2 de dezembro de 2014

RELÍQUIAS DA DUBLAGEM (04): ALÉM DA IMAGINAÇÃO / 1ª TEMPORADA




"Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação."

Esse era o texto de abertura de "Além da Imaginação", clássica série de TV, que apresentava histórias de ficção, suspense, fantasia e terror. Produzida ao longo de 5 temporadas, entre 1959 e 1964, a série gerou um longa para cinema em 1983 e dois remakes para televisão: um na década de 1980 que contabilizou 3 temporadas e outro no ano de 2002, quando apenas uma temporada foi produzida.

As tramas - ambientadas num local conhecido como "Zona do Crepúsculo" - apresentavam, a cada episódio, ocorrências sobrenaturais envolvendo situações inexplicáveis, tais como, viagens no tempo, mundos paralelos, viagens espaciais, seres de outro planeta e até fantasmas.

*1º Episódio: "Onde estão todos ?"*

Sob esse tema, Rod Serling encontrou os elementos característicos que definiram o estilo e a temática da série que pretendia produzir, abrindo e encerrando a narração, sempre com um final revelador. O episódio inicial chamou-se "Where is Everybody?" (Onde Estão Todos?), tendo sido anunciado oficialmente ao público no início de 1959. 


A série foi produzida de 1959 até 1964 contabilizando um total de 156 episódios em 5 temporadas. Produzidos em preto e branco, valorizavam por demais os enredos. As temporadas 1, 2, 3 e 5 tem episódios de 25 minutos. A temporada 4 - produzida entre 1962 e 1963 - tem episódios de 50 minutos.


O tema de abertura da série original de 1959 foi escrito por Bernard Herrmann. O tema mais conhecido, no entanto, é o da segunda temporada, escrito pelo compositor Marius Constant. Jerry Goldsmith (que escreveu o tema para o filme de 1983) contribuiu para as músicas de vários episódios da série clássica.


**Episódio: "O Santuário"

Entre 1959 e 1964, "Além da Imaginação" recebeu várias premiações. Dentre elas, podemos destacar o Emmy, World Science Fiction Convention Hugo Awards, Directors Guild Award, Producers Guild Award e o Unit Award for Outstanding to Better Race Relations.


**ALÉM DA IMAGINAÇÃO NO BRASIL**


A dublagem da série no Brasil foi inicialmente feita pela Gravasom (futura AIC) - que dublou a 1ª e parte da 2ª temporada (alguns episódios produzidos em videotape da 2ª temporada não foram dublados na ocasião).


 Esse lote foi exibido entre nós pela TV Record, a partir de maio de 1961, terças-feiras, 21h. No ano de 1969, em mesmo dia e horário, a série migrou para a TV Tupi, que exibiu na ocasião os episódios da 4ª temporada, dublados pela TV Cinesom / RJ.


**Episódio: "Tempo Suficiente"**

Depois da Tupi, a série foi exibida pela TV Bandeirantes (1970 a 1972), TV Gazeta de São Paulo (1977), SBT (1981 a 1982) e de novo TV Gazeta (1988 a 1989).


 A partir de 1998, o programa passou a ser exibido no Canal USA da TV a Cabo, quando tivemos finalmente a oportunidade de assistir aos episódios da 3ª e 5ª temporadas, até então nunca exibidas no Brasil, dublados pela VTI Rio (a mesma VTI, na ocasião, redublou episódios de outras temporadas em virtude da má conservação das bandas de áudio).


**Episódio: "O Espelho"



**EPISÓDIOS / 1ª TEMPORADA**

OBS> Os títulos estão de acordo com a dublagem realizada pelo estúdio Gravasom.


01 - Onde estão todos ? 

02 - Um Negócio para os Anjos. 

03 -Mr. Denton. 

04 - O Santuário. 

05 - Recordações Amargas. 

06 - Fuga para a Morte. 

07 - Um Homem Só. 

08 - Tempo Suficiente.

09 - O Sonho. 

10 - O Julgamento. 

