experiência dos radioatores trazida para a dublagem da AIC.

Hong Kong estreou em 1964, pela extinta TV Tupi, às quartas-feiras, às 20h30.

A emissora exibiu os 26 episódios que foram produzidos e nunca mais a série retornou em nenhuma emissora, apesar de que teve uma boa audiência no Brasil.


**EPISÓDIO DE HONG KONG DUBLADO** 


Através de colecionadores, temos o episódio nº 25 (o penúltimo), entitulado "O Doce Exílio".
Acreditamos que tenha sido o único sobrevivente ainda em película.

Segundo a Fox, a dublagem desta série não foi perdida inteiramente, entretanto devido a nunca ter sido mais exibida, durante esses 51 anos, o áudio magnético ficou muito prejudicado em diversos episódios.

Se um dia, alguma emissora a cabo se interessasse em exibí-la, provavelmente seria legendada, algo que dificilmente ocorreria no Brasil.

Mais uma dublagem de imensa qualidade da AIC, que praticamente desapareceu !!


**Neste episódio há a presença dos dubladores: Neuza Maria, José de Freitas e Marcelo Ponce** 



**Marco Antônio dos Santos**

4 de março de 2015

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (26): MISTER MAGOO


Os estúdios UPA – United Productions of America criaram um estilo revolucionário nos anos 1950, que mudou completamente o estilo dos desenhos animados. Eles deixavam de ter o estilo “fofo” dos estúdios Disney para usar um design mais moderno, que acabou por influenciar diversos estúdios – inclusive a Disney, que modernizou seu traço.
Durante as décadas de 1940/50, a UPA produziu dezenas de curtas-metragens para o cinema, denominados Jolly Frolics, em parceria com a distribuidora Columbia Pictures.

Em 1949, refletindo a ideologia da UPA, o cartunista John Hubley não queria produzir desenhos animados com animais engraçados e propôs uma história à Columbia Pictures que utilizasse os personagens humanos Quincy Magoo e seu sobrinho Waldo. A distribuidora apenas concordou por que a história tinha um urso como protagonista.

O episódio, intitulado “The Ragtime Bear”, foi escrito por Millard Kaufman (1917-2009) com a colaboração do diretor John Hubley. Este trabalho marcou a primeira aparição do personagem Mister Magoo, inspirado no tio de Hubley — Henry Woodruff — e no ator W. C. Fields, conhecido no cinema por seu mau humor.




Os traços são diferentes daqueles que se tornariam definitivos. A história mostra Magoo como um velhinho excêntrico que sai de férias às montanhas geladas com seu sobrinho Waldo. Devido à miopia de Magoo, ele acaba se separando do  sobrinho, que estava trajando um casaco de pele, um chapeu e segurando um banjo nas mãos.

 Um urso, que havia seguido os dois por gostar do som do instrumento, acaba se apoderando do banjo e do chapeu no momento em que Waldo cai em um precipício. A confusão se inicia quando Magoo acaba se deparando com o grande e urso “vestido de Waldo” e o confunde com seu sobrinho. O público dos cinemas gostou do enredo e se deu conta de que a verdadeira estrela era Magoo, um dos poucos humanos que já haviam aparecido nos desenhos animados produzidos em Hollywood.

Dado o sucesso, o produtor decidiu transformar Magoo no carro-chefe das exibições da UPA no cinema e num dos primeiros personagens humanos no mundo da animação. O estúdio produziu, então, 52 curtas-metragens de Mr. Magoo. O diretor de animação da UPA, Pete Burness, foi o responsável por moldar as caraterísticas do personagem de Mr. Magoo, tornando-o mais atraente para o público de massa.



O velhinho, além de míope, é ingênuo e capaz de confundir o esgoto com a entrada do metrô, um semáforo com um guarda ou mesmo um manequim com uma senhora. Curiosamente, a sua extraordinária falta de visão não só lhe trará problemas, mas também acabará ajudando-o a sair de situações embaraçosas. Além disso, é um homem de sorte e persistente. Não surpreenderá, portanto, sua boa educação, bom humor e alegria de viver. Ele tem seu mundo próprio sem saber das suas ilusões ópticas que distorcem a realidade.
 
Um bordão de Mr. Magoo virou marca registrada: “Oh! Sim, sim, eu lhe digo”.
Os curtas de Mr. Magoo receberam quatro indicações para o Oscar de melhor curta de animação. Foram duas vezes ganhadores, sendo um pelo episódio “When Magoo Flew” (1955) e outro por “Mr. Magoo’s Puddle Jumper” (1956).



**MISTER MAGOO NA TV**
 
Os desenhos produzidos para o Cinema acabaram sendo exibidos também pela TV americana devido ao enorme sucesso.