11 - Céu Aberto. 

12 - O Que Você Precisa.

13 -  Nós Quatro Morreremos. 

14 - Terceiro Planeta do Sol. 

15 - Atirei uma Flecha no Ar. 

16 - A Morte Pedia Carona. 

17 - A Febre. 

18 - O Último Vôo. 

19 - Testamento Rubro. 

20 - Elegia. 

21 - O Espelho. 

22 - Os Monstros da Rua Mapple. 

23 - Um Mundo de Diferença. 

24 - A Longa Vida de Walter Jameson. 

25 - As Pessoas são Iguais em Qualquer Lugar. 

26 - A Execução. 

27 - O Grande Desejo.

28 - Outro Lugar. 

29 - Pesadelo. 

30 - Parada em Willougby. 

31 - O Antídoto. 

32 - A Morte Disse Não.

33 - Mr. Bevis. 

34 - O Manequim. 

35 - O Grande Campeão. 

36 - Seu Mundo Particular. 


A dublagem da 1ª temporada já demonstra uma extrema qualidade, infelizmente, a qualidade técnica ainda precária prejudicou um pouco a dublagem.
 Rod Serling, que narra o início e o final de cada episódio, foi dublado por Magno Marino e, em alguns episódios, substituído por Waldyr Guedes.

**Episódio: "O Último vôo"**

Diversos dubladores estavam, em 1961, começando na dublagem e, muitos, continuaram carreira na AIC. 

Temos a presença de Ézio Ramos, Gilmara Sanches, Osmano Cardoso, Luiz Pini, Márcia Cardeal, Maria Aparecida Alves, Gervásio Marques, Paulo Pereira, Borges de Barros, Henrique Martins, Laura Cardoso, Rogério Márcico, Osmiro Campos, Mário Jorge Montini, Sandra Campos e até Older Cazarré também dubla eventualmente.

A série ainda contou com muitos radioatores, os quais não prosseguiram a carreira na dublagem, tornando-se impossível a sua identificação.


**Episódio: "Pesadelo"**

Apesar do desgaste do áudio devido ao tempo decorrido e a má conservação, a 1ª temporada é aquela que quase não apresenta  problemas quanto à dublagem original.

 Somente o episódio "O Manequim" foi redublado pela VTI Rio, em 1998, por ter sido danificada a dublagem, mas ainda em 1988/89 foi exibido com a dublagem original pela TV Gazeta de São Paulo.
Algo raro somente um episódio necessitar ser redublado, se pensarmos que esta dublagem foi realizada em 1961.


**VAMOS REVER 5 EPISÓDIOS DA 1ª TEMPORADA**


**EPISÓDIO: "CÉU ABERTO"**

OBS> O ator Rod Taylor é dublado por Rogério Márcico.


**EPISÓDIO: "A MORTE PEDIA CARONA"**

OBS> A atriz Inger Stevens é dublada por Gilmara Sanches.



**EPISÓDIO: "UM MUNDO DE DIFERENÇA**

OBS> Participação do ator David White, Larry Tate, da série A Feiticeira.


**EPISÓDIO: "A LONGA VIDA DE WALTER JAMESON"**

OBS> Waldyr Guedes dubla o Prof. Walter Jameson.


**EPISÓDIO: "O MANEQUIM"**

OBS 1> Este episódio foi redublado no final da década de 1990, porém este vídeo traz a dublagem original do estúdio Gravasom.

OBS 2> Waldyr Guedes faz a narração do episódio.

OBS 3> A atriz Anne Francis é dublada por Sandra Campos e há a participação de Older Cazarré dublando o encarregado da loja.


**Colaboração: Edson Rodrigues**

**Marco Antônio dos Santos**

18 de novembro de 2014

DUBLAGEM INESQUECÍVEL (25): A FEITICEIRA / PARTE 3


** Personagens que encantaram várias gerações **

Após os problemas da 5ª temporada, causados pela doença de Dick York, os produtores decidiram que, realmente, ele não teria mais condições físicas de continuar no elenco.
Primeiramente, houve até a ideia da série ser cancelada, mas ainda mantinha uma boa audiência.

Sendo assim, o ator Dick Sargent foi convidado para ser o novo "James Stephens". Uma curiosidade é que durante as férias, a emissora reprisou somente os episódios em que Dick York não participa na 5ª temporada. Talvez, uma forma de introduzir um novo ator para um personagem tão carismático.


Sargent havia sido um dos nomes cogitados desde o início da série para ser o marido de Samantha, porém estava preso a um contrato com outro estúdio que o impediu totalmente. Desta feita, pôde aceitar o personagem. Infelizmente, o público efetuou muitas comparações entre os dois atores, mas Dick Sargent imprimiu uma nova forma de interpretar James, a qual também tem toda uma caracterização de outro humor.

Seja como for, a 6ª temporada conseguiu manter ainda a audiência, principalmente criando a personagem Esmeralda (uma empregada totalmente desastrada em seus feitiços), além de episódios hilários com a prima Serena, tio Arthur e a chegada do irmãozinho de Tábatha: Adam.
 A 6ª temporada de A Feiticeira alcançou a 24ª colocação, com uma média de 20.6 pontos.



Segundo estudiosos da série, nesta temporada, houve roteiros muito bem escritos que resultaram em alguns episódios, praticamente do mesmo nível das temporadas anteriores, como: "Atrações e Traições", "Já Ouvi Isso em Algum Lugar", "A Feiticeira Devoradora", " Segredo Revelado "," Os Encantos do Bebê "," Sinto-me um Super-Homem ", além de" O Espírito Natalino ", um dos episódios de Natal mais queridos do público de A Feiticeira.

** Obs> Os Títulos dos episódios estão de acordo com a dublagem da AIC.

A 7ª temporada de A Feiticeira foi lançada em 24/09/1970 e tinha como objetivo dos executivos da ABC, melhorar a audiência da série, a qual já vinha sendo abalada desde meados da 6ª temporada.
Críticos americanos, especialistas na série, apontam que o público não havia conseguido compreender o tipo de humor que Dick Sargent fazia, preferindo ao de Dick York.

O fato é que Dick Sargent jamais deveria ser comparado, uma vez que interpretou um James Stephens, de uma maneira mais sutil, mas que conseguia também demonstrar o lado de contrariedade, de fazer rir de outra maneira, sem copiar o modelo de Dick York, o que poderia transformar a interpretação de Sargent caricata.

Infelizmente, o público sempre fez a comparação entre os dois atores e, até hoje, há as pessoas que preferem um ou outro como marido de Samantha. Segundo os especialistas, este fato ocorreu em todos os países em que A Feiticeira foi exibida, mas a pressão da audiência nos Estados Unidos, era o termômetro da Rede de Televisão.


Os roteiristas a fim de dar um novo fôlego à série, criaram os 8 primeiros episódios da temporada fora da casa de Samantha e James. Assim, eles viajam para Salém e lá surgem diversas situações embaraçosas para todos, uma vez que Endora, Serena, Esmeralda e o próprio Larry Tate aparecem por lá.

Os demais episódios já começaram a se distanciar daqueles que o público estava acostumado e, com exceções raras, poucos ainda tiveram a linha mestra que sempre norteou os roteiros de A Feiticeira.

A 8ª e última temporada da série foi lançada em 15/09/1971 e iniciou com a perspectiva de até de que não fosse realizada.
Ao final da 7ª temporada, com baixos índices de audiência, Elizabeth Montgomery queria que A Feiticeira terminasse. Ela se declarava muito cansada e queria partir para novos projetos para o Cinema.

Além disso, Liz e os próprios roteiristas e alguns diretores alegavam que, praticamente, já tinham criado de tudo para as bruxarias que a série utilizava e todos se mostravam cansados, pois estavam juntos desde 1963, quando filmaram o piloto.


Entretanto, a Rede ABC não aceitava o final da série, pois A Feiticeira ainda possuía alguma audiência, o que ainda valeria realizar a 8ª temporada.