A 1ª produção de Mister Magoo foi de 1949 a 1959. Nesse período de dez anos foram produzidos, além do piloto, mais 52 episódios de 6 minutos.

Entre 1960/61 foram produzidos 130 episódios de 5 minutos. Já em 1964/65 mais 26 episódios de 30 minutos.

Em 1977 mais 32 episódios de 15 minutos foram produzidos para a Tv, agora não mais pela UPA Productions, mas pela DePatie-Freleng Enterprises.
A distribuição do desenho que era realizada pela Columbia Pictures passa a ser feita pela CBS.




**MISTER MAGOO NA TV BRASILEIRA** 

Mister Magoo estreou pela extinta TV Tupi na 2ª metade da década de 1960, onde ficou durante muitos anos. Em meados da década de 70 também foi exibido pela TV Record e no final da década de 80 pelo SBT.

Mister Magoo retornaria somente no finalzinho da década de 90 pelo canal a cabo Warner, mas foram exibidos poucos episódios.

O fato de duas distribuidoras terem os direitos sobre o desenho causou problemas para a dublagem e para a exibição no Brasil.

Consta que os episódios produzidos em 1977 nunca chegaram à tv brasileira. Também a distribuidora CBS, quando encerrou as suas atividades, a Warner teria adquirido os direitos de distribuição.

A realidade é que somente os desenhos distribuidos pela Columbia Pictures é que foram dublados e exibidos, mas atualmente é incerto que este lote de produção ainda esteja sob o seu controle.


**A DUBLAGEM DA AIC**

Em 1996, tive um pequeno encontro com o saudoso José Soares. Meu objetivo era realizar uma entrevista sobre a sua carreira, mas ele preferiu contar fatos da história da dublagem paulista, sobre a Ibrasom e, principalmente da AIC.

Entretanto, tentei sempre introduzir algum personagem que tivesse dublado, mas sempre ele "escorregava" para outro lado. Na minha opinião, não queria trazer luzes para o seu trabalho e, sim, para todos os envolvidos na dublagem da década de 1960.

Mas, de repente, pedi que ele comentasse uma dublagem que havia levado, nas antigas fitas VHS.
Era um episódio de Mister Magoo, ao qual assistiu em silêncio.
Ao término, fez uma declaração sobre o personagem e sobre a sua dublagem, que tenho a honra de reproduzí-la:



"De tudo que fiz na dublagem este é o personagem que sinto muitas saudades. Foi algo que fiz com muita alegria, porque o desenho não encantou somente as crianças, os adultos adoravam o Magoo e a forma curiosa e engraçada como ele lidava com a miopia, quase cego coitado, mas acabava sempre se dando bem.
Quando o desenho chegou para ser dublado na AIC, eu já havia saído definitivamente da Ibrasom, porque a própria AIC a comprou.

Os episódios iniciais, se a memória não me engana, foram traduzidos pelo Samuel Lobo e ele me disse: "este desenho foi feito para você dublar". Originalmente eu iria fazer a direção da dublagem, mas joguei uma voz no Magoo que pegou e acabei eu mesmo me dirigindo, rs, rs

Os desenhos eram bem curtos e pouquíssimos personagens, o que tornou uma dublagem bem mais rápida. Lembro que ainda não havia escolhido o narrador da abertura do desenho, então aproveitei a rápida passagem do Antônio Celso, mas  também tinha o Wilton Franco, produtor de programas para TV.

Um dia ele estava lá, supervisionando a dublagem de um filme brasileiro, quando encontrei com ele no corredor e lhe disse se poderia me fazer um favor e aí ele narrou a abertura de dezenas de episódios do Magoo.

Não foi um trabalho solitário, como é hoje a dublagem. Muita gente gostava de assistir às gravações, me diverti muito, dublei mais de 100 episódios, e guardo Mister Magoo no fundo do coração."

Esta declaração de José Soares demonstra o quilate do seu trabalho para esta dublagem.
Todos nós agradecemos a este profissionalismo ímpar.

O lado triste desta história é, como sempre ocorre no Brasil, que esta dublagem praticamente inexiste. Houve uma tentativa de redublagem nos anos 2000 para venda de dvds, a qual não sortiu muito efeito e logo foi suspensa.

Atualmente, os pouquíssimos episódios que restaram com a dublagem da AIC, pertencem às pessoas que gravaram alguns episódios transmitidos pelo SBT e também pela Warner, mas muito distante do número de dublagens que José Soares realizou de Mister Magoo.
 


Um trabalho que merece os nossos aplausos !!


**REVENDO 2 EPISÓDIOS DE MISTER MAGOO**


**VÍDEO 1: Narração da abertura realizada por Antônio Celso**



**VÍDEO 2: Narração da abertura realizada por Wilton Franco**



**Fonte de pesquisa: site Retrô TV e Arquivo Pessoal**

**Marco Antônio dos Santos**

21 de dezembro de 2014

RELÍQUIAS DA DUBLAGEM (05): ALÉM DA IMAGINAÇÃO / 2ª TEMPORADA



"Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação."


A série foi produzida por Cayuga Productions, Inc.


Além de Rod Serling, que trabalhava quase dois terços do total de episódios da série, os roteiristas de Além da Imaginação eram autores de extrema qualidade por diversos trabalhos anteriores, como Charles Beaumont, Ray Bradbury, Richard Matheson, Reginal Rose e Jerry Sohl.


Esses escritores estavam frequentemente acostumados a tratar de ficção como veículo de comentário social. Utilizaram métodos desenvolvidos para lidar com questões importantes e até polêmicas, através da fantasia, da ficção, aparentemente inócua.


**Episódio: "Na Hora H" com William Shatner**

Na 2ª temporada os roteiristas, liderados por Rod Serling, além de manterem a mesma linha filosófica adotada, conseguiram talvez os maiores exercícios em textos que tocavam a verdade, mas a censura americana os via simplesmente como uma obra de ficção.


São dessa temporada episódios extremamente reflexivos, tocantes, como "A Beleza está em quem olha", "Os Invasores", "O Homem Nervoso", "A Hora Tardia", "Um Assalto para o Futuro", "O Silêncio", "O Homem Obsoleto", entre outros.


Mesmo tendo ganhado diversos prêmios com a 1ª temporada e com uma ótima audiência, a 2ª temporada sofreu restrições orçamentais.

A produtora decidiu cortar custos produzindo alguns episódios em videotape, ao em vez de filme.

Este fato acabou limitando severamente o alcance potencial dos roteiros e o experimento acabou sendo abandonado para a temporada seguinte.



**Episódio: "Um Tostão pelos seus Pensamentos" com Dick York**

Na 1ª temporada, alguns episódios se utilizaram de uma cidade cenográfica dos estúdios MGM, os quais eram alugados pela Cayuga Productions.

Na 2ª temporada, a cidade cenográfica foi utilizada muito pouco, praticamente, e construíram cenários de rua dentro do próprio estúdio, o que também trouxe muita limitação aos textos.


Embora com todas essas dificuldades, a 2ª temporada de Além da Imaginação conseguiu ser indicada a diversos prêmios. Rod Serling ganhou novamente um prêmio Emmy e a audiência se manteve estável.



**Episódio: "Telefonema Interurbano" com Billy Mumy**



**A DUBLAGEM DA 2ª TEMPORADA**


Quando a TV Record trouxe Além da Imaginação para o Brasil, em 1961, sua intenção era adquirir as duas primeiras temporadas, as quais fizeram muito sucesso nos Estados Unidos.


Quanto aos 36 episódios da 1ª temporada, todos produzidos em filme, não houve nenhuma empecilho. O problema se encontrava nos 6 episódios da 2ª temporada que haviam sido produzidos em videotape.


Naquela época, o videotape ainda estava surgindo no Brasil e nenhum estúdio de dublagem possuía condições técnicas para realizar a dublagem de videotapes, somente havia tecnologia para as películas em filmes.


Sendo assim, esses episódios não vieram no lote adquirido pela TV Record e ficaram durante décadas sem serem exibidos no Brasil. Com essa confusão, um dos episódios mais célebres da série, "Os Invasores", mesmo tendo sido produzido em película, não veio no pacote, assim como "A Odisseia do Vôo 33".


A fim de compensação, posteriormente, foram enviados somente os 6 primeiros episódios da 3ª temporada.



**Episódio: "A Hora Tardia" com Inger Stevens**

Esses episódios da 2ª temporada nunca foram exibidos por nenhuma tv aberta quando reprisava Além da Imaginação, eliminando custos para dublar uma série que não era inédita.


Somente entre 1996 e 2000, quando o extinto canal a cabo USA decidiu exibir a série na íntegra, os fãs puderam assistir a todos os episódios inéditos da 2ª temporada, sendo dublados pelo estúdio VTI Rio. 



**29 EPISÓDIOS / 2ª TEMPORADA**



**Os episódios produzidos em videotape estão assinalados, assim como aqueles que tiveram a necessidade de redublagem no final da década de 1990.


37 - O REI NONO NÃO RETORNARÁ.

38 - O HOMEM NA GARRAFA.