Especialistas americanos na série apontam dois equívocos graves da ABC:
"O primeiro é que A Feiticeira ficou durante muitos anos entre as dez séries mais líderes de audiência nos Estados Unidos e que estar muito distante do 30º lugar era preocupante.

O segundo argumento é que os anos 60 terminaram, e com eles as séries que marcaram época com ficção e fantasia.
 Já, em 1971, o público estava preferindo outro tipo de programação como "Mary Tyler Moore", onde se tocava na emancipação da mulher, ou "Columbo", "Mash", "Tudo em Família" e outras que partiam da realidade do público americano."

Nenhum argumento convenceu a Rede de Televisão e , baseados ainda em contratos, todos foram obrigados a realizar a 8ª temporada, mas que seria a última, uma vez que o contrato de Elizabeth Montgomery terminaria ao final e, ela não o renovaria.


Os roteiristas procuraram novamente criar enredos diferentes e decidiram, nos 7 primeiros episódios, realizar uma viagem à Europa para James e Samantha, mas sempre acabavam envolvidos em confusão devido a alguma bruxaria.

No retorno da viagem, ainda foram criados roteiros regulares, porém perto do final da temporada, os roteiristas se limitaram a refazer episódios de antigas temporadas, alterando as personagens, mas sendo um claro "revival".

Sempre, antes de iniciar cada episódio, há uma pequeno prólogo, no qual a personagem Samantha diz: "Olá, eu sou Elizabeth Montgomery, fiquem ligados em A Feiticeira" e depois desaparece.
A retirada dos vizinhos Abner e Gladys Kravitz foi outro equívoco, que prejudicou muito o lado hilário da série.

Devido a esses fatos, a 7ª e 8ª temporadas de A Feiticeira foram aquelas que amargaram os piores índices de audiência, infelizmente por uma total inflexibilidade de executivos de tv, sequer constam das 30 séries mais assistidas no período.

Devemos salientar que, os baixos índices de audiência das duas últimas temporadas, não foram consequência da atuação de Dick Sargent.
Caso Dick York ficasse até o término da série o mesmo ocorreria, pois houve uma falta de percepção da Rede ABC de que o gênero estava se esgotando e o interesse do público era outro no início da década de 1970.

** Alice Ghostley: a empregada atrapalhada Esmeralda **

** ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE A SÉRIE **

1 - No Episódio "Arrasando a Concorrência", 4ª temporada, temos cenas em flashback do primeiro episódio da série. É a única vez que isso ocorre (cenas em reprise).

2 - Os episódios de cunho histórico-cultural sempre estiveram presentes em datas comemorativas retratando os Estados Unidos, como o Halloween e o Dia de Ação de Graças, e personagens históricos mundialmente famosos, como Benjamin Franklin e Leonardo da Vinci.  Na 3ª Temporada temos o duplo "Benjamin Franklin, o Eletricista" / "Samantha, a Defensora", "Artes e Artimanhas" e "A Vitória de Tia Clara".
Já na 4ª temporada há "O Sorriso indecifrável" e "Um Verdadeiro Dia de Graças". Na 5ª Temporada temos "Bolo à Napoleão"

3 -Questões sociais também estiveram presentes nos episódios "Uma Verdade Salgada" (5ª temporada), "Uma Corrida e Duas Vitórias" (3ª) e "Julgamento de Uma Feiticeira" (3ª).



 4  - Em "Sinto-me Um Super Homem", 6ª temporada, Samantha cita "A Noviça Voadora", exibida na mesma época. 

5 - A série contou com diversos quadros de pintores renomados utilizados na cenografia. Os mais conhecidos foram "Uma menina com uma vassoura" de Rembrandt, ainda havia quadros de Picasso, Modigliani e Van Gogh. Até Samantha dava suas pinceladas e Louise Tate também virou tema de pintura.

6 - Na vida real, a atriz Marion Lorne (Tia Clara), tinha mesmo uma coleção de maçanetas. Isso foi confirmado por Elizabeth Montgomery numa entrevista que ela deu a uma estação de Rádio americana.
Nessa mesma entrevista, ela destacou o quanto Marion tinha de Tia Clara (ou Tia Clara tinha de Marion), e que ela costumava visitá-la em sua casa.
Marion Lorne foi indicada ao Emmy em 1968, na categoria melhor atriz coadjuvante de série cômica, mas faleceu 10 dias antes da cerimônia realizada em 19 de maio de 1968. Venceu, e Elizabeth Montgomery recebeu o prêmio em seu nome.


**EPISÓDIOS DE NATAL**

A Feiticeira, em suas 8 temporadas, produziu 4 episódios que possuem a comemoração do Natal, os quais foram exibidos na semana dos festejos natalinos.

Na 1ª temporada o episódio "O Lado Bom da Ilusão", com a participação de Billy Mumy (antes de ingressar na série Perdidos no Espaço), obteve uma enorme audiência mostrando como os órfãos são, muitas vezes, esquecidos nessa época.
O episódio foi introduzido e exibido na 2ª temporada, no período de Natal, por dois motivos: a audiência garantida e ganhar tempo para o retorno de Elizabeth Montgomery após seu mais recente parto.

Na 4ª temporada o episódio "Papai Noel Existe", traz a história de um idoso avarento e amargurado, o qual não suporta mais o Natal. Com a ajuda de Papai Noel, Samantha consegue recuperar os sentimentos escondidos dentro desse cliente de James e, a partir daí, passa ser um ser humano muito melhor.


Na 6ª temporada o episódio "O Espírito Natalino" foi também líder de audiência e é sempre o mais lembrado pelos fãs americanos. Os roteiristas conseguiram misturar as atrapalhadas de Esmeralda com Papai Noel e também com a sra. Kravitz. Além disso, o bebê Adam também participa. Mas, o encerramento do episódio é o mais emocionante, pois Samantha diz "de todos nós, para todos vocês, um Feliz Natal", e a câmera vai dando close na janela com a neve caindo e mostrando uma família feliz com o espírito natalino.

Na 7ª temporada o episódio "Mágicas em Preto e Branco" tentou mostrar a irracionalidade do preconceito racial. Infelizmente, tanto a crítica quanto o público não o compreenderam na sua essência e acharam que o problema do preconceito racial (tema muito forte no final dos anos 60), foi abordado de forma muito infantil.
O roteiro mostra Tábatha deixando manchas brancas em sua amiguinha negra e negras nela própria, uma clara demonstração de que somos todos iguais, porém o episódio não teve receptividade.
Somente hoje, já distantes no tempo dos conflitos raciais americanos, é que os próprios pesquisadores da série mencionam que este episódio foi mal interpretado, mas devido ao conflito racial do período nos Estados Unidos.



**OS ATORES DE A FEITICEIRA**

A série reuniu, em seus 50 anos de existência, milhares de fãs pelo mundo.
 Os países onde A Feiticeira fez mais sucesso são: 1º Estados Unidos, 2º Brasil, 3º França, 4º Itália, mas teve também uma enorme receptividade nos países de língua espanhola do continente americano, sobretudo, no México.



Os atores são queridos por todos os seus fãs e, é lógico, todos gostariam ainda de poder entrevistá-los, fazer reuniões de fãs sobre a série, mas praticamente todo o elenco já partiu daqui para brilharem nos céus.
Embora isso seja uma decorrência natural de nossas vidas, todos serão eternos, pois o trabalho deixado acabou sendo uma obraprima da tv americana da década de 1960.

Relacionamos, por ordem cronológica, os nomes de cada ator que faleceu, a data e com qual idade.