39 - O HOMEM NERVOSO.

40 - A REVOLTA DAS MÁQUINAS.

41 - O HOMEM UIVANTE.

42 - A BELEZA ESTÁ EM QUEM OLHA.

43 - NA HORA H.

44 - A HORA TARDIA.(V.T)

45 - A ANGÚSTIA DE TEMPLETON.

46 - A CÂMERA INCOMUM.

47 - A NOITE DOS HUMILDES.(V.T)

48 - O PÓ MÁGICO.

49 - VOLTA AO PASSADO.

50 - TODA A VERDADE.(V.T)

51 - OS INVASORES.(*)

52 - UM TOSTÃO PELOS SEUS PENSAMENTOS.

53 - SALA 22: NECROTÉRIO.(V.T)

54 - A ODISSEIA DO VÔO 33.(*)

55 - SR. DINGLE.(R)

56 - ESTÁTICA.(V.T)

57 - O GRANDE APOSTADOR.(R)

58 - TELEFONEMA INTERURBANO.(V.T)

59 - CEM ANOS ALÉM.(R)

60 - UM ASSALTO PARA O FUTURO.(R)

61 - O SILÊNCIO.(R)

62 - SONHO OU REALIDADE.(R)

63 - A MENTE E O PROBLEMA.(R)

64 - O MARCIANO.(R)

65 - O HOMEM OBSOLETO.(R)


<LEGENDA>

(V.T): episódio produzido em videotape.

(*): episódio somente exibido no final da década de 1990.


(R): episódio redublado pelo estúdio VTI Rio, por apresentar o áudio prejudicado.


**Episódio: "A Angústia de Templeton"**

Como podemos observar, a exibição da 2ª temporada, na década de 1960/70, teve a supressão de 6 episódios produzidos em videotape e mais 2 que não vieram no pacote.

Em 1988/89, última apresentação de Além da Imaginação em tv aberta, (TV Gazeta), alguns episódios já não foram exibidos por problemas de perda de dublagem ou graves deficiências no áudio.

Naquela época, a TV Gazeta ainda conseguiu exibir, com a dublagem original, os episódios: "Sr. Dingle", "Um Assalto para o Futuro", "O Silêncio", "O Marciano" e "O Homem Obsoleto".

Ainda na 1ª exibição do canal a cabo USA, o episódio "O Homem Obsoleto" chegou a ser exibido, apenas uma vez, com a sua dublagem original.


**Episódio: "Volta ao Passado"**

Dos 29 episódios desta temporada, apenas 12 ainda possuem a dublagem original realizada, em 1961, pelo estúdio Gravasom.

A questão da dublagem desta 2ª temporada possui dois aspectos:

1 - Infelizmente houve a perda da dublagem de 9 episódios.

2 - A redublagem  se fez necessária, pois também trouxe episódios que estavam inéditos no Brasil e, pela primeira vez, os fãs puderam assistir a 2ª temporada de Além da Imaginação na íntegra.


Infelizmente, durante a década de 1960/70 e nas poucas ocasiões em foi exibida na década de 1980, nunca houve a preocupação em mostrar os episódios inéditos no Brasil e tampouco com a conservação da dublagem.


**Episódio: "Um Assalto para o Futuro"

Por volta de 1969, a TV Tupi optou em trazer a 4ª temporada da série, justamente, porque esta temporada era uma novidade com episódios de 50 minutos de duração.
A dublagem desta temporada foi realizada pelo estúdio TV Cinesom/RJ e nenhum episódio foi redublado, apesar dos problemas técnicos que esse estúdio sempre apresentou.


**VAMOS REVER EPISÓDIOS COM A DUBLAGEM GRAVASOM**


**EPISÓDIO: "O REI NONO NÃO RETORNARÁ"

Obs> Ator convidado Robert Cummings.



**EPISÓDIO: "O HOMEM NERVOSO"

*Participam os dubladores Osmiro Campos e Henrique Martins*


**EPISÓDIO: "A BELEZA ESTÁ EM QUEM OLHA"


**EPISÓDIO: "O HOMEM UIVANTE"

*Participam os dubladores Gervásio Marques e Paulo Pereira*


**EPISÓDIO: "OS INVASORES"

*OBS 1> Apesar deste episódio nunca ter sido dublado antes de 1996, é interessante observar que não possui praticamente diálogos, se valendo da fisionomia da atriz Agnes Moorehead e da ação.

OBS2> Este episódio foi indicado a dois prêmios Emmy (melhor roteiro e melhor atriz de série dramática), porém não ganhou.


**COLABORAÇÃO: Edson Rodrigues


**Marco Antônio dos Santos**