**ALICE PEARCE (1ª sra. Kravitz), em 03/03/1966, aos 48 anos.

**MARION LORNE (Tia Clara), em 09/05/1968, aos 84 anos.

**AGNES MOOREHEAD (Endora), em 30/04/1974,  aos 73 anos.

**ROY ROBERTS (2º pai de James), em 28/05/1975, aos 69 anos.

**GEORGE TOBIAS (Abner Kravitz), em 27/02/1980, aos 78 anos.

**PAUL LYNDE (Tio Arthur), em 10/01/1982, aos 55 anos.

**MABEL ALBERTSON (Phyllis, mãe de James), em 28/09/1982, aos 81 anos.

**MAURICE EVANS (Maurice), em 12/03/1989, aos 87 anos.

**DAVID WHITE (Larry Tate), em 27/11/1990, aos 74 anos.

**DICK YORK (1º James), em 20/02/1992, aos 63 anos.

**ROBERT SIMON (1º pai de James), em 29/11/1992, aos 83 anos.

**DICK SARGENT (2º James), em 08/07/1994, aos 64 anos.

**ELIZABETH MONTGOMERY (Samantha), em 18/05/1995, aos 62 anos.

**IRENE VERNON (1ª Louise Tate), em 21/04/1998 aos 76 anos.

**SANDRA GOULD (2ª sra. Kravitz), em 20/07/1999, aos 82 anos.

**KASEY ROGERS (2ª Louise Tate), em 06/07/2006, aos 80 anos.

**ALICE GHOSTLEY (Esmeralda), em 21/09/2007, aos 83 anos.

**SOL SAKS (criador da série), em 16/04/2011, aos 100 anos.

**WILLIAM ASHER (principal diretor da série), em 16/07/2012, aos 90 anos.



Atualmente Bernard Fox (Dr. Bombay) está com 87 anos.
As irmãs gêmeas Erin e Diane Murphy (Tábatha) estão com 50 anos.
Os irmãos gêmeos David e Greg Lawrence (Adam) com 45 anos.


** BEWITCHED FOREVER ** 

A série teve o mérito de possuir fãs desde a década de 1960 até os dias de hoje. Jovens que assistiram, pela 1ª vez, no início do século XXI, acabaram se encantando também. São jovens de 18 a 30 anos de idade e que criaram comunidades sobre a série no extinto Orkut.

Aqui, temos uma declaração de um jovem, com menos de 25 anos, sobre o que representa A Feiticeira para ele e, certamente, para todos os fãs !!



 "A Feiticeira" é, e sempre será imortal e atemporal, capaz de nos entreter, divertir ou mesmo nos fazer refletir com as mais variadas questões:
 O amor verdadeiro simbolizado por Samantha e James, as implicâncias de Endora com o genro, a esperteza de Tábatha, a bisbilhotice da hilária Gladys Kravitz, a incredulidade de Abner Kravitz,  as estripulias e maluquices de Serena, os esquecimentos e desacertos de Tia Clara, a super-proteção de Phyllis, a tranquilidade de Frank, as piadas de Tio Arthur, a ganância de Larry Tate, a amizade de Louise Tate, as trapalhadas de Esmeralda, o cavalheirismo de Maurice, as extravagâncias de Dr. Bombay ou mesmo as dúvidas se Adam é ou não um bruxo.
 Tenho certeza de que tudo isso e muito mais, sempre estará em nossa memória e que sempre será um entretenimento rever os 254 episódios em nossos dvds.
Muito obrigado por tudo! E que, mesmo 50 anos depois, "A Feiticeira" continua conquistando e unindo pessoas ao redor do mundo!

**Thiago Moraes**

**A DUBLAGEM DA AIC**

As três últimas temporadas de A Feiticeira mantiveram a mesma qualidade que já havia se desenvolvido nas temporadas anteriores, porém Olney Cazarré enfrentou algumas dificuldades:


1 - A dublagem da 6ª temporada iniciou em 1970 e, devido à mudança do marido de Samantha para Dick Sargent, o diretor de dublagem da série (Olney Cazarré), escalou Osmiro Campos para a dublá-lo, porque a forma de interpretar James se adequava muito bem com a voz, o timbre e a interpretação de Osmiro Campos.


De fato, a dublagem do ator Dick Sargent foi extremamente bem cuidada, um excelente trabalho. 

Para a nova personagem, Esmeralda, Olney Cazarré escalou Sandra Campos que sempre brilhava com seus personagens.



2 - Tudo corria bem até o início do 2º semestre daquele ano quando a crise econômica na AIC começa se agravar e, muitos dubladores, começam a procurar novas formas de trabalho: no Teatro, Televisão, Cinema e no estúdio Odil Fono Brasil.

Assim, próximo dos últimos episódios da 6ª temporada, Osmiro Campos deixa a AIC definitivamente. A saída encontrada foi o próprio Olney Cazarré retornar a dublar o personagem, porém se observa claramente o seu novo "jeito" de dublar James, totalmente oposto quando dublava o ator Dick York.


Outros fatos que foram enfrentados: a saída de Waldyr Guedes para tratamento de saúde. A alternativa encontrada foi deslocar Xandó Batista (que dublava Abner), para Larry Tate e escalar José Carlos Guerra para o personagem Abner.


Com a saída de vários dubladores, Sandra Campos era muito requisitada para a dublagem de filmes, sem tempo para as participações de Esmeralda. Assim, para substituí-la é escalada Yolanda Cavalcanti, uma radioatriz excelente que conseguiu imprimir uma qualidade extraordinária na dublagem da empregada atrapalhada.




3 - Mas os problemas continuaram na 7ª temporada, cuja dublagem se iniciou em meados de 1971. Um ano depois, a AIC estava com uma crise maior e poucos dubladores ainda faziam trabalhos no estúdio, o qual começa a entrar em sua decadência financeira.

Conforme o dublador Hugo de Aquino Júnior, "1971, é o ano que é considerado o início do declínio da AIC definitivamente".


Para manter a qualidade, Olney Cazarré conseguiu manter o mesmo elenco para os personagens fixos e contou com o retorno de Waldyr Guedes, que retomou o personagem Larry Tate, após a saída de Xandó Batista também da AIC.


O grande problema era encontrar vozes para os personagens convidados. Assim, os dubladores, nesta temporada, se repetem várias vezes, ou seja, ainda eram aqueles que acreditavam no estúdio e também pela amizade a Olney Cazarré.

Nesta temporada, temos diversas vezes Maria Inês, Gilberto Baroli, José Soares, Eleu Salvador, Turíbio Ruiz, Deise Celeste, Carlos Campanile, João Paulo Ramalho, José Miziara, Marcos Miranda e Roberto Marquis, principalmente.



4 - O agravamento da crise financeira foi aumentando rapidamente e a 8ª temporada teve o início da sua dublagem em meados de 1972.
Novamente Olney Cazarré, por seu profissionalismo, consegue convencer alguns dubladores a continuarem na série (mesmo demorando muito tempo para receber os aneis dublados).
 Segundo consta, a própria Rita Cleós só ficou devido à grande amizade com ele.

Entretanto, para os personagens convidados, há um verdadeiro exercício de convites, os quais muitos aceitaram por total admiração a Olney Cazarré.


Apesar de já ter sido realizada em meados de 1972, época em que muitos dubladores  já haviam saído da AIC, procurando opções em Televisão, Cinema, Teatro e nos estúdios Álamo e Odil Fono Brasil, a dublagem da 8ª temporada possui uma enorme qualidade.
Vejam este relato de Helena Samara sobre a dublagem da última temporada, dado a mim, em 1989:

 "Quando a série estava já no fim, por volta de 72 ou 73, foi a garra do Olney Cazarré que resultou num ótimo trabalho. Ele, como dublador e diretor da série, fazia um verdadeiro quebra-cabeças para escalar convidados. A AIC estava já profundamente debilitada financeiramente e, muitas vezes, surgiram alguns dubladores convidados por serem amigos do Olney, ajudá-lo, porque sabiam que demorariam muito para receber.
A Feiticeira chegou até o final com qualidade devido ao Olney Cazarré amar o personagem e, principalmente, a série que ele já participava há muitos anos."

OBS> Roberto Marquis confirmou esta declaração de Helena Samara recentemente, afirmando que foi, realmente, uma união para que Olney Cazarré conseguisse terminar a dublagem da série.

Dentre os dubladores escalados para os convidados, destacamos o retorno de Gessy Fonseca à AIC. A dubladora voltou a morar em São Paulo e, logo no início, dublou a bruxa Malvina. Esta dublagem nos remete à 2ª temporada de A Feiticeira, na qual dublou a personagem Endora, assim como a presença de Noely Mendes na série, uma vez que dublou a personagem Tia Clara na 3ª temporada.

Também temos a presença de Elaine Cristina, ainda pouco conhecida como atriz da Tv Tupi, assim como Sílvio Navas já fazendo diversas peripécias com a voz.


Apesar de todas as dificuldades apresentadas, inegavelmente, A Feiticeira manteve a qualidade da dublagem da AIC até o seu último episódio.

A Feiticeira foi a série mais longa dublada pela AIC (254 episódios) e, felizmente, apenas 4 perderam a dublagem totalmente:

"Os Três Desejos" da 2ª temporada.
"Como Desmanchar um Compromisso" da 5ª temporada.
"O Soluço Indiscreto" da 7ª temporada.
"Vivendo um Conto de Fadas da 8ª temporada.

Em suas 8 temporadas dubladas pela AIC, verifica-se uma qualidade exemplar de todos os dubladores envolvidos.

 Do 1º ao último episódio, com diversas alterações, encontramos a genialidade de Olney Cazarré, a excepcional dublagem de Rita Cleós, Helena Samara, Nícia Soares, Sérgio Galvão, Gervásio Marques, Waldyr Guedes, José de Freitas, Raymundo Duprat, Márcia Real, Gessy Fonseca, Marcelo Ponce, Rachel Martins, Amaury Costa, Xandó Batista, Isaura Gomes, Judy Teixeira, José Carlos Guerra, Sílvio Matos, Aliomar de Matos, Noely Mendes, Maria Inês, João Ângelo, Borges de Barros, Francisco Borges, Sandra Campos, Yolanda Cavalcanti, Osmiro Campos e de muitos outros excelentes dubladores, cujas vozes se eternizaram.


**PARABÉNS A TODOS QUE PARTICIPARAM DA DUBLAGEM DE A FEITICEIRA**


**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS DA 6ª TEMPORADA** 


*EPISÓDIO: "A FEITICEIRA DEVORADORA"

*Osmiro Campos dubla James e Sandra Campos dubla Esmeralda.*



*EPISÓDIO: "O ESPÍRITO NATALINO"

*Mário Jorge Montini dubla Papai Noel*


**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS DA 7ª TEMPORADA**

*EPISÓDIO: "QUERER NÃO É PODER"

*Neste episódio Olney Cazarré já dubla James novamente.

Além da maravilhosa dublagem de Isaura Gomes para a mãe de James, Eleu Salvador dubla o ator Robert Simon (pai de James), o qual retorna para o personagem*
Este é o último episódio da 7ª temporada.


*EPISÓDIO: "MORDENDO A ISCA"

*Asheley é dublado por Carlos Campanile e o cliente de James por Sílvio Matos.


**VAMOS REVER 2 EPISÓDIOS DA 8ª TEMPORADA**

*EPISÓDIO: "O ESPECTRO ROMÂNTICO"

*O fantasma é dublado por João Paulo Ramalho*


*EPISÓDIO: "A VERDADEIRA HISTÓRIA DA TORRE DE PISA"

*Esmeralda é dublada por Yolanda Cavalcanti e o Conde por Gilberto Baroli*


**Fonte de Pesquisa: "Twitch Upon a Star" de Herbio Pilato**
**Revistas TV Guide: set/1966, set /1969, set /1971**
**Acervo Pessoal**

**Colaboração: Thiago Moraes.

**Marco Antônio dos Santos